Cronologia de Sintra 1946-1960

1946

Tude Martins de Sousa publica Mosteiro e Quinta de Penha Longa na Serra de Sintra. Sintra: Sintra Gráfica


A Quinta de Monserrate passa a ser administrada por Walter Kingsbury e o seu pessoal reduzido; oferta da Quinta ao Governo português, que hesita em realizar a compra.
Montagem de um novo aparelho óptico de 3.ª ordem no Farol do Cabo da Roca tendo a lâmpada 3000W.


Janeiro
Uma burlona de Ranholas faz-se passar por Condessa de Ermesinde, fazendo compras a crédito sem pagar.
A imprensa manifesta preocupação com a falta de manteiga em Sintra
Dá brado nos palcos o tenor sintrense Tomé de Barros Queirós.

Fevereiro

2- Fundação do Instituto de Sintra


Março
23- Na Assembleia Nacional, o deputado Botelho Moniz usa da palavra em favor dos interesses de Sintra.
26- Morre Camilo Farinhas, administrador da Sintra-Atlântico.


Abril
6-É fundada a Sociedade Recreativa de Morelena. 

Maio
22- O Decreto 35653 cria os Serviços Municipalizados de Sintra


Junho
Iniciam-se as filmagens dum documentário sobre Sintra, “Sintra Jardim de Portugal” realizado por Galveias Rodrigues e produzido por Horta e Costa, estreado posteriormente no Sintra Cinema.
José Castelo é director artístico do Casino de Sintra, onde actua a Orquestra Toselli, abrilhantado pelo cantor Julio Cassagne
A Câmara assina um contrato com o arquitecto Etienne de Groer para elaborar um Plano de Urbanização.


Agosto
20- Pelo decreto 35817 é classificada como de interesse público a necrópole do Vale de S. Martinho


Setembro
O cortejo de oferendas a favor do Hospital de Sintra rende 255 contos. 
22- Ajuste de compra e venda entre Sir Francis Ferdinand Maurice Cook, filho e herdeiro universal de Sir Herbert, e o financeiro português Saúl Saragga, dos prédios e recheio do Palácio de Monserrate por 95.000$00.


Outubro
15- O Estado adquire o Palácio de Seteais.
24-Incêndio na Quinta do Anjinho em Ranholas


Dezembro
1-Morre Ernesto Nobre, presidente do Sport União Sintrense.

O futuro líder independentista Amílcar Cabral veraneia na Praia das Maçãs


1947

Baeta Neves escreve Alguns Insectos Prejudiciais nos Arvoredos de Sintra

No seio da Sociedade Recreativa da Morelena é fundada a orquestra “Flor da Aldeia”, que se mantem ativa cerca de 30 anos, tendo ainda existido um grupo cénico designado “Os Amigos do Progresso”.


Janeiro
22- Morre Gregório Casimiro Ribeiro, dono das queijadas Gregório e antigo político republicano. 

Fevereiro
1-Acidente de aviação na Peninha, com um avião bimotor Dakota da companhia Air France, que embate num dos cumes da Serra de Sintra devido a avaria no sistema de comunicações.

O avião fazia o circuito Paris-Madrid-Lisboa, e partira de Bordéus às 12h 35m, sendo esperado às 16h50m em Lisboa. Foi pelas 18h, porém, que tendo descido abaixo dos 500m poisou no terreno de Rangel de Sampaio, proprietário da Peninha, fazendo sulcos na terra e indo bater num talude, após o que se incendiou.

Após o embate a aeronave incendeia-se e morrem 16 pessoas (11 passageiros e 5 tripulantes).

Apenas se salvou um passageiro, um cidadão francês, Pierre Leonard, que foi socorrido por um popular que morava perto do local do acidente. O homem foi conduziu ao Hospital de Cascais, onde foi tratado.

18- Morre em Paiões o arquitecto Adães Bermudes, construtor dos edifícios da Câmara e da cadeia comarcã.
Criação dos SMAS pelo presidente Carlos Santos.
Fundação do Futebol Sintra Atlético Clube. 


Março


No Progresso Clube do Algueirão vai à cena As Três Gerações, de Ramada Curto

Os Condes de Paris instalam-se na Quinta do Anjinho

A Quinta do Anjinho foi outrora o refúgio da família real francesa – os Condes de Paris. A Condessa de Paris desembarcou em Lisboa, com os seus 10 filhos no dia 18 de Julho de 1946, vinda de Pamplona. À sua espera estava, no cais, Mary Espírito Santo, casada com Ricardo, o grande banqueiro e mecenas. Instalaram-se na casa de S. Domingos à Lapa, onde se mantiveram três meses. Durante este tempo, a condessa de Paris, a mais velha das princesas do Brasil e irmã da duquesa de Bragança D. Maria Francisca, procurou entre Estoril e Cascais uma casa para viver.

A Quinta do Anjinho foi descoberta pelo embaixador de Espanha em Lisboa, Nicolau Franco. Tinha-a, aliás, proposto ao conde de Barcelona, avô do actual rei de Espanha, que rejeitou a ideia por ser muito grande e, sobretudo, estar longe do golf do Estoril.

Os Condes de Paris instalam-se definitivamente na Quinta do Anjinho, em Março de 1947.

Em 20 de Janeiro de 1948 nasceu Thibault, o mais novo dos príncipes de França. Pouco depois recebem a visita do Rei Leopoldo da Bélgica. No batismo, foi seu padrinho o rei Humberto de Itália e madrinha a rainha D. Amélia, então exilada em França. Convidados foram todos os príncipes que viviam em Portugal.

Nas festas que os Condes de Paris davam em casa, o fado tinha quase sempre lugar cativo: Amália Rodrigues era presença regular tal como a condessa de Sabrosa, D. Maria Teresa de Noronha.


Maio
Festas dos 800 anos da tomada de Sintra aos mouros. 

Junho
28-O Decreto nº 36383 classifica como monumento nacional o Palácio de Seteais.
30- Assinatura da escritura de Monserrate, segundo a qual os prédios urbanos e rústicos, são vendidos por 6 500 000$00, tendo o comprador pago a diferença de 4.250 000$00; o recheio do Palácio ficou em cerca de 2 850 000$00; depois da escritura, o proprietário apresenta à Câmara Municipal um projecto de loteamento dos 143 hectares, mas é impossibilitado de o realizar; leilão de todo o recheio do palácio.
Reparação de fendas e assentamento de azulejos soltos no Paço Real nas salas de D. Manuel, Cisnes, Sereias, Cozinha, Quarto e Pátio de D. Sebastião, Pagode Chinês e dependências dos empregados.
Trabalhos de calcetamento, reparação do retábulo da capela do Palácio da Pena.

Eva Péron, esposa do General Juan Domingo Perón almoça no Palácio Nacional de Sintra, a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros Caeiro da Mata. Eva Perón estava em Portugal a caminho de Paris onde ia representar o governo Argentino.  O almoço foi servido pela pastelaria “Benard” de Lisboa, e a mesa decorada com peixes, patos, um galo de cerâmica antiga, avencas e estrelas azuis e brancas com as cores da bandeira  Argentina.


Agosto
Concurso Hípico de Sintra.
24- O Club del Patin, de Barcelona, visita o Hóckey Clube de Sintra.


30- É inaugurado o Cine-Teatro Chaby, em Mem Martins, com o filme “Três Espelhos” de Ladislau Vagda, com a presença de João Villaret. 

Já passava das 22 horas, com a sala completamente cheia, quando foi dado inicio à sessão cinematográfica. Muitas senhoras emprestavam brilho à festa. No balcão inúmeros convidados, artistas, críticos de cinema, técnicos da Lisboa Filmes, jornalistas. Na plateia Algueirão e Mem Martins em peso, muitas pessoas de Lisboa e bastantes de Sintra.
“O espectáculo abriu com documentário «O dia do luzito», consagrado à Mocidade Portuguesa. Seguiu-se «Sinfonia de Cristal», magnifico filme das grandes actividades videiras da Marinha Grande, de grande beleza fotográfica, cheio de luz e de interesse documental, esplêndida produção da Lisboa Filmes que já trabalha com acerto e segurança este género difícil de películas. Depois, «70 anos de Mutualismo» mostrou-nos com claresa toda a obra maravilhosa da prestimosa «Associação de Socorros Mútuos dos Empregados do Comercio». E o publico repousou a vista, agradado desta primeira parte do espectáculo, onde teve o prazer de admirar lindas imagens reproduzidas fielmente pela magnifica aparelhagem Western Electric.”

Setembro

27-Casamento na Capela de Janas de Mariana Rey Monteiro, filha de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro com o arquitecto de interiores, Emílio Ramos Lino. 

Outubro
25- Nasce em Vale de Lobos o grupo Os Lobinhos, na garagem de Manuel Leiria 
Durante este ano abre uma escola primária no Algueirão 


1948

Raul Lino escreve Os Paços Reais da Vila de Sintra. Lisboa: Valentim de Carvalho e Projectos de Alterações no Palácio de Seteais, Sintra

Janeiro

26-Criada a Cooperativa Agrícola Leiteira do Concelho de Sintra


Março
19-Frederico Faria presidente do Sintrense
31- Maria Almira Medina vence o 1º prémio do concurso de caricatura da Emissora Nacional. 

 Maio
21- Fundada em Galamares a empresa Duartes, por João e António Duarte Rodrigues

Junho

1-Morre o compositor e pianista Viana da Mota. Sobre a sua vida e obra ver o video abaixo

20-Gina Esteves e Ruy de Carvalho num espectáculo no Progresso Clube do Algueirão


Julho
Inaugurado abastecimento de água a Queluz
Raul Lino adapta Seteais a hotel.
21-Morre na sua casa da Rinchoa, aos 72 anos,o caricaturista e artista Leal da Câmara. Sobre a sua vida e obra ver o video abaixo.

Desde cedo se destacou como pintor e caricaturista mordaz. Foi sem qualquer espécie de contemplação que Leal da Câmara deu expressão a esse combate, com participações em jornais da época como A Corja, A Sátira, O Diabo ou A Marselhesa.Viveu alguns anos exilado no estrangeiro, tendo publicado no jornal L’Assiette au Beurre

Regressado a Portugal após o 5 de Outubro, fixa-se no Porto, onde promove, entre outras, a célebre exposição do Grupo dos Fantasistas, no Palácio da Bolsa, em 1915. Envereda pela carreira de professor a partir de 1919, como docente de várias cadeiras de Desenho e Artes Decorativas.

Em 1930 vai residir para a Rinchoa (o Estado Livre da Rinchoa, como fazia questão de lhe chamar.) para uma casa que adquire ( hoje Casa Museu Leal da Câmara) e que fora em tempos uma estação de muda de cavalos e propriedade do Marquês de Pombal.

30- Morre o pintor e caricaturista Mestre Alonso 

Agosto
Criada a orquestra dos “Aliados” em S. Pedro, apadrinhada por Maria Clara. 
26-Inaugurado o parque infantil da Praia das Maçãs


Setembro
2-Incêndio no torreão da capela do Palácio de Queluz
12- Os Bombeiros de Almoçageme inauguram o seu chassis Morris Comercial “Salvação”
18- Realiza-se um baile no salão de Galamares com actuação do Cynthia Jazz. É seu proprietário nessa altura José Cardoso de Sousa.
29- O decreto nº 37077 classifica como monumento nacional o Convento dos Capuchos.


Outubro
17-Duplicação da linha de Sintra entre Mercês e Agualva Cacém


Novembro
20-Inauguração do Cineteatro Carlos Manuel, por impulso de António Marques de Sousa Júnior.

Dezembro
8-Inaugurado o ginásio do Sport União Sintrense na R. Heliodoro Salgado, com actuação das orquestras União Sintrense e Cynthia Jazz, sendo presidente Frederico Faria.
Alfredo da Silva institui no Pego, Almoçageme, a Colónia de Férias da CUF, com projecto de António Lino.


O Sintrense é 1º na sua série da 3ª Divisão Regional (época 47-48)


1949

Carlos Ribeiro escreve Portugal – Sintra [Visual Gráfico]: La Réalité d’un Rêve. Lisboa: Secretariado Nacional de Informação

Luciano Ribeiro escreve Sintra. Porto: Rotep


Projecto de Faria da Costa e Raúl Tojal para um conjunto recreativo que prevê a construção de uma piscina, uma piscina de crianças, um restaurante e um pequeno riacho que servirá uns bungalows de uso turístico encomendado pela Sociedade Sintra Litoral; este conjunto está incluído em dois Estudos encomendados pela Câmara Municipal de Sintra: Plano Geral de Arranjo da Praia das Maçãs e Estudo de valorização da Praia das Maçãs.


Ligação à rede pública de abastecimento de águas do farol do cabo da Roca


Reparação da Sala de Exposições Temporárias do Palácio da Pena.


Waldemar Jara d’Orey compra a quinta da Quinta da Regaleira por 1.200.000$00 e procede a obras de remodelação interior, a cargo dos arquitectos Luís de Couto e António Lino, visando a sua adaptação a um agregado familiar muito numeroso e a eliminação de alguns pormenores decorativos; os trabalhos de marcenaria ficam a cargo de Cabeça de Vitela, os de pintura são entregues a Bazaliza, a decoração de interiores a Lady Ellis e ao Conde Moser; os móveis são adquiridos no antiquário Ortega.


Profundas obras de remodelação do Palácio da Quinta da Regaleira, nomeadamente no interior; modificação da escadaria de acesso ao piso superior; remoção dos azulejos da Fábrica das Caldas da Rainha do vestíbulo principal; remoção das inscrições do primeiro piso; remoção dos azulejos da sala de caça e destruição dos estuques das paredes; remoção dos remates dos fechos da abóbada da sala de caça; substituição de vidros e remoção de alguns vitrais; restauro dos tecelos da sala de caça, e colocação de alguns novos feitos por Leon; supressão de motivos decorativos da sala de jantar, nomeadamente do baldaquino, que estava por cima da estátua do caçador, das torres ameadas laterais, dos azulejos e baixo relevo de uma árvore estilizada; remoção na sala renascença, do veludo vermelho que forrava as paredes e dos monogramas metálicos com as iniciais AACM; restauro das pinturas da sala de bilhar, perdendo-se as inscrições e remoção do friso superior; alargamento do campo das pinturas da sala da música; supressão da escada helicoidal que ligava o edifício principal às cocheiras; ampliação da Casa da Renascença; remoção das palmeiras junto às cavalariças e substituição por tílias 

A Mocidade Portuguesa, chefiada pelo alferes Abreu Calado organiza o Dia do Lusito


Janeiro
20-Duplicação da linha de Sintra entre Mercês e Sintra


Março
24- Eduardo Correia Adão presidente do Sintrense


Abril
5- O decreto nº 37366 classifica como Imóvel de Interesse Público – DG, I Série, n.º 70, de 5-04-1949 a Capela de S. Sebastião, na Terrugem.

DGPC: A pequena capela de São Sebastião, à beira da estrada entre Sintra e a Ericeira, tem as suas origens na Baixa Idade Média e numa petição feita pelos habitantes da Terrugem ao Arcebispo de Lisboa, para que pudessem ter uma “pequena ermida, com pia baptismal e capelão”, evitando, desta forma, terem de se deslocar à igreja de Santa Maria de Sintra, então sede paroquial dos moradores da Terrugem (NOÉ, 1991, MARQUES, 2004 e ROSA, 2005, DGEMN on-line). Este pedido, deferido pelo arcebispo D. Afonso Nogueira a 23 de Julho de 1426, tem sido considerado como o documento fundacional da ermida mas, na verdade, não sabemos se a sua construção se processou a partir de então, sendo certo que os elementos arquitectónicos mais antigos que se conservam apontam para uma cronologia ligeiramente posterior, já em época manuelina. Por outro lado, desconhecemos se este pedido dizia respeito à capela de São Sebastião, ou à São João Degolado, actual matriz da Terrugem, que conserva igualmente parcelas manuelinas.

Estamos em crer que a totalidade do templo que chegou até aos nossos dias foi integralmente construído (ou, quanto muito, reconstruído) na viragem para o século XVI. É certo que não encontramos, aqui, os ecos daquele manuelino sintrense que tanto sucesso teve na região a Norte da Serra, a partir do estaleiro do Paço Real, mas sim um vocabulário estilístico mais modesto e circunscrito à abóbada da capela-mor e ao seu arco triunfal, únicos elementos vincadamente manuelinos de todo o conjunto, mais de acordo, por exemplo, com a Capela de São Lázaro da vila de Sintra, obra onde a rainha D. Leonor teve comprovada intervenção e que, nem por isso, deixou de ser uma realização cheia de arcaísmos formais (porventura propositados).

Planimetricamente, o templo resume-se à estrutura mínima, com nave rectangular coberta por tecto de madeira e capela-mor quadrangular, reforçada exteriormente ao nível do arco triunfal por dois pequenos contrafortes de ambos os lados, que ajudam a estabilizar o abobadamento interior da ábside. A fachada principal é igualmente modesta, de pano único composto por portal principal de perfil apontado, executado em aduelas algo grandes, e empena triangular rematada por cruz axial e pequeno campanário de sineira única à direita, assentando o telhado imediatamente sobre a caixa murária. Do lado Sul existe um portal lateral, em arco rebaixado, denunciando uma intervenção posterior, eventualmente na época moderna. A iluminação é escassa, resumindo-se à capela-mor, originalmente dotada de três frestas, abertas axialmente nos três alçados, mas das quais apenas se conserva a do lado meridional, em capialço pronunciado.

O arco triunfal é a pleno centro e compõe-se por moldura de toro liso, capitéis vegetalistas, fustes decorados com “caules entrelaçados e floridos intercalados por rosetas, que se elevam de cestos” (IDEM) e bases oitavadas tipicamente manuelinas. A abóbada da capela-mor é polinervada de combados, formando um círculo central, cujos encaixes são decorados por bocetes vegetalistas, destacando-se o central, mais largo que os restantes e ostentando as flechas do martírio de São Sebastião. Conserva-se ainda o frontal de altar original, revestido por azulejos hispano-mouriscos, característicos das primeiras décadas de Quinhentos.

Em ruínas em 1937, só a partir de 1955 a DGEMN promoveu obras de restauro. A primeira fase incidiu sobre os aspectos estruturais, desconstruindo-se e reconstruindo-se os contrafortes e refazendo-se integralmente a estrutura do telhado. Em 1957 procedeu-se a trabalhos no interior, consolidando-se o arco triunfal, pavimentando-se o espaço e concluindo-se as pinturas e o arranjo do altar. Finalmente, em 1958, realizou-se o arranjo urbanístico do exterior, regularizando-se o terreno e reedificando-se o cruzeiro fronteiro, cuja inscrição truncada foi encontrada durante os trabalhos.


Maio
2- Na Quinta do Ramalhão casam a princesa Fátima Tossoun, cunhada do rei Farouk do Egipto, e João de Orleães e Bragança, filho de D. Pedro, herdeiro do trono do Brasil.


4- Morre o médico e escritor Nunes Claro, autor do livro “Cinza das Horas” 

8- A Companhia do Maria Vitória actua no Carlos Manuel, exibindo a revista “O Pirata da Perna de Pau”.


Junho

10-É constituída uma Comissão responsável pelas obras do novo quartel dos Bombeiros de Almoçageme que conta com um apoio financeiro do Governador Civil de Lisboa, obras que se traduzirão na beneficiação e adaptação da cave da Escola Primária da localidade. São, para o efeito, promovidas diversas atividades e concedidos donativos para a concretização das referidas obras, durante os anos seguintes. As obras foram lentas e faseadas, havendo em 1956 necessidade de se proceder ao alargamento do quartel nos baixos do edifício da escola.


13-Pedido de autorização à Repartição de Obras, da Câmara Municipal de Sintra, para fazer obras de remodelação no palácio e cocheiras da Regaleira
A Fazenda Nacional adquire o Palácio e mata de Monserrate.


Julho
2-Abre a Feira Popular de Sintra, que inclui um Concurso do Traje Saloio.
17 – Na antiga fábrica de queijadas de Alfredo Januário Gomes, no nº22 da Volta do Duche, abre o bar-restaurante Sintra Parque.

Planear uma excursão à Praia das Maçãs, 1949


Waldemar d’Orey compra a Quinta da Regaleira.
Lawrence é tomado de trespasse pela checa Maria Janavcova, tomando o nome de Estalagem dos Cavaleiros.


Outubro
24-O caudilho de Espanha, Francisco Franco, visita Sintra
Escavações em Odrinhas promovidas pelo Instituto de Sintra


Novembro

11- Aprovado o Plano de Urbanização de Sintra (Groer)


Dezembro

7-Inaugurado o Convento dominicano de S. Pedro Mártir na Quinta de S. Pedro, S. Pedro de Penaferrim.

28-Francis Cook vende a Quinta dos Cedros, anexa à Penha Verde.
João Martins da Silva Marques publica “Sintra e os Sintrenses no Ultramar Português”.


O Hóquei Clube de Sintra é campeão nacional da época 1948/49
O Sintrense é 1º na sua série da 2ª Divisão Regional (época 48-49)


1950


Por essa época o Jornal de Sintra publica-se aos domingos.

O Instituto Cultural de Sintra edita Sintra na Pintura Portuguesa do Século XIX.

Georgette de Barros de Sá Nogueira escreve Briófitos da Serra de Sintra

Fernando Carneiro-Mendes escreve  Lepidópteros (Macro) da Região de Sintra

Janeiro
O Carlos Manuel leva à cena “Dois maridos em apuros”, comédia em 3 actos pela companhia de Madalena Sotto/Assis Pacheco


O Sintra Cinema, na Portela, exibe o grande êxito do cinema americano, E Tudo o Vento Levou…Nessa altura, organizam-se carreiras especiais de autocarro para o cinema, ligando Sintra às Azenhas do Mar.


O Hóquei de Sintra é campeão nacional de hóquei em patins de 1949-50, com uma equipa onde pontuam Cipriano Santos, António Raio e Vasco Velez, entre outros, alvo em Abril seguinte de merecida homenagem pelo concelho.


Com pompa e circunstância, abre o Sintra-Garagem, com gerência de Carlos Almeida, mais conhecido como o Carlos da Paula. Refira-se que por essa altura, houve intenção de nesse local instalar o mercado municipal, o que foi desaconselhado em parecer pelo autor do Plano de Sintra, aprovado em 1949, o arquitecto Etienne de Groer.


O hospital de Sintra (Misericórdia) atende 5388 utentes durante o ano, há 60 partos, e 461 estão internados durante esse ano.

Sintra dispõe de 56 carros de praça, a partir da Estação da CP.


Fevereiro
1-Abre consultório o Dr. Joaquim Simplício dos Santos
300 elementos da Mocidade Portuguesa fazem um acampamento na Quinta da Bela Vista, na serra.


Março
Decorre na Sociedade União Sintrense a Noite das Camélias, abrilhantada por Humberto Madeira e Artur Agostinho


No Chalet da Condessa, o Grémio da Lavoura de Sintra reúne com uma missão do Plano Marshall


O capitão Américo Santos é provedor da Santa Casa da Misericórdia (até 1972).

26-Inauguração do pronto socorro Studebaker dos Bombeiros Voluntários de Colares no Largo Carlos França

António Caetano Baptista Comandante da colectividade em festa, historiou a ‘odisseia’ da aquisição do novo veículo cuja ´pedinchice’ a gregos e troianos , começou por magros tostões, em 1939. De migalha em migalha, de esmola em esmola – disse – foi possível realizar os nossos sonhos dourados. A mais avantajada dádiva, então foi a do senhor Capitão Américo dos Santos que continuou a ajudar-nos o melhor que lhe tem sido possível. A viatura (Studebaker BG explêndido), e todo o trabalho que aí estava patenteado ao público, havia totalizado a quantia de 135 contos, dos quais ainda deviam 20. Agradecia comovidamente, a todas aquelas almas generosas que o ajudaram a não morrer sem ver realizados os seus sonhos.
Agora porém, que eles estão cumpridos, surgiu outro contratempo -afirma: a nova viatura não cabe dentro da casa dos bombeiros, pela demasiada humildade desta. Portanto é necessário construir um quartel digno dos 60 anos de existência da nossa corporação, sempre pronta a comparecer onde quer que fossem precisos os seus serviços e os seus sacrifícios.”
(António Caruna, Cem Anos Fazendo o Bem)


27- No salão de Galamares estreia “Colares terra de encantos” de Arlete Reis, com música de Fernando Moreira


Estefânea Vicente, da Vila Velha é eleita rainha das sociedades de recreio, em espectáculo onde brilham o Imperial Jazz, de Colares, a orquestra Beira Mar, das Azenhas do Mar, e o artista da rádio Horácio Reinaldo.


Abril
9- Fundação do Grupo Desportivo e Recreativo de Massamá


Maio
21- O vice-presidente da Câmara, capitão Américo Santos, oferece um bodo aos pobres, tendo sida gasta a módica quantia de vinte mil escudos!


Junho
No Lawrence abre um salão de chá, sob gerência de Marie J. Melo Abreu


11-Eleição das rainhas das sociedades de recreio, no Sintra Garagem


18- Criado o Clube de Futebol “Os Odrinhenses”


Julho
9-Concurso das colectividades do concelho, num espectáculo no ringue do Hóquei no Parque da Liberdade apresentado por Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, e locução de Cabral Rocha, da Rádio Graça. Integram o júri, entre outros, Virgínia Vitorino e Lucien Donnat.


16- Os jardineiros de Sintra promovem a Festa da Dália, na Sociedade dos “Aliados”, em S. Pedro, actuando a orquestra Os Marmorites, de Pêro Pinheiro.


Agosto
20-A água canalizada chega à Praia das Maçãs, sob o impulso de figuras como Cornélio da Silva e Diamantino Tojal


Decorre no Carlos Manuel o Festival de Sintra, a cuja comissão organizadora preside o Visconde de Asseca, D. António Corrêa de Sá


28- Inauguração do posto da GNR em Colares.


É inaugurada a Colónia de Férias da CUF, em Almoçageme.


O dr. Álvaro Vasconcelos preside à União Nacional, partido único, em Sintra, e a Câmara inaugura na sua presença uma rua com o seu nome, na Portela.


Setembro
A Câmara inaugura com pompa um chafariz no Algueirão de Cima
Ocorre uma exposição floral, no Casino

Trabalho na Adega Regional de Colares


Jornal de Sintra promove uma campanha de fundos a favor do “Ortega”, figura popular na época, que fora colhido por um toiro durante uma garraiada.


Outubro
Eleições para as juntas de freguesia, onde só votam os que sabem ler e escrever e chefes de família, fechando as assembleias com 500 inscritos às 15h e aquelas com número superior a 1000 às 17h. É “eleito” presidente da Junta de S. Martinho Abílio Alfredo Cardoso.


Na Câmara pontificam Carlos Santos, presidente e Rui Cunha, o visconde de Asseca e Eduardo Frutuoso Gaio, entre outros, na vereação.


Novembro
José Alfredo Costa Azevedo é nomeado chefe da I Secção do Tribunal de Sintra.


15- Fundação do Atlético Clube do Cacém
O final do ano é marcado pela polémica entre os que se manifestam a favor da fusão entre “caracóis” e “papo-secos”, ou seja, os sócios das duas colectividades rivais de S. Pedro, Os Aliados e o 1º de Dezembro, com assanhadas manifestações a favor e contra.


Terminando o ano de 1950, é inaugurada a pastelaria Tirol, na Estefânea.
Também em 1950 abrem a Pensão Adelaide, em Sintra e a Estalagem Bandeirantes, em Colares (mais tarde Hotel Miramonte)

1951

J. Camarate França e O. Da Veiga Ferreira escrevem A Estação Prehistórica do Alto do Montijo (Sintra). Porto: Instituto de Antropologia da Universidade

Tude Martins de Sousa publica Mosteiro, Palácio e Parque da Pena da Serra de Sintra. Sintra: António Medina Júnior


Conclusão das obras de remodelação da Quinta da Regaleira. Em 14 Fevereiro é concedida licença de habitação.
Substituição de telhados e reparação dos aposentos de D. Manuel no Palácio da Pena.

Criado o Bloco Escolar de Sintra na R. Luís de Camões nº 23


Janeiro
1-Morre o dr.Álvaro Vasconcelos, antigo presidente da Câmara


A Sociedade União Sintrense é presidida por Manuel António Lourenço, e renovam-se as festas usuais (Noite das Camélias, com Maria Lemos, a orquestra “Boémia” entre outros, o Baile da Rainha nos Aliados).A Câmara, que até então manifestara interesse em comprar o Casino, mostra-se na altura desinteressada.


Março
O visconde de Asseca substitui Álvaro de Vasconcelos na presidência da União Nacional
As contas da Câmara apresentam receitas de 7045 contos e despesas de 8083.


31- Mário Travassos Valdez presidente do Sintrense


Abril
18-Morre o presidente Carmona, o que leva a largas cerimónias e manifestações de pesar, depois de 25 anos na Presidência, titulando o Jornal de Sintra “Carmona, romeiro de Portugal”. 

Maio
Entre Maio e Junho a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visita diversas freguesias do concelho


O Jornal de Sintra inicia uma campanha para a subscrição de um busto ao dr. Nunes Claro


10-O vice presidente da Câmara, capitão Américo Santos propõe 29 de Junho, dia de S.Pedro, como feriado municipal.

Foi na reunião da Câmara realizada em 10 de Maio de 1951 que o vice-presidente, capitão Américo dos Santos, apresentou uma proposta ao executivo municipal no sentido do dia feriado municipal ser comemorado no dia 29 de Junho de cada ano. Justificou a sua proposta recordando que era a «data em que se realiza a Feira anual de São Pedro, dia de festa tradicional e característica para o nosso Concelho acrescendo a sua importância comercial, agrícola e comercial». E o vice-presidente da Câmara lembrou ainda que, nos termos do n.º 3 do art.º 48.º do Código Administrativo o «dia anual do concelho deve ser escolhido entre as datas das suas festas tradicionais e características”.

Segundo Francisco Hermínio Santos, que estudou esta questão, dando cumprimento ao estabelecido no Decreto-Lei n.º 38.596, a Câmara Municipal de Sintra tendo em atenção que «o dia vinte e nove de Junho é considerado dia de festa em todo o nosso concelho» e que «nesse mesmo dia se realiza a feira anual de S. Pedro, na sede do concelho, onde ocorrem milhares de forasteiros, muitos dos quais vindos de longe» e considerando ainda que «no referido dia, tradicionalmente, se celebra a maior festa concelhia» deliberou, por unanimidade, em 12 de Janeiro de 1952: «Primeiro – Que seja mantido o dia vinte e nove de Junho como feriado municipal; Segundo – Que se solicite ao Governo a publicação do necessário Decreto».

O Governo, volvidos cinco anos, através do Decreto n.º 41.152, de 12 de Junho de 1957, autorizou a Câmara a considerar feriado municipal aquele dia. O órgão executivo municipal na sua reunião de 22 de Junho de 1957 deliberou, por unanimidade, exarar na acta «um voto de agradecimento a Sua Excelência o Ministro do Interior, pela publicação do citado diploma e que no dia vinte e nove de Junho de cada ano seja festejado condignamente, celebrando-se em São Pedro, além das costumadas festas, um solene Te-Deum».


22 -Um plátano proeminente do Parque da Liberdade (Volta do Duche) é classificado de interesse público


Junho
A Sociedade União Sintrense abre um posto médico, servido pelo dr. Simplício dos Santos

17-O mestre António Joaquim das Neves é homenageado com uma lápide na Escola Conde de Ferreira, onde lecionou

Julho
Na SUS brilha o galã brasileiro da canção Odyr Odillon.


Agosto
7- Schiappa de Carvalho e Glenville Américo Marques são encarregues do projecto de adaptar Seteais a um hotel.

Bênção do gado em S. Mamede


9- Craveiro Lopes, antigo presidente da Comissão Administrativa da Câmara sucede a Carmona


O Verão continua a trazer a Sintra vedetas da rádio, como a brasileira Alzirinha Camargo


Setembro 


Veiga Ferreira descobre o tholos de Agualva
No ginásio do Sintrense vai à cena “As Duas Causas”, ensaiado por António Gonçalves Amorim.


No Mucifal, José Fernandes Badajoz apresenta “João o corta mar”.


O vice-presidente do Brasil, Café Filho, é obsequiado com um almoço no Palácio da Pena.


Em Monserrate decorre uma exposição floral


O Instituto de Sintra elege Oliva Guerra(de negro, na foto abaixo) para presidente duma direcção que também conta com José Alfredo e José António de Araújo.

Festival artístico do Hóquei: com locução de Leite Pereira, desfilam Humberto Madeira, a orquestra Carioca, conduzida pelo maestro Fernando de Carvalho, Max, o tenor Tomé de Barros Queirós

Outubro

7-Criada a Escola Mestre Neves no âmbito da Sociedade União Sintrense
25- Morre em França a última rainha de Portugal D. Amélia.


Novembro
24-É inaugurado o Mercado da Estefânea, projecto do arquitecto Assunção Santos.


Dezembro
1-Fundação do Grupo Desportivo de Queluz


18- O plátano Platanus Hybrida Brot é classificado como de interesse concelhio 
Fundado o Ginásio 1º de Maio, em Agualva Cacém

1951 chega ao fim, nestes dias da rádio, com apresentação no Sintra-Cinema dos Companheiros da Alegria, de Igrejas Caeiro e Irene Velez.


1952

José  Brak-Lamy escreve Granitos da Serra de Sintra. Porto: Imprensa Moderna

J. Vieira Natividade escreve Monserrate e o Culto da Natureza. Lisboa: Direcção Geral da Fazendo Pública
Brilha em Sintra o Quarteto Cristal, bem como o Tropical Jazz


Brilha em Colares a Orquestra Imperial Jazz, do maestro Fernando Moreira, sendo vocalista José Fernandes Badajoz. Trompete e director de orquestra, Fernando Moreira; nos clarinetes e saxofones, Raimundo Pacheco, António Pinto e João Pantana;no contra-baixo de cordas, José Recto; na viola baixo, Júlio Saraiva; na bateria, Joaquim das Neves, como vocalista José Fernandes (Badajoz)

José Almeida, da Casa do Preto, inaugura a bomba de gasolina do Ramalhão.


A tradicional Noite das Camélias é abrilhantada por Toni de Matos.


Janeiro
4-O DL 38596 consagra o dia de S. Pedro, 29 de Junho, como feriado municipal.


Maio
23- Morre em Sintra, no Arraçário, o jornalista Rocha Martins. 

Perante um país sufocado, deprimido e amordaçado pela ditadura de Salazar ouviam-se, em períodos eleitorais, os ardinas de Lisboa, ao fim da tarde, que gritavam ao anunciar o jornal “República”. Fala o Rocha! Fala o Rocha!  seguido, em surdina, de O Salazar está à brocha!…

Eram os libelos, em forma de cartas, da autoria de Francisco José Rocha Martins, que como principais destinatários Salazar e o Presidente da República, Carmona (“o general de tomates cor de rosa” conforme o definiu Raul Proença); o cardeal Gonçalves Cerejeira, e outras personalidades do regime.

 Rocha Martins principiou a carreira num jornal monárquico, o “Diário Popular”, de Mariano de Carvalho; prosseguiu na “Vanguarda”, dirigida por Magalhães Lima, grão-mestre da Maçonaria; ligou-se depois a João Franco e à ditadura que implantou, no “Jornal da Noite”; foi braço direito de Malheiro Dias na “Ilustração Portuguesa”.

 Proclamada a Republica combateu-a no “Liberal”. Editou os panfletos “Fantoches”, notas semanais escaldantes sobre acontecimentos políticos arrasando Afonso Costa e a Partido Democrático. Foi deputado no consulado de Sidónio Pais. Fundou e dirigiu a semanário “ABC” (de 1920 a 1930) que apoiou a 28 de Maio e a arrancada do general Gomes da Costa. Contava com a publicidade do Bristol Club – famoso cabaré e urna das mais concorridas salas de jogo. Os anúncios do Bristol Club estavam explícitos no alto das capas concebidas par Jorge Barradas, Stuart, António Soares, e outros modernistas. Da redacção faziam parte Ferreira de Castro, Mário Domingues e Reinaldo Ferreira, o mítico, Repórter X.

 De 1932 a 1943 dirigiu o “Arquivo Nacional”. Na continuidade dos folhetins de Pinheiro Chagas, Campos Júnior e Eduardo Noronha, lançou com efabulação patriótica, emocional e satírica, diversos romances e editou com prefácio e notas “Palmela na Emigração”, que lhe valeu o acesso a sócio correspondente da Academia das Ciências.

 A popularidade de Rocha Martins ganhou nomeada no tempo do MUD, na candidatura de Norton de Matos e de Quintão Meireles, devido às cartas, estampadas a toda a largura da primeira página no jornal “República”.

Agosto
24- Realiza-se o cortejo de oferendas.


Raul Pascoal é treinador do Sintrense.
31- É inaugurado o mercado de Pêro Pinheiro.


Outubro
12-O Visconde de Asseca inaugura em Galamares uma ponte de acesso a Monserrate e o posto da escola primária, onde a mestra Regina Baptista era professora. Seguiu-se um beberete nas caves de S. Martinho. 


18- Inauguração da escola primária de Anços (foto abaixo)

31-Morre António Francisco Neves, da Sapa, passando o negócio para Francisco Barreto das Neves. 

Novembro
8-É inaugurado o lavadouro das Azenhas do Mar


Neste ano abre o Colégio das Irmãs Doroteias, no Ramalhão, na Quinta da Fonte, projecto de Vasco Regaleira

O Bloco Escolar de Sintra ocupa a Vila Alda, até 1956

Oliva Guerra preside ao Instituto de Sintra (até 1955)


1953

O. Da Veiga Ferreira e  Couto Tavares escrevem  Objectos Luso-Romanos da Serra de Sintra.

Raul Lino escreve O Mudejarismo de Sintra.


Janeiro
19- O Visconde d’Asseca é presidente do Sintrense


Fevereiro
O engº Carlos Santos demite-se de presidente da Câmara, sendo substituído em Maio pelo dr. César Moreira Baptista 

É inaugurado o campo de jogos do 1º de Dezembro no Ramalhão.

10-A cooperativa leiteira passa a designar-se Cooperativa Agrícola dos Produtores de Leite do Concelho de Sintra


O “ Morcego”, conhecido larápio de cemitérios é apanhado pela polícia.
A Noite das Camélias deste ano é abrilhantada pela Orquestra Copacabana, de Lisboa. 

Abril

4-Primeira apresentação da Orquestra Royal Star
15-Realiza-se a festa de despedida do internacional Cipriano Santos, com uma vitória do HCS por 4-1 sobre o Campo de Ourique. 

17- Pelo decreto nº 39175, a Quinta da Penha Verde é classificada como monumento nacional.


A Quinta da Penha Verde foi classificada como Monumento Nacional pelo decreto nº 39175 de 17 de Abril de 1953. Os terrenos correspondentes à Quinta foram doados pelo rei D. Manuel no início do século XVI a D. João de Castro, vice-rei da Índia, que decidiu fazer no local uma quinta de recreio. O palacete primitivo da Penha Verde, erigido cerca de 1534, possuía uma estrutura de dimensões reduzidas, mas em 1542 D. João de Castro mandou edificar a capela de Nossa Senhora do Monte, atribuído a Francisco de Holanda.

Entre 1638 e 1651 D. Francisco de Castro, Inquisidor Geral e neto do vice-rei, realizou obras de melhoramento na quinta, mandado ampliar o palacete e construir duas novas capelas, uma dedicada a São João Baptista, interiormente revestida de painéis de azulejos com temas da vida de São João Baptista, e a outra com orago de Santa Catarina, padroeira dos Castro. A actual entrada da quinta deverá datar dessa época, apresentando um pórtico maneirista encimado por frontão triangular com o brasão dos Castros. Os jardins que antecedem a casa datam do século XVIII.

Do conjunto da quinta fazem parte as diversas ermidas, edificadas no espaço interior à cerca, e as fontes. A ermida de Nossa Senhora do Monte, edificada em 1542,  as capelas de Santa Catarina e São João Baptista, de meados do século XVII são decoradas com painéis de azulejos e imagens dos santos padroeiros. Realce ainda para diversas fontes, nomeadamente a de Neptuno, com tanque circular e a imagem do deus ao centro, a dos Azulejos, com espaldar revestido de azulejos polícromos, e a dos Passarinhos.

22-Criada a associação Império de Anços


Maio
O Sport União Sintrense (SUS) leva à cena “O Poder de Fátima” pelo grupo artístico Rentini.


15- Criada a freguesia de Agualva-Cacém (DL 39210)

Por esta altura, Mário Dionísio passa férias em Galamares.

Outra presença frequente em Sintra durante o verão era o escritor e ensaísta Mário Dionísio. No espólio de Mário Dionísio há fotografias e textos datados que falam do paraíso que era para ele Galamares: entre 1953 e 1957, quando andava às voltas com a A Paleta e o Mundo, obra em fascículos, cujo primeiro volume acabou de ser publicado em 1956, e o segundo volume em 1962. Mário Dionísio tinha alugado uma casa «ao ano», como se dizia, a casinha então isolada do Sr. José da Quinta, que vivia nas traseiras, ao fundo de uma estrada escalavrada que ia da linha do eléctrico lá para cima, na curva onde se vendiam as belas “nozes douradas de Galamares”… Começou  por ficar na Pensão Mariana, o “ferro eléctrico”, que era mais barata do que as “Caves de S. Martinho” mais conhecidas por “café do Sr. Alcino”. Os amigos  lá passavam férias ou os iam visitar: Ferreira de Castro, Alfredo Guisado e família, etc.

Setembro

S. Martinho recebe a festa de Nossa Senhora do Cabo, sendo presidente da Comissão das Festas Eduardo Frutuoso Gaio.


26- Crime passional em Almoçageme: Lourenço Torres, da praia da Adraga, assassina a golpes de facada o banheiro da Praia da Adraga José Miguel Fernandes.


Na Praia das Maçãs começa a fabricar-se uma motorizada especial de 50 cc, a Caravela, na oficina de António Jacinto Canastro. 

O Sintrense é 1º na sua série da 1ª Divisão Regional (época 52-53)


1954

Fevereiro

2- Cai neve em Sintra

Neve no Palácio de Queluz

Inaugurada a iluminação pública entre o Ramalhão e a Estefânea.


17- A queda dum Hurricane com 2 passageiros, da Base Aérea de Sintra, provoca dois mortos em Paiões.


A CMS adquire o casino de Sintra por 800 contos.


Abril

18-Criada a Comissão da Sopa dos Pobres das freguesias de S. Pedro, Santa Maria e S. Martinho, com refeitório na Abegoaria Municipal. Até Junho desse ano serviu 2635 sopas e 658 pãe s em quartos.
26-Herculano Falcão é presidente do Sintrense
Em S. Pedro faz sucesso Armando Manuel, o Cá-Olha, menino prodígio de 11 anos com cultura excepcional.


Junho
Realiza-se a feira anual de S. Pedro.


Agosto
18-Inauguração do ringue de patinagem da Praia das Maçãs.


29- I Concurso de Construções na Areia na Praia das Maçãs, em colaboração com a CMS e o jornal Cavaleiro Andante.


Setembro
26- É inaugurado o coreto de Pêro Pinheiro.


30- Decorre a Noite do Mambo, no Sport União Sintrense.


Outubro
“Eleitos” novos presidentes da junta de freguesia, sendo Joaquim Sabino da Silva em S. Martinho e João Branco Guerreiro em Colares.

4-Inaugurada a Casa de Assistência Paroquial de S. Pedro


Novembro
5- Morre em S. Pedro a condessa de Seisal, antiga camarista da rainha D. Amélia.

Dezembro

7-Primeira apresentação do Hot Jazz Holiday

O conjunto de Avelino Gil marca presença em muitas festividades


Os telefones de Sintra passam a ser precedidos do prefixo 098.
Os eléctricos de Sintra deixam de ir até às Azenhas do Mar, para onde também circulavam desde 1930.


1955 

Joaquim Fontes escreve Museu Arqueológico de S. Miguel de Odrinhas, edição da Câmara Municipal de Sintra

Vieira Coelho escreve Duas Cartas Abertas aos Sintrenses a Propósito do Turismo de Sintra e de uma Comunicação da Câmara Municipal e de Comissão Municipal de Turismo de Sintra. Lisboa: Sociedade Industrial de Tipografia
A Quinta da Barroca é vendida aos Missionários do Sagrado Coração de Maria, aí se alojando o Seminário Claretiano de Filosofia


Fevereiro
12- Decorre a Noite do Baião, na SUS, onde actuam entre outros o tenor Tomé de Barros Queirós e Mimi Gaspar(foto abaixo)

13-Manuel Guilherme Garcia Cunha comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra

 
Abril
6- Assinado o contrato para a electrificação da linha de Sintra, junto com o troço entre Lisboa e Carregado da Linha do Norte, pelo presidente da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, Mário Melo de Oliveira e Costa, e pelos engenheiros Ludwing, Denavarre, Levyrraz e Ângelo Fortes, em nome das empresas fornecedoras. Este documento previa a entrega de 15 locomotivas, 25 automotoras eléctricas para suburbanos, o apetrechamento e montagem de 2 estações de transformação, das catenárias e da sinalização eléctrica, a cargo do Groumpment d’Étude et d’Electrification de Chemins de Fer en Monofasé 50 Hz, e o apetrechamento e instalação dos equipamentos de telecomunicações.

O elétrico na Vila, 1955


13-António Eduardo Santana presidente do Sintrense
23-Visita Sintra o presidente do Brasil, Café Filho.


Junho
13-É inaugurado o Museu de Odrinhas (nota: não o actual) com 82 peças, estando presente o cardeal Cerejeira.


Julho
30-Reinauguração da estação de Correios de Sintra, integrada no Plano de Instalação e Reinstalação de Pequenas Estações de Província, no âmbito do Plano de Reorganização do Material e Instalações, aprovado pela lei Nº 1.959 de 3 de Agosto de 1937.


Setembro


15- A casa e Quinta Villa Sassetti são vendidas a Isabel Armanda Luísa Real, por 300.000$00.
27-Pedido de licença de ampliação da casa pela nova proprietária, com criação de um novo corpo a Este, onde surgirão novas salas e instalações sanitárias, desaparecendo a ponte e o acesso do piso superior.


29 – Inauguração do Hotel de Seteais, com a presença do ministro da Presidência Marcelo Caetano e o Cardeal Cerejeira. 

O Sport União Sintrense vence o Campeonato regional da 1ª Divisão de Lisboa.


No Mucifal, vai à cena “A Bisbilhoteira” de Eduardo Schwalbach


1956 

Gabriel Rocha Souto publica Selo e Matriz, Inéditos e Antigos, do Concelho de Sintra. Lisboa: Editora Gráfica Portuguesa

Sebastião Pessanha escreve Crenças e Superstições Ligadas ao Gado no Concelho de Sintra.

J. M. Cordeiro de Sousa publica  Revisão da Leitura de uma Inscrição Medieval. Sintra: Câmara Municipal de Sintra
O Cacém tem a primeira televisão no ti Chico, ao lado da Mercearia Favorita


Janeiro

8-Eduardo Frutuoso Gaio começa a publicar no Jornal de Sintra (até Junho) O que foi e fez a Assembleia de Sintra
22-É inaugurado o ginásio do Mem Martins Futebol Clube.

A CMS edita obra sobre a Exposição Etnográfica Saloia do Concelho de Sintra.


Fevereiro
18-Na SUS, é feita a eleição de Miss Estefânea, abrilhantada pela Orquestra Talismã.

19- Morre Porfírio Pardal Monteiro

Porfírio Pardal Monteiro, nascido em Pêro Pinheiro (1897-1957), foi um precursor do modernismo em Portugal nos anos trinta do século passado. Ligado pela família à indústria dos mármores, a ele se devem edifícios de referência na paisagem urbana do século XX, como sejam o edifício do nº49 da Av. da República, em Lisboa (Prémio Valmor de 1923), a estação ferroviária do Cais de Sodré (1925-1928), o Palacete Vale Flor (Prémio Valmor de 1928), uma moradia no nº207 a 215 da Av. 5 de Outubro, em Lisboa (Prémio Valmor de 1929), a igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa (Prémio Valmor de 1938), o edifício do Diário de Notícias (Prémio Valmor de 1940), os edifícios das Faculdades de Direito e de Letras, em Lisboa, o Instituto Superior Técnico (1939), a Biblioteca Nacional e os Hotéis Ritz e Tivoli, em Lisboa.


José Manuel Conceição preside à Sociedade União Sintrense.


Abril

Adriano de Gusmão publica Nuno Gonçalves pintor do retábulo de Sintra, Seara Nova nº 1317-1318
4-José Demétrio dos Santos presidente do Sintrense
28- O Cineteatro Carlos Manuel inaugura o Cinemascope com o filme “Helena de Tróia”.


28- Inaugurada a electrificação da linha de Sintra


Maio
12-O cénico de Colares leva à cena “O Anjo da Guarda”.
26- Inaugura-se a nova escola da Várzea de Sintra.


Julho 
1-Inaugurado o mercado de Montelavar
8-Abre a piscina da Praia das Maçãs, sendo seus impulsionadores Diamantino Tojal, Alves Ribeiro e Faria da Costa, entre outros. Preside o ministro Arantes e Oliveira.

16- Abel Ferreira Tavares comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra
O restaurante Concha, da Piscina da Praia das Maçãs tem gerência de Agapito Serra e Manuel Dias Caeiro, do Tavares Rico.

Setembro

9-Exposição Etnográfica Saloia é inaugurada em Alvarinhos pelo ministro Arantes e Oliveira, numa organização da CMS e do Instituto de Sintra.(ver video abaixo)


Dezembro
13- Morre o escultor José Fonseca, autor do monumento aos mortos da Grande Guerra, na Correnteza, e do busto do Dr. Gregório de Almeida na Volta do Duche, entre outros.
O Sintrense é 1º na sua série da 2ª Divisão Regional (época 55-56)
Abre em Sintra a Pensão Nova Sintra


1957

José Brack-Lamy escreve Um Granito Piroxénico de Contacto, da Serra de Sintra. Coimbra: Coimbra Editora, Limitada


Janeiro
Maria Almira Medina publica Madrugada 
I Festival de Sintra


27- A Orquestra de Domingos Vilaça abrilhanta A Tarde das Estrelas na SUS.


Fevereiro
24- É anunciado que os Cabeleireiros Sestello, de Sintra, haviam alugado janelas em andares que possuíam em Lisboa para ver passar a rainha de Inglaterra, de visita a Portugal, tendo angariado com isso 400 escudos para o Hospital de Sintra.
Abril
28- O presidente Craveiro Lopes vem a Sintra inaugurar a electrificação da linha de Sintra. Nesse dia entram ao serviço as primeiras automotoras série 2000. Ver video abaixo


Apeadeiro do Algueirão, 1957

29- Alberto da Costa Branco presidente do Sintrense


Junho
2- É inaugurada a Casa Museu Leal da Câmara.

 
12- O decreto 41152 autoriza Sintra a comemorar o feriado municipal a 29 de Junho, 6 anos depois de a Câmara o ter aprovado
15- O Progresso Clube do Algueirão apresenta o espectáculo Aguarela Musical 


Novembro
Abre o primeiro café de Montelavar, de Helena Maria Felicidade 

Félix Alves Pereira publica Sintra do Pretérito


1958 

Abre a Escola Comercial e Industrial do Cacém (Ferreira Dias, primeira localização)

J. Camarate França escreve Estação Pré-Histórica da Samarra (Sintra).

Casimiro Gomes da Silva escreve As Festas de Nossa Senhora do Cabo na Freguesia de S. Martinho de Sintra nos Anos de 1953 e 1954. Sintra: Tipografia Soares, Lda.

G. Zbyzewski e Octávio da Veiga Ferreira publicam Estação Pré-Histórica de Penha Verde

Mário Cardozo escreve Novas Inscrições Romanas no Museu Arqueológico de Odrinhas (Sintra). Sintra: Câmara Municipal de Sintra
Fundada em S.Pedro a Associação de Cães Abandonados


Janeiro
16- O Conselho Municipal de Sintra afirma que o teleférico para a Pena vai ser uma realidade…

A título de nota histórica, mais uma promessa, desta feita conforme transcrição do jornal (já desaparecido) “A Voz de Sintra” de 18 de Janeiro de 1958. Era director Paulo Carreiro e redactor principal José António de Araújo.

“Numa reunião do Conselho Municipal, realizada na passada quinta-feira no edifício do antigo casino, foi resolvido, por maioria de votos, criar o teleférico para o Palácio da Pena, uma velha aspiração e cuja execução se ficará devendo ao espírito dinâmico e empreendedor do senhor Dr. César Moreira Baptista, ilustre presidente da Câmara de Sintra. Assistiram a essa reunião, alem do senhor Presidente e dos membros do Conselho, Dr. Arnaldo Sampaio, Engenheiros Seisal e Ricardo Graça, Eduardo Frutuoso Gaio, Manuel Dias Pereira  e Olegário Joaquim Maria, o chefe da secretaria, senhor José António de Araújo, vereadores Prof.Dr. Joaquim Fontes, Rui da Cunha e José Maria Tavares, e os presidentes das Juntas de Freguesia de S. Maria, S. Martinho, S. Pedro e Colares, respectivamente senhores António Rovisco de Andrade, João Barradas, Mário Lage e Dr. Branco Guerreiro.

O senhor Presidente do Município, ao abrir a sessão, explicou largamente e com sólidos argumentos as vantagens que trazia para Sintra a criação do teleférico, não só do ponto de vista turístico mas também no económico, pois convencia-se que o número de 120 mil pessoas que visitaram o Palácio da Pena no ano passado subiria a mais do dobro se houvesse um meio de transporte acessível.

Dada a palavra ao senhor Eng. Seisal, este argumentou que não concordava com a criação do teleférico nem com o local de onde o mesmo está projectado partir, pois, a seu ver, ele iria prejudicar a beleza da paisagem da serra.

O mesmo ponto de vista defendeu também o senhor Dr. Arnaldo Sampaio, mas sobre o assunto pedia licença para se abster de votar.

Seguidamente falou o senhor Eng. Ricardo Graça, para dizer que gostava muito de Sintra e que, para a sua sensibilidade, achava que o teleférico em nada prejudicaria as belezas naturais da serra, dando por isso o seu voto favorável.

O senhor Eduardo Frutuoso Gaio manifestou-se também favorável à criação do teleférico, o mesmo fazendo os vogais Manuel Dias Pereira e Olegário Joaquim Maria.

O senhor Rovisco de Andrade, presidente da Junta de S. Maria, como intérprete de muitos paroquianos, pediu ao senhor Presidente da Câmara para que fosse criado o teleférico, uma obra que virá valorizar extraordinariamente Sintra e que é a aspiração de todos.

O senhor Dr. Moreira Baptista rebateu a argumentação contrária à criação do teleférico e pôs o assunto à votação, verificando-se cinco votos favoráveis e dois contra, pois o Dr. Arnaldo Sampaio também votou desfavoravelmente, por não lhe ser permitido, por lei, abster-se, como era seu desejo.”


25- Conclusão da execução da casa do caseiro na Villa Sassetti, o nome da propriedade muda para Quinta da Amizade.

Fevereiro
1-César Moreira Baptista deixa a presidência da CMS, nomeado Secretario Nacional da Informação. É substituído a 26 pelo prof. Joaquim Fontes

Joaquim Fontes (1892-1960) foi professor da Faculdade de Medicina, arqueólogo, e também vereador e presidente da Câmara de Sintra (1958-1960), secretário-geral, conservador do museu de Odrinhas, sócio honorário e presidente da Associação de Arqueólogos Portugueses durante dezassete anos seguidos. Docente de Fisiologia e Obstetrícia, desde 1911 que o professor Joaquim Fontes começou a chamar a atenção dos arqueólogos, não só nacionais como estrangeiros, para os trabalhos a que se dedicava. O seu ramo predilecto era a Pré-História, e nesta o Paleolítico Superior mereceu as suas preferências. Levou os resultados das suas investigações a congressos internacionais (França, Suíça, Espanha) e o seu campo de pesquisa não se limitou ao nosso país, pois tomou parte em escavações em França e em Espanha.

Em Sintra organizou Jornadas Arqueológicas com muito sucesso; nelas não só tomaram parte cientistas portugueses como também estrangeiros. Foi por sua iniciativa que se criou o Museu de Odrinhas, na sua versão inicial, numa altura em que reunir uma série de objectos arqueológicos no local ou proximidades do lugar onde tiveram expressão ainda não estava bem arreigada no país. Assim, no Museu de Odrinhas encontram-se também objectos que foram encontrados nas ruínas de São Romão, em Lourel, e que foram deslocados para lá, como um túmulo cupiforme romano (retirado das ruínas da capela) e uma ara romana (encontrada no altar). Algumas das poucas notas históricas e etnográficas escritas sobre a freguesia de Algueirão Mem Martins foram escritas pelo Prof. Joaquim Fontes. No seu livro ‘Mem Martins, Notas Históricas e Etnográficas’ ele descreve as Festas da Nossa Senhora da Natividade, os saloios, a história de Mem Martins e a sua agricultura nos séculos XVIII a XX.

( video Arquivo RTP abaixo)

28- Morre o industrial Diamantino Tojal.
Por essa altura, fazem sucesso as bandas “Os Mexicanos” de Galamares, ou a Orquestra Royal Star, de Sintra. 

Março
1-Surge o Grupo Desportivo das Mercês
15-Despedida do hoquista António Raio, com um Lourenço Marques-Benfica, no Pavilhão dos Desportos, em Lisboa. Preside ao Hóquei Rui Coelho da Cunha. 

  Salazar em Sintra
30- Abre a nova escola primária de Almoçageme.


Abril
16- José Brás Fernandes Reis presidente do Sintrense


Maio
18-Abre o Café Moinho Verde, em Almoçageme. 
Realiza-se o documentário Sintra, de João Mendes


Junho
11- Por morte de Ernesto de Seixas, o Convento da Trindade é herdado por Jorge e Vera de Seixas.


Julho
13-É inaugurado o parque infantil de S. Pedro.
15- O Teatro de Gerifalto leva à cena no Largo Rainha D. Amélia, na Vila, a Farsa de Inês Pereira, com Rogério Paulo, Mário Pereira e Fernanda Montemor, entre outros.


Agosto
Decorrem as II Jornadas Musicais de Sintra.
30- O Ballet Verde Gaio actua em Monserrate.
O Hóquei Clube de Sintra é campeão nacional da época 1957-58


Novembro
Colares anuncia com orgulho que já possui uma carroça e um macho para a apanha do lixo das ruas…
O cénico do Mucifal leva à cena a peça “Aurora da minha vida”


1959

Francisco Costa escreve Gonçalo Anes: Homem Bom de Sintra, edição da CMS

Carlos Alberto Matos Alves escreve Sobre a Zona de Contacto Granito-Calcário de Santa Eufémia – Sintra. Lisboa

J. M. Cordeiro de Sousa publica Inscrições Lapidares Portuguesas do Concelho de Sintra. Sintra: Câmara Municipal de Sintra

G. Zbyszewski, G. e O.Veiga Ferreira publicam   Segunda Campanha de Expedições na Penha Verde, Sintra. Lisboa: I Congresso Nacional de Arqueologia

Paul Morand escreve Lorenzaccio- O Prisioneiro de Sintra


Janeiro
É referido que se encontra a passar uma temporada na Quinta da Bela Vista Adrian Conan Doyle, filho do criador de Sherlock Holmes. 
Francisco Costa escreve Gonçalo Annes, Homem Bom de Sintra
Decorre no casino uma grande festa de Carnaval, com Simone de Oliveira, Maria José Valério, e outros, animada por Vítor Lemos. 
Abrem os correios do Algueirão


Fevereiro
Depois de obras, reabre a sede do Hóquei Clube de Sintra.
O baile das Camélias desse ano é apresentado por Amadeu José de Freitas.
Começam as obras do futuro apeadeiro da CP na Portela.


Abril
Eduardo Correia Adão presidente do Sintrense


Maio
3-A SUS promove a Noite das Rosas, com Luís Piçarra e António Calvário, entre outros.
11- A Sapa regista a marca como “Verdadeiras Queijadas da Sapa

26-Inaugurado o Mercado de Queluz e o matadouro de Sintra.(ver video abaixo)

Junho
9- A irmã da rainha de Inglaterra, a princesa Margarida, visita Sintra e aloja-se na Quinta de S. Sebastião, do Visconde de Asseca. 

Abre o Café ”Solar Saloio”, na Estefânea.
Ferreira de Castro veraneia no Hotel Netto. 

19- É inaugurado o quartel dos Bombeiros Voluntários de S. Pedro.
27- O imperador da Etiópia, Hailé Selassié visita Sintra.


É colocada a primeira pedra da igreja do Algueirão.(em baixo, durante as obras)

Julho
4-Criada a Escola Industrial e Comercial de Sintra em Agualva Cacém pelo DL 42368 de 4 de Julho de 1959.

A Escola Técnica do Cacém, construída inicialmente num edifício inestético e pouco funcional, obrigou em 1963, devido ao aumento da população escolar, à construção de um novo e moderno estabelecimento no terreno adjacente – as instalações actuais da Escola Secundária Ferreira Dias

Restaurante Búzio, Praia das Maçãs, 1959


Agosto
Decorre o III Festival de Sintra, com Nela Maissa e Maria Helena Sá e Costa, entre outros.
27- Visita Sintra a esposa do presidente Kubitchek, do Brasil.

30-Festas de Nossa Senhora do Cabo (ver vídeo abaixo)


Setembro
Marques Cadete abre um consultório médico em Sintra.
António Raio é seleccionador nacional de hóquei em patins.

Os fundadores italianos da geladaria Dolomite na Praia das Maçãs em 1959


Outubro
O presidente Américo Tomás visita o bairro Económico de Queluz.
Noel Cunha é presidente da junta de S. Martinho.
O Hóquei Clube de Sintra é campeão nacional da época 1958-1959
Liberto Cruz conclui a licenciatura em Letras
Colocação no Palácio Valenças dum painel de azulejos da autoria de Carlos Viseu.


Fundação do Colégio Vasco da Gama, em Meleças, por João António Nabais


Novembro
30-Pelo decreto 42692 são classificadas de interesse público as ruínas de S.Miguel de Odrinhas 
A igreja matriz de S. João das Lampas é considerada de interesse nacional
Fundada a Fábrica de Transformadores do Sabugo

Volta do Duche, 1959


Dezembro

6-Inaugurada a sede onde atualmente se encontra a Sociedade Recreativa da Morelena, obra do arquiteto Luís Manuel de Sousa Curado.

1960

António Machado de Faria escreve Uma Pedra Antiga com as Armas de Sintra, edição da CMS

Eusébio Nepomuceno Pinheiro  escreve Roteiro da Vila de Sintra. Sintra: Câmara Municipal de Sintra

A Linha de Sintra neste ano transporta 60 milhões de passageiros.


Janeiro
Alargamento da Volta do Duche.
Nafarros, S. João das Lampas e Gouveia inauguram a luz eléctrica.


Março
Toda a vila de Queluz só tem uma cabine telefónica para os seus 25.000 habitantes. 

Procissão em Sintra

Junho
2-Morre Eduardo Frutuoso Gaio, antigo vereador e juiz de várias festas de Nossa Senhora do Cabo.

Casa no Penedo onde em 1960 viveu escondido Álvaro Cunhal


Julho
14-A igreja de Almargem do Bispo é classificada como de interesse público pelo decreto nº 43073, DG, I Série, n.º 162, de 14-07-1960, 2ª série, n.º 183, de 22 de setembro.

DGPC: Embora sejam conhecidas referências à povoação de Almargem desde o início do século XIII, a constituição de uma paróquia naquela localidade foi muito tardia. No século XV o espaço que correspondia à povoação de Almargem estava dividido em duas partes, uma pertencente ao termo de Sintra, integrada na paróquia de São Pedro de Canaferrim, outra integrada no termo de Lisboa.

Em meados do século XVI D. Miguel de Castro, bispo de Viseu e arcebispo de Lisboa, que era proprietário de várias terras naquela povoação, determinou a criação da paróquia de São Pedro de Almargem do Bispo, sendo então iniciada a edificação da igreja matriz.

De modelo maneirista de tipologia chã, com planimetria longitudinal composta pelos volumes correspondentes à nave e à capela-mor, pouco profunda, a matriz de Almargem do Bispo apresenta uma frontaria simples, destituída de decoração, precedida por escadaria, com contrafortes laterais e portal de moldura rectangular encimada por janela de moldura semelhante. No lado do Evangelho a fachada é interrompida pela sineira, edificada no século XVII.

Interiormente, a igreja divide-se em três naves, marcadas por arcos de volta perfeita assentes em colunas toscanas. Tanto estas como o intradorso dos arcos são decorados com pintura decorativa de brutesco. Os panos murários são decorados com azulejos de tapete seiscentistas, e o espaço das naves é coberto por tecto de masseira com caixotões pintados.

A capela-mor é uma obra setecentista, tendo sido edificado ao centro retábulo de talha dourado e policromado, com sacrário e trono ladeados por imagens de São Pedro e São Paulo. O conjunto é rematado por frontão contracurvado, no qual foram inseridos painéis com representações da Anunciação e da Coroação da Virgem. O espaço da capela-mor é revestido com azulejos de padrão geométrico. Catarina Oliveira GIF/ IPPAR/ 2005


Agosto
11-Criados os Bombeiros Voluntários de Algueirão-Mem Martins
15-O cardeal Cerejeira inaugura a nova igreja do Algueirão.

28-Rui Coelho atua no Festival de Sintra


Setembro
Roland Petit e Zizi Jeanmaire fecham o festival de Sintra desse ano.
10-Morre o presidente da Câmara Joaquim Fontes, depois substituído por D. António Correia de Sá , visconde de Asseca.

António José Corrêa de Sá Benevides Velasco da Câmara, 10º visconde de Asseca, nasceu em Lisboa, em 3 de outubro de 1900 e faleceu em 10 de janeiro de 1968.

Era filho de Salvador Corrêa de Sá Benevides Velasco da Câmara, 9º visconde de Asseca (1873-1939) e de Carolina Maria Matilde Corrêa Henriques (1877-1953).

Era neto, pelo lado materno, do 2º conde do Seisal, Pedro Maurício Corrêa Henriques, (1846-1890). Casou no dia 18 de julho de 1923, com Maria Luísa de Jesus José Francisca de Paula de Sousa e Holstein Beck, (1900-1972), filha dos dos duques de Palmela, de quem teve três descendentes. Foi engenheiro civil pelo Instituto Superior Técnico, veador da rainha D. Amélia, vereador da Câmara Municipal de Sintra tendo sido nomeado para seu presidente, em novembro de 1960.

25- Criada a paróquia de Agualva Cacém


Outubro
10-Fundado o Clube Desportivo e Recreativo da Baratã
Mário de Azevedo Gomes publica a sua “Monografia do Parque da Pena”. 

Mário de Azevedo Gomes  nasceu Angra do Heroísmo a 22 de dezembro de 1885 e faleceu em Lisboa a 12 de dezembro de 1965). Foi filho do comandante Manuel de Azevedo Gomes e de sua esposa Alice Hensler, a filha de Elise Hensler, a condessa de Edla. Licenciou-se em Engenharia Agronómica em 1907, enveredando por uma carreira na área da silvicultura e da investigação e docência universitária.

Foi admitido como docente do Instituto Superior de Agronomia em 1914, exercendo funções docentes até 1946. Voltou à docência em 1951, jubilando-se em 1955.Foi fundador e primeiro diretor da Estação Agrícola Nacional e dirigiu os programas de extensão rural, então designados por instrução agrícola, entre 1919 e 1925.

Entre dezembro de 1923 e fevereiro de 1924, foi ministro da Primeira República Portuguesa, integrando o executivo presidido por Álvaro de Castro.

Após o Golpe de 28 de Maio de 1926 aderiu à oposição democrática, sendo uma das figuras mais ilustres da oposição antissalazarista.

Foi colaborador da Seara Nova e membro da Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática (MUD), à qual presidiu. Em 1946, foi-lhe instaurado um processo disciplinar por ter redigido um manifesto crítico sobre o posicionamento de Portugal face à Organização das Nações Unidas (ONU), de que resultou a sua demissão do lugar de professor da Universidade Técnica de Lisboa. Foi readmitido em 1951, jubilando-se em 1955.Em 1948, já depois da extinção do MUD, presidiu à comissão central da candidatura a Presidência da República o general Norton de Matos.

Foi o primeiro subscritor do Programa para a Democratização da República (1961), um manifesto da oposição democrática assinado por outras figuras de grande prestígio nacional, entre as quais Jaime Cortesão.

Na década de 1950 elaborou vários estudos sobre os solos, clima e aspetos florestais do Parque da Pena, em Sintra. Casou em Sintra com Cristina Leopoldina Sousa de Menezes Marcellin Chambica (1891-1982), com quem teve 7 filhos.

Principais obras publicadas: Monografia do Parque da Pena; A importância das precipitações devidas ao nevoeiro em regiões costeiras arborizadas: estudo de clima local realizado no Parque da Pena, Sintra;. Algumas árvores notáveis do Parque da Pena; Monografia do Parque da Pena – Estudo dendrológico-florestal ; Novas gerações híbridas de Abetos no Parque da Pena

RECOLHA DE FERNANDO MORAIS GOMES

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1 thought on “Cronologia de Sintra 1946-1960”

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