Alagamares Caminhada da Primavera-28 de Abril

A Alagamares vai promover no dia 28 de Abril, pelas 10h, uma caminhada na serra de Sintra, com dificuldade moderada, cerca de 6 km com alguns desníveis.

EQUIPAMENTO:

•Calçado apropriado para caminhadas
•Casaco, corta-vento ou blusão impermeável, consoante o estado do tempo
•Bastão de caminhada
•Máquina fotográfica
•Alimentação: barras energéticas, água (cerca de 1,5l/pessoa)

PONTO DE ENCONTRO

•Parque de estacionamento do Santuário da Peninha.
•Coordenadas : 38.769173, -9.458958

PERCURSO

Santuário da Peninha
Penedo de Adrenunes local de contemplação e magia ancestral
Bosque dos Cedros com as suas magnificas espécies centenárias
Capela de S. Saturnino.
Fonte das Pedras Irmãs.
Pedras Irmãs.

INSCRIÇÕES
alagamaressintra@gmail.com ou 924203824

PREÇO

5 euros

ANTA DE ADRENUNES

A Anta de Adrenunes, localizada perto do Cabo da Roca, Portugal, é um dólmen, isto é, um monumento megalítico. Trata-se de uma estrutura constituída por várias pedras, entre as quais existe uma passagem com cerca de 5 metros de altura. Esta passagem poderá ter servido de necrópole colectiva durante a época megalítica. Situa-se no alto de um outeiro que domina a paisagem em redor do Cabo da Roca e a vasta região que se estende para norte da Serra de Sintra.

A teoria de que se trata de uma anta foi proposta por Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1806-1896), que efectuou escavações no local, não tendo encontrado quaisquer vestígios de utilização funerária. Esta ideia não é actualmente aceite. A disposição das pedras e a sua orientação relativamente ao pôr-do-sol / Lua e ao Cabo da Roca, que leva de facto a pensar tratar-se de uma estrutura megalítica, provavelmente de origem natural e posteriormente trabalhada pelo homem, razão pela qual deve ser considerada como sendo uma anta.

A existência de calços nas fundações de alguns dos blocos prova a intervenção do homem.

No seguimento do estudo do local levado a cabo por Narciso da Silva, este local foi classificado como monumento nacional pelo IPPAR em 16 de Junho de 1910 (DG 136, de 23 de junho de 1910).

Apesar de ignorada durante décadas pelas autoridades (como atesta o marco geodésico de cimento colocado mesmo em cima do tecto da anta), escavações recentes nas fundações dos blocos megalíticos comprovaram definitivamente a ‘mão’ do homem nesta edificação megalítica: foram encontradas pedras a compor cunhas no assentamento de alguns blocos, como se não bastasse o recorte ainda bem delineado de alguns dos megalitos aproximadamente rectangulares que compôem o tecto da anta.

Ainda hoje esta estrutura recebe a visita dos mais diversos visitantes por ocasião de eventos celestes, sendo sem dúvida merecedora de investigações arqueológicas mais aprofundadas, tanto em si como na sua envolvente. Situa-se no topo de uma pequena mas invulgar colina que revela vestígios de pavimentações antigas nos seus acessos, revelando assim uma insuspeitada importância arqueológica e cultural.

SANTUÁRIO DA PENINHA

O Santuário da Peninha localiza-se no extremo oeste da Serra de Sintra, sobranceiro ao cabo da Roca. Local de magia e contemplação, evidencia permanência e influência humanas desde o Período Neolítico.
A paisagem imensa que se avista destes 488 metros de altitude vai do cabo Espichel e Arrábida, a sul, até ao cabo Carvoeiro e Berlengas, a norte, e, para nordeste, abarca a Serra em toda a sua extensão. Exposto a fortes ventos marítimos, encontra-se frequentemente envolto em nevoeiros.
O Santuário está integrado numa propriedade com 62 hectares, pertença do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas / PNSC. Inclui um conjunto de construções classificadas como Imóvel de Interesse Público (Decreto nº 129/77 de 29 de setembro).
Integra atualmente:
► A capela da Nossa Senhora da Penha (posteriormente Peninha), erguida por devoção popular na sequência, de acordo com lenda com raízes no séc. XVI, no reinado de D. João III (1502-1557), da aparição de Nossa Senhora a uma pastorinha Muda e muito pobre de Almoinhas Velhas. A partir de então o local foi profundamente venerado pelos povos das redondezas. Aí se construiu uma primeira ermida, em pedra seca. A fragilidade da construção obrigou a que fosse reconstruída diversas vezes.
A sua aparência atual parece dever-se ao ermitão de S. Saturnino, Pedro da Conceição, que entre 1673 e 1711, com boa vontade da população e o apoio do monarca D. Pedro II, na pessoa do seu arquiteto João Antunes reconstruiu o templo.
O interior da capela é um dos mais belos exemplares do Barroco português. Nela se destacam um púlpito repleto de inscrições deixadas por sucessivas gerações de peregrinos e magníficos painéis de azulejos historiados, de 1711, ilustrativos da vida da Virgem e de Jesus, atribuídos aos mestres Manuel dos
Santos e P. M. P.. Assinale-se ainda o conjunto de embutidos de mármores da região que decoram a capela mor e o púlpito, numa aplicação típica da Escola Italiana de Florença.
► Junto à capela situa-se um palacete mandado construir em 1918 por António Carvalho Monteiro para sua residência, mas nunca habitado que a envolve e oculta pela face sul, conferindo a todo o conjunto uma aparência acastelada de traça revivalista. (Foram também construídas algumas
dependências).
► As Casas dos Romeiros, localizadas na vertente ocidental, foram construídas entre 1751 e 1761 e além de albergarem os zeladores das instalações acolhiam os inúmeros peregrinos que anualmente aqui ocorriam em práticas de devoção.”.

► A poucas dezenas de metros para sudoeste situa-se a Ermida de S. Saturnino, edificada em meados do século XVI e acrescentada no século XVII, em local de culto que remonta ao tempo dos visigodos. A Oeste do monumento existente atualmente no local situam-se evidências dos alicerces da primitiva ermida de provável origem medieval (séc. XII). Supõe-se ter sido fundada por Pero Pais, companheiro de D. Afonso Henriques.
Terá sido deliberadamente demolida para dar lugar à nova ermida, de maiores dimensões, o atual templo, em finais de Quinhentos. O documento mais antigo a ela referente é a carta de doação passada por D. Sancho I ao eremita Pedro de Cintra, em 1192. O eremita Pedro veio a recolher ao mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, por aqui não lhe ter sido possível encontrar a tão desejada solidão. Por morte deste passou para a alçada do Mosteiro de São Vicente de Fora, até 1834, data da extinção das Ordens Religiosas em Portugal.
A história da ermida de S. Saturnino está profundamente ligada à capela de Nossa Senhora da Peninha. A reconstrução desta capela empenha pessoalmente o ermitão de S. Saturnino, Pedro da Conceição iniciando o ciclo de esquecimento e abandono da ermida. Passada ao estado de abandono no segundo quartel do séc. XVIII, virá a ser habitada, já no séc. XX. Os caseiros da propriedade habitaram a ermida de S. Saturnino até aos anos 60, tendo sido depois convertida em palheiro.
A Ermida, local de culto das populações próximas, foi intensamente frequentada até finais da Idade Média. Até essa altura o Mosteiro fez sucessivos contratos de arrendamento, na condição de os forasteiros – ermitãos – viverem numa das casas junto à Ermida e tendo entre as suas
obrigações “ abrir e fechar as portas da Ermida, manter tudo limpo e concertado.
Escavações arqueológicas efetuadas pelo Parque Natural de Sintra -Cascais puseram a descoberto uma necrópole constituída por sepulturas escavadas na rocha, com enterramentos datáveis dos finais do séc. XII, início do séc. XIII e finais do séc. XVI, um troço de caminho estreito feito de lajes ladeado por
fiadas de blocos de pedra, uma cisterna escavada na rocha, de planta semicilíndrica, bem como a primitiva ermida de provável origem medieval.
► Fonte dos Romeiros datada do século XVI, esta é alimentada pela mina de água que lhe está adjacente e segundo se diz era utilizada pelos peregrinos para se refrescarem da longa caminhada até ao santuário. Aqui podiam a água fresca da serra e descansar nos bancos de pedra da fonte, refrescando os pés
na água corrente

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