Magazine Semanal da Alagamares- 30 de Junho a 7 de Julho

“Blocos e Agendas Pessoais – Diários de uma Vida”, dos escultores Artur e Pedro Anjos Teixeira, é o nome da exposição que vai estar patente no Museu Anjos Teixeira, em Sintra, de 1 de julho a 27 de agosto. 

Trata-se de uma exposição temporária, que pretende trazer à luz do dia os verdadeiros diários pessoais e artísticos dos mestres.

 

A Galeria Municipal – Casa Mantero acolhe, de 1 a 28 de julho, uma exposição de pintura de Alba Simões, artista plástica, nascida em Lisboa, e que conta com mais de duas centenas de exposições colectivas e individuais em Portugal e no estrangeiro. 

Alba Simões encontra-se representada em museus e colecções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Suécia, Inglaterra, Holanda, Estados Unidos, Brasil, Macau e Angola e Dubai. 

Tem como principal obra efectuada um painel com 80 metros quadrados, intitulado “Vista sobre a Cidade de Lisboa”.

Ao longo de 30 anos de carreira, foi galardoada com primeiros prémios e com menções honrosas, bem como mencionada em várias revistas e jornais portugueses e estrangeiros.

 

Desde o dia 2 de Junho a Quinta da Regaleira acolhe a estreia da produção teatral que o Teatro TapaFuros preparou a partir do texto de Fernão Mendes Pinto, PEREGRINAÇÃO.

Seis anos volvidos, o Teatro TapaFuros regressa ao misterioso espaço mítico e de enorme valor simbólico, que servirá como nenhum outro esta “viagem”. PEREGRINAÇÃO é um espectáculo itinerante de grande impacto estético que no contexto específico dos Jardins da Quinta da Regaleira, encontra uma comunhão com o espaço fazendo deste um dos seus intérpretes, em conjunto com os actores e músicos. 

Espectáculo transdisciplinar de carácter volante, pretende-se que a experiência seja total, como o Teatro. Durante o percurso nocturno, os espectadores serão convocados a integrar partes do espectáculo bem como serão surpreendidos por vários acontecimentos.

Uma experiência marcante que perdurará na memória é a recompensa a todos os que aguardaram o regresso do Teatro TapaFuros em PEREGRINAÇÃO. Aventuras cheirando a mar e incenso, em terras só d’imaginação fabricadas, e que Fernão Mendes Pinto e a sua fiel trupe revelarão aos olhos de quem teve o dom de esperar. Ter o Mundo todo no olhar. E sonhar.

A adaptação do texto e dramaturgia é de Jorge Telles de Menezes, a encenação é de Rui Mário e a música original de Pedro Hilário. A interpretação é de Bernardo Souto, Filipe Araújo, Inês Carvalho, Margarida Coelho, Miguel Moisés, Susana João e Vera Fontes. Júlio Almas assina a cenografia e adereços e Aida Afonso os figurinos.

PEREGRINAÇÃO estará em cena até 29 de Julho, às Sextas e Sábados, às 21h30. Tem classificação de M/12. Os bilhetes estão à venda na bilheteira da Quinta da Regaleira e nos postos de venda da TicketLine, pelo preço de 10 euros.

 

Carlos Otero guiou-nos por 200 anos de música portuguesa dia 8 de Junho no Garagem Café, perto da Alameda do Soldado Desconhecido, em Sintra, num evento promovido pela Alagamares

“A criação musical parece ter atingido uma espécie de perfeição com estes músicos clássicos portugueses que personalizam o ideal de “musica total”. Todos eles se destacaram muitas vezes inspirando-se do folclore nacional. Todos foram compositores, pianistas, conferencistas e maestros. Outros até –como tinha acontecido com Fernando Pessoa- empregados de escritório!!!

Uma coisa é certa eles tinham em comum o amor da musica e estavam convencidos que ela podia “transformar” os seres.

Por que não debruçar-mo-nos sobre as suas histórias, as suas origens, para que possamos talvez descobrir outra maneira de escutar, de digerir e, sobretudo, de nos deixarmos impregnar espiritualmente pela música? Grandes divulgadores da cultura musical portuguesa no estrangeiro e no pais quando aqui se encontravam.

Nessas épocas passadas –e talvez ainda hoje- para se ser reconhecido no seu pais –Portugal- tinham de dar provas no estrangeiro. Assim aconteceu com alguns dos compositores de que falarei nesta palestra. Alguns foram vitimas da incompreensão, da maldade e da pequenez de um meio com o qual a invulgar estatura não podia ter uma craveira habitual. Uns morreram num isolamento total, outros num grande esquecimento.

Com alguns deles tive relações e desabafos humanos. Para os que conheci pessoalmente terei uma lembrança de reconhecimento e de admiração. Aquelas pequenas coisas que não constam nos livros mas que fazem a riqueza dos Seres Humanos.

Falarei de música clássica portuguesa: Carlos Seixas, Marcos de Portugal (Gostaria de lembrar que este compositor português escreveu uma ópera sobre o tema de… As Bodas de Figaro, em 1799, quase contemporânea da do Mozart (que data de 1786) e cujo original se encontra na Biblioteca Nacional de Paris. Domingos Bomtempo; Alfredo Keil pintor e o autor do Hino Nacional; Viana da Mota; Luís de Freitas Branco; Francisco Lacerda; Frederico de Freitas; Joly Braga Santos; Ruy Coelho, Lopes Graça.Eis alguns portugueses que merecem ser conhecidos ou relembrados.” 

Carlos Otero nasceu em Lisboa e vive em Paris há 53 anos, onde desenvolveu a sua actividade como actor, cantor lírico e encenador de teatro e de ópera. Com mais de 3.200 representações públicas em palcos tão distintos como o Teatro Nacional Popular, o Théâtre de la Ville, o Théâtre Marigny, o Festival Lírico de Aix-en- Provence e o Festival de Avignon, Carlos Otero trabalhou ao longo da sua carreira com nomes tão distintos como a actriz Edwige Feuillère, o actor e encenador Georges Wilson, ou ainda Jerome Robbins, produtor, realizador e coreógrafo da Broadway, com quem apresentou, em 1969, no Théâtre Marigny, a comédia musical Violino sobre o Telhado. Realizou e encenou no Théatre des Champs Elysées, de Paris, o drama “Themos” de Mozart, assim como a ópera “A Flauta Mágica”, representações que foram saudadas pela crítica como “tendo conseguido transmitir o essencial do aspecto sobrenatural e maravilhoso das obras primas de Mozart”.

Licenciado em Musicologia pela Sorbonne, dedica-se actualmente à investigação musical e à encenação, e desenvolve o seu trabalho no sentido de transmitir a “boa mensagem” através da música.

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