Contra o abate de árvores na Lagoa Azul

O que inicialmente estava previsto ser a forma que a Alagamares, em conjunto com o Grupo Desportivo e Cultural de Galamares entendeu ser a forma de celebrar a chegada da Primavera- plantar algumas árvores árvores na Tapada de Monserrate no dia 25 de Março, acabou por ser a forma activa como um grupo de cidadãos encontrou para protestar e chamar a atenção para o absurdo e pouco justificado abate de 1200 árvores (pelo menos) na zona da Lagoa Azul, proposta pelo ICNF alegadamente por motivos de segurança e de contenção de espécies invasoras.

17498613_10209102701268247_6329064692641990329_nFoto Pedro Macieira

17498454_10212392886806726_3568010998687884390_nFoto Fernando Gomes

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Foto Fernando Gomes

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caminhada013blogFoto Pedro Macieira

17424791_10154551083602810_7111986502486864352_nFoto James Page

O ICNF, estrutura que devia pugnar pela defesa da floresta, tem em marcha uma “intervenção” nos Perímetros Florestais da Serra de Sintra e Penha Longa e mais especificamente, na envolvente aos arruamentos públicos (EN9-1 troço entre a Lagoa Azul e a Malveira da Serra, Estrada Florestal Malveira-Portela e acesso à Barragem do Rio da Mula) segundo ele visando “melhorar a segurança de pessoas e bens e garantir o bom desenvolvimento das espécies autóctones presentes no sob-bosque, as quais estão na base dos bosquetes de folhosas características da zona”

Para tal fim, foi feito um auto de marca, a incidir sobre exemplares arbóreos em fim de vida, e incidindo sobre exemplares de espécies como os pinheiros-bravos, ciprestes e acácias, visando o abate destes mesmos exemplares.

Pergunta-se: se estavam doentes, quem as deixou de tratar, ou esqueceu-se de espaço para rega, e danificou as raízes quando se realizaram obras no subsolo? Matar quem se deixa morrer, é desculpa que nada justifica.

Será que a Árvore Morta se seguirá um momento de Árvore Posta? É que não é só a situação fitossanitária que deve ser tida em conta, mas também o direito à imagem, que conforma a paisagem, e contou sobremaneira na classificação de Sintra como paisagem cultural. Como em muitas e pouco exemplares situações, raramente um abate tem sido seguido de reposição do coberto vegetal, no que de crime ambiental tal se reveste, e agora a caminho de mais um arboricídio sob a capa de defesa dos passantes e da segurança.

A Alagamares opõe-se vigorosamente a este desbaste anunciado, até pela dimensão de que se vai revestir, e tudo fará para que seja evitado. As árvores marcadas para morrer têm uma marca laranja e é em alerta laranja que os defensores da floresta e da “nossa “serra devem permanecer, pois esta não é dos tecnocratas nem dos madeireiros, mas sim daqueles que a amam, nela vivem e respiram e que não desejam ver decepada por muitas e boas décadas.

17504481_122588621610782_6032384706033546521_oFoto James Page

Está em curso a possibilidade de interposição de acção popular, e vários partidos políticos estão a interpelar o ICNF sobre a medida, sendo notória a mobilização de vários cidadãos estrangeiros residentes em Sintra (e outros que nos têm feito chegar a sua indignação) por tal proposta inqualificável.

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