Cronologia de Sintra-De 1926 ao fim da II Grande Guerra (1926-1945)

1927 

A partir de 1927, e devido a uma reestruturação regional dos bombeiros, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme é designada como 6ª Secção, estando a sua estrutura dependente das Câmaras Municipais. O desenvolvimento desta e de outras corporações de bombeiros foi gradual, tendo sido direcionada inicialmente para a aquisição e remodelação de veículos automóveis para serviço, assim como de empréstimo de capacetes por outras corporações.


É construído o coreto da Assafora
Fundação do Agualva Clube-Clube de Veraneantes 


Janeiro 
Realiza-se o documentário Festas da Aviação em Sintra de Raúl Lopes Freire
29-Sai o último número de O Despertar.
Félix Alves Pereira faz trabalhos na estação arqueológica de Santa Eufémia
Início da construção do Monte Sereno, de Gregório Casimiro Ribeiro, para pousada. Terminou em habitação.


Maio

15- O sintrense António Augusto Carvalho vence a primeira Volta a Portugal em Bicicleta

Junho
12-Criada a Associação de Assistência e Beneficência da freguesia de Colares, presidida por Maria José Deck Bandeira Nobre, que distribuía bolos, agasalhos e medicamentos às crianças da freguesia. Até aos anos sessenta, estas e outras instituições da sociedade civil muito contribuíram para a assistência social em Sintra e Colares e as idas de crianças pobres à praia.

 Festas de Nossa Senhora do Cabo Espichel em Sintra
Descobertos os primeiros vestígios do tholos da Praia das Maçãs, analisados por Saavedra Machado, do Museu Nacional de Arqueologia.

Tourada em Sintra, 1927


Julho
22-A Associação de Caridade de Sintra obtém a posse da Quinta D. Diniz, em S. Pedro, para instalação de um asilo para velhos, um internato agrícola e solarium. 

Fundada a Orquestra da Tuna Recreativa Mucifalense, Sociedade de Cultura e Recreio

Fundado por iniciativa de António Nunes Corrêa o Grupo Amigos de Sintra

A Casa Branca, de Raul Lino, em 1927


Agosto

15- Começa a construção da escola das Azenhas do Mar, sob projeto do arquiteto Raul Martins

1928 

Criada a Comissão de Melhoramentos das Azenhas do Mar, que virá a edificar a escola primária, o terraço oceânico e a estrada para Janas, impulsionada por Emílio Paula Campos

Realizam-se os documentários Americanos em Sintra (Artur de Costa Macedo, Castello Lopes) Aspectos de Sintra, A Divisão Italiana em Sintra, As Festas da Senhora do Cabo em Sintra (Lisboa Filme)Nua (ano incerto, crendo-se que seja 1928)O Palácio de Queluz, O Parque da Pena, A Praia da Adraga, A Praia das Maçãs e Azenhas do Mar (Artur Costa de Macedo, Castello Lopes), bem como O Senhor da Serra em Belas


Fevereiro
18-Inaugurada a hoje Casa de Teatro de Sintra, no sábado de Carnaval, como Cinema Tivoli, dirigido por Jaime Silva. Funcionou até 1932. 

Junho
25-Inauguração do chassis “Caridade” ao serviço da Associação de Caridade de Sintra.

Vivenda Rafaela, entre a Praia das Maçãs e as Azenhas do Mar

27- Inauguração da escola das Azenhas do Mar. Em cerca de 10 meses conclui-se o edifício da nova escola primária , composta de uma ampla sala destinada ás aulas e a conferências educativas, gabinete da professora e biblioteca anexa e galeria de quadros a óleo e a aguarela, vestíbulo, habitação para a professora, 4 compartimentos, cozinha e casa de banho, além de um recreio com um telheiro que serve de ginásio. Terá custado a quantia de 180 contos.

Foi inaugurada em 24 de junho de 1928 com a presença do então Presidente da República Óscar Carmona. A sua construção ficou a dever-se à comissão de melhoramentos local e ao Dr. Alfredo Magalhães, então Ministro da Instrução Pública.

Nas paredes existem alguns painéis de azulejos todos sob indicação do Dr. Alfredo Magalhães, que no momento disse “A guarda e conservação desta escola é confiada ao bom povo das Azenhas do Mar”, frase que está inscrita num dos painéis de azulejos.

Julho

1- Fundado o Grupo dos 40, no nº 28 da Rua Alfredo Costa

Agosto

21-Ilda Stichini atua no Teatro Garrett


Outubro
26- Aprovação dos Estatutos da Instituição de Caridade e Beneficência Almoçagemense.


Fundado o grupo cénico do Mucifal, que apresenta a peça “João- o corta mar” 

Criado o concurso das estações floridas da linha de Sintra,com o propósito de melhorar o aspecto das estações na Linha de Sintra; esta iniciativa seria, posteriormente, e com o apoio da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses e do Secretariado de Propaganda Nacional alargada a todo o país.


1929


Abre a primeira estação de telefones do Algueirão no nº 207 da estrada do Algueirão


Realizam-se os filmes Aspectos de Colares (Raúl Lopes Freire) O Castelo da Pena (Agesilau de Araújo) A Dança dos Paroxismos (Jorge Brum do Canto, Castello Branco) Industrial Sintra (Ulysses Filme) O Jardim do Palácio de Queluz (Castello Lopes) A Menina Endiabrada – Fraulein Lausbub (Eric Schönfelder, António Lopes Ribeiro, Olympia Film) Praia da Adraga (Artur Costa de Macedo) Quinta da Regaleira (Raúl Lopes Freire) Sintra (Ulyssea Filme) Sintra e Arredores (Águia Film)

Março

23-Criado o Clube Recreativo Os 40


Maio
21-Morre Elise Hensler, condessa d’Edla e segunda esposa de D. Fernando II.

Elise Friederike Hensler (La Chaux-de-Fonds, 22 de maio de 1836 — Lisboa, 21 de maio de 1929), titulada Condessa d’ Edla, foi uma atriz de teatro e cantora de ópera, célebre por ter sido a segunda esposa do rei D. Fernando II de Portugal, viúvo da rainha D. Maria II.

De origem suíça-alemã, Elise Hensler era filha de Johann Friederich Conrad Hensler e de sua esposa, Louise Josephe Hechelbacher e nasceu em La Chaux-de-Fonds, em Neuchâtel.

Aos doze anos, emigrou com a família para Boston, nos Estados Unidos, onde recebeu uma cuidadosa educação. Amante das artes e das letras, terminou os seus estudos em Paris. Ao longo dos anos, tornou-se fluente em sete idiomas.

Após o término da sua educação, Hensler atuou no Teatro alla Scala, em Milão, Itália. No dia de Natal de 1857, em Paris, aos vinte e um anos, ela deu à luz uma menina, batizada Alice Hensler, cujo pai era desconhecido.

No dia 2 de fevereiro de 1860, Elise chegou a Portugal como membro da Companhia de Ópera de Laneuville, para cantar no Teatro Nacional São João, no Porto. Atuou em seguida no Teatro Nacional de São Carlos, de Lisboa, no dia 15 de abril de 1860. Interpretava a pagem da ópera “Um Baile de Máscaras“, de Verdi. O rei D. Fernando II, no meio da plateia, apaixonou-se pela bela cantora, então com vinte e quatro anos.Além de cantora e atriz, Hensler era escultora, ceramista, pintora, arquiteta e floricultora.

A 10 de junho de 1869, desposou morganaticamente o rei D. Fernando II, em Benfica. O rei de Portugal era, nessa época, o segundo filho de D. Fernando II, D. Luís I. O título de condessa de Edla foi-lhe concedido dias antes da cerimónia por Ernesto II de Saxe-Coburgo-Gota.

A imprensa e a nobreza portuguesa dividiram-se na apreciação do casamento entre o rei e a ex-cantora de ópera. Talvez por isso ela tenha sido quase esquecida da História de Portugal.

O casal gostava de se refugiar em Sintra, onde D. Fernando II tinha comprado o abandonado Mosteiro da Nossa Senhora da Pena. Deve-se o atual património florestal da serra de Sintra a D. Fernando II, que sempre foi apaixonado pela botânica, e à cumplicidade da condessa d’Edla. Como resultado, as plantações do Parque da Pena intensificaram-se por volta de 1869. Elise introduziu certas espécies arbóreas no parque, vindas da América do Norte. O rei e a condessa tiveram o apoio do cunhado americano de Hensler, o silvicultor John Slade.

No meio do parque, a condessa iniciou a construção do chamado Chalet (conhecido como “Chalet da Condessa”), que ela mesma projetou ao estilo das casas rurais norte-americanas. Mulher culta, dedicou-se com o marido ao patrocínio de vários artistas, entre eles o mestre Columbano Bordalo Pinheiro e o pianista Vianna da Motta.

Em 1885, D. Fernando faleceu e, em testamento, deixou à sua viúva todo os seus bens, incluindo o Castelo dos Mouros e o Palácio da Pena, ambos em Sintra. Foi o rei D. Carlos I que, pagando 410 contos à condessa, conseguiu reaver os dois castelos para o Estado Português.

Elise Hensler, depois disso, abandonou Sintra e passou a viver com a sua filha Alice, que se casou com Manuel de Azevedo Gomes. Faleceu no Coração de Jesus, freguesia de Lisboa, aos noventa e dois anos, vítima de uremia. Foi sepultada no Cemitério dos Prazeres.

A condessa d’Edla recebeu, na morte, o tratamento e as honras de uma figura de Estado; a rainha D. Amélia e o deposto rei D. Manuel II mandaram o visconde de Asseca como seu representante, ao funeral.


Inaugurada a Fonte de S. Pedro, de Raul Lino.

Julho

2-Fundado pelo Conde de Sucena e pelo coronel Afonso Dornellas o Instituto Histórico de Sintra, com sede no Palácio de Seteais


Agosto
30- Decorre em Seteais a Exposição Sintra Agrícola, Pecuária e Industrial , inaugurada com a presença do presidente Carmona.

 Exercícios militares em Seteais

Outubro

7- Abre o Colégio Infante D. Henrique, no Palacete Valmor, na Vila

Dezembro
26- A Câmara aprova o novo brasão de armas do Concelho, baseadas num estudo de Afonso Dornelas.O estudo, publicado em 15 de Agosto de 1929 rezava o seguinte:

“Quando as cidades ou vilas foram fechadas dentro de muralhas a representação heráldica nas armas é feita por um castelo de três torres.

Quando o castelo foi, penas para defesa, mas com residências fora dele, isto é, quando foi todo uma fortificação militar que teve acções guerreiras na sua hist6ria, a representação heráldica é feita por uma torre torreada, ou seja, uma torre sobreposta por outra.

Quando o castelo é apenas uma pequena fortaleza, a representação heráldica é feita apenas por uma torre simples. Sintra está no segundo caso, o Castelo deve ser representado por uma torre torreada e, como foi tomado aos Mouros, poderá ter manifestações arquitectónicas que indiquem esta origem.

Nas suas armas devem figurar os emblemas característicos e heráldicos dos mouros e as quinas de Portugal.

Os crescentes, encimados por estrelas, que os mouros usavam, devem servir para nos indicarem a civilização que anterior a nossa, Sintra possuía. As quinas de Portugal, como foram usadas por D. Afonso Henriques, para nos indicarem que foi este Rei que a conquistou pelas armas. Essas pedras enormes que formam as penhas onde esta construído o Castelo, devem figurar nas armas como base da torre torreada. Achamos portanto, que as Armas de Sintra devem ser:

De vermelho com uma torre mourisca de ouro aberta e iluminada de azul sobre um monte de penhascos de negro entremeados de plantas floridas. A torre superior, carregada das quinas antigas de Portugal e acompanhada de dois crescentes de prata encimadas por duas estrelas do mesmo metal.

Coroa mural de quatro torres, por serem assim as coroas que representam as Vilas. Bandeira esquartelada de amarelo e azul por serem estes os esmaltes da torre torreada, peça principal das Armas. Por baixo das armas, uma fita branca com letras pretas. Cordões e borlas de ouro e de azul que são as coroas da bandeira. Lança e hast de ouro.

0 vermelho indicado para o campo das armas representa a acção guerreira que aqui predominou em tempos remotos até à posse tomada em combate por D. Afonso Henriques. Vermelho em heráldica significa vitórias, ardis e guerras.

0 ouro indicado para a torre torreada representa o valor que teve a tomada de Sintra, tão próximo de Lisboa, dando assim ocasião ao desenvolvimento do grande poder que tinha D. Afonso Henriques para a formação da nacionalidade. Ouro em heráldica significa nobreza, fé e poder.

O azul indicado para iluminar e abrir a torre torreada, representa a admirável vista que tem a serra de Sintra, visto que o azul em heráldica corresponde ao ar.

A indicação do negro para os penhascos em que assenta a torre, é representativo da torre e portanto do solo que a natureza embelezou e enriqueceu com tão frondoso arvoredo e tão apreciáveis águas. 0 negro em heráldica corresponde a terra e significa honestidade.

0 monte de penhascos representa a fantástica serra.

As quinas antigas de Portugal carregando a torre superior, representam a tomada por D. Afonso Henriques.

Os crescentes e as estrelas de prata que os encimam e que acompanham a torre torreada, representam os antigos possuidores da Vila, os Mouros, a quem D. Afonso Henriques venceu.

Como a peça principal das Armas é a torre torreada, que é deouro e azul, a bandeira deve ser amarela e azul, pois as cores das bandeiras são tiradas, segundo as regras de heráldica, das peças principais das Armas. Pelo mesmo motivo, os cordões e borlas são de ouro e azul. E, como existe ouro na composição das armas, a lança e a haste da bandeira devem ser da cor deste metal.

E assim, parece-me que fica a história de Sintra, nos seus tópicos principais, representada pelas figuras e esmaltes que compõem estas Armas, que têm ainda a avantajem de não sair muito das armas que os naturais estão habituados a ver de longa data.

O presente estudo não passa portanto, duma melhor ordenação das armas de Sintra e da aplicação dos esmaltes próprios em face da simbologia heráldica.”

Dezembro

10- Fundado o Grémio Sintrense no nº 6 da Rua das Padarias, no local onde terá existido o Centro Republicano de Sintra.


Herbert Cook começa a desfazer-se do recheio e propriedades de MonserrateColocação de vitrais da oficina Leone na capela de S. Brás, na Penha Verde


Nos anos 30, Sintra é marcada pelo marasmo do Estado Novo, com a vida política dominada por presidentes de Câmara nomeados pelo Governo e a influência na vida local dos dirigentes do partido único, a União Nacional. Socialmente, a vida é marcada por festividades como os bailes das colectividades, as festas religiosas ou os jogos florais, num quadro demográfico em que a população não ultrapassa os 40.000 habitantes, centrados naquilo que hoje se designa como a zona rural e o centro histórico. Na imprensa da época ressalta o Jornal de Sintra, criado em 1934 por António Medina Júnior e o Ecos de Sintra, nascido em 1935 e dirigido pelo dono da gráfica Minerva Comercial Sintrense, João Roberto Rosado. 

1930 

Nuno Catarino Cardoso escreve Cintra: Notícia Histórico-Arqueológica e Artística do Paço de Vila, do Palácio da Pena e do Castelo dos Mouros. Porto: Litografia Nacional


Manuel Gomes dos Santos é presidente do 1º Dezembro
Lucília da Silva é proprietária da Quinta Grande em Galamares 

Durante os anos de 1930, os Bombeiros Voluntários de Almoçageme, devido a problemas financeiros, agravados pela perda do seu veículo automóvel e por problemas administrativos e de direção, não podem dar continuidade efetiva ao seu labor, estando igualmente impossibilitados de participar em diversas atividades. Apesar de diversos esforços de continuidade, a Associação dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme está inativa durante oito anos, período durante o qual, o manejamento da bomba e restante material fica a cargo de populares.


É construído o lavadouro público de Agualva 
Abre a primeira farmácia de Agualva, de Raúl de Almeida
Os eléctricos chegam às Azenhas do Mar. 


Sai o jornal A Folha Ilustrada, com Ruben d’Araújo como director, publicando-se 4 números
Realizam-se os filmes Castelo dos Mouros em Sintra, de Artur de Costa Macedo, (Castello Lopes) e Arredores de Sintra, de F. Gomes Prata (Royal Cine)

É fundada a Adega Regional de Colares, com 128 sócios. 

Há uma divisão na quinta original e a Quinta do Saldanha separa-se da Casa Italiana, onde habita Alfredo da Silva, que lhe introduz melhoramentos
Obras nos Paços do Concelho, para os adaptar parcialmente a tribunal e sala para magistrados 


Janeiro
9- Constituição do Ginásio de Sintra, presidido por Eduardo Frutuoso Gaio
Morte de José Antunes dos Santos, grande proprietário sintrense
Os Fixes, grupo de caçadores de Sintra, reúnem-se regularmente no Café Paris 


Fevereiro
2- Fundado o Sindicato Agrícola da Região de Colares. É presidente da Junta de Freguesia José Francisco Amaral
É inaugurado o busto ao Dr. Carlos França, de Artur Anjos Teixeira, plinto marmóreo de Norte Júnior

Março

9- Inaugurado o pronto socorro Benz dos Bombeiros Voluntários de Colares
O edifício da Câmara é adaptado para receber o Tribunal de Sintra. 
29-É estabelecida uma linha de autocarros da empresa Auto-Sintrense Lda entre Lisboa e Azenhas do Mar


Maio
18-Morre em Sintra o compositor de óperas como Amor de Perdição João Marcelino Arroyo


Julho
10- Domingos Veloso Lima presidente do Sintrense


Agosto 


20-Criada a Comissão de Melhoramentos de Mem Martins, com Artur Soares Ribeiro à cabeça

23- O jornal Defensor de Sintra protesta energicamente contra o preço de uma barraca na praia, 3$00 diários…

Setembro

25-O conhecido satanista inglês Aleister Crowley visita Sintra.

Em Setembro de 1930, Aleister Crowley, conhecido satanista inglês, vem a Portugal conhecer Fernando Pessoa, que lhe fizera uma carta astrológica, e aí terá ficado instalado no Casal de Santa Margarida,(foto) propriedade do representante da Shell em Portugal. Alegadamente terá vindo jogar xadrez.

05042012985

Escreve Crowley no seu diário em 25 de setembro de 1930: Sat[urday] 20. She left by Lloyd Bremen And I get on with the Job. To Cintra Hotel Europe by 1.48.“Armstrong” Amer[ican] Consul: she said the most wooden headed idiot, even for a consul (USA) she had ever known. I agree, and add “the kind of bastard that cheats at cards even when he has a winning hand, and no stake in the game”. Cintra perfectly gorgeous. Long starlight walk.Two games with Pellen. Lost first through trying to win a drawn position.

Outubro

19-Decorre no Teatro Minerva, em Colares, um Sarau Dramático e Dançante

Dezembro

30-O major aviador Humberto Cruz e Carlos Bleck, a bordo do avião “Jorge de Castilho” ligam Portugal à Guiné e Angola.


1931 


Realizam-se os filmes Aspectos de Sintra (Lisboa Filme) Praia das Maçãs (Castello Lopes) A Severa (Leitão de Barros, Sociedade Universal de Superfilmes), e Sintra (Lisboa Filme)
No primeiro ano de actividade a Adega Regional de Colares produz 630 pipas de vinho ramisco. 
A Adega da Viúva Gomes, agora da Companhia de Vinhos e azeites de Portugal, passa para Vítor Guedes e Companhia, SA
Por essa altura, quem vai a banhos para a Praia Grande deixa os carros no alto da praia, levando os banheiros as merendas até ao areal. A estrada chegará apenas na década de 50. 
Devolução da capela de S. Marcos à paroquia de Rio de Mouro, depois de ter sido expropriada pela República


Julho
3- O espanhol Fernando Martel é resgatado pelos Bombeiros de Sintra na Praia Grande


Agosto
Demolição da antiga fonte dos Pisões e construção da actual, projecto de José da Fonseca(foto).


15-Joaquim Maria Garcia Cunha é comandante dos Bombeiros de Sintra 
20-Morre o grande impulsionador do Casino de Sintra, Adriano Júlio Coelho


Dezembro
2-Manuel Soares Barreto é presidente do Sintrense 
Fundados os Bombeiros Voluntários de Agualva Cacém


1932

D. José Pessanha escreve Sintra. Porto: Marques Abreu

Um piquenique na Adraga, 1932

A direção do Colégio Infante D. Henrique decide mudar-se para a Av. D. Francisco de Almeida nº 30, assumindo a designação de Colégio Liceu do Parque

O Colégio Académico de Sintra instala-se na Rua da Paderna nº 2

Maio

1-É fundada a Assembleia de Sintra no Palacete Valmor, na Rua Gil Vicente, sob influência de Eduardo Frutuoso Gaio, famosa pelos seus carnavais

13- Exposição de figuras de presépio no Cinema Tivoli


Julho 

21-O Grupo dos 40 passa a denominar-se Sintra Club Os 40, com sede na Vila Maria (hoje Pensão Nova Sintra) no Largo Afonso de Albuquerque

23- José Vicente Mafra é presidente do Sintrense

Agosto

2-Falece aos 59 anos de idade o jornalista Avelino de Almeida, e é sepultado no Cemitério de Sintra, tendo sido acompanhado por representantes de vários jornais portugueses, e de várias instituições sociais e culturais.


O sinal sonoro do farol do cabo da Roca é substituído por um de ar comprimido
Reparação dos rodapés, pavimento e ferragens dos sinos e vários trabalhos de conservação e reparação na Igreja de Santa Maria.
Mário Godinho dos Campos concede empréstimo de 130 000$00 ao Conde de Sucena.
Manuel Ramos Ferreira de Carvalho manda edificar o Casal de São Roque, no qual incrusta o pórtico manuelino proveniente da demolida Ermida de São Sebastião.
Reparação do relógio da Torre do Relógio, pela firma J. Pereira Cardina & Filhos, da Nazaré.
Extinção do Sintra Foot-Ball Clube.


1933 


Realizam-se os filmes Actualidades nr. 2 (F. Carneiro Mendes) Breve Comentário Sobre Sintra (F. Carneiro Mendes) Lançamento da Primeira Pedra da Capela de Nossa Senhora da Natividade (F. Carneiro Mendes) Quinta da Regaleira Sintra (Castello Lopes) Sintra, Cenário de Filme Romântico (Jorge Brum do Canto, Castello Lopes) Uma Feira de São Pedro em Sintra (Ulyssea Filme)

Numa das salas do Grémio Sintrense funciona um posto radiofónico coordenado por Barros Queirós

O casal Sessel adquire a ruína do Monte Sereno e com o auxílio do arquiteto Jorge Santos, é levantado num dos cumes de Sintra um novo edifício acastelado, projetado como com um escalonamento de pequenos zigurates nas suas duras linhas verticais de áspero cimento, formas do estilo Art Deco.


Morre em Sintra o historiador João Lúcio de Azevedo (já aí nascera em 16 de Abril de 1855)
Construção de um segundo corpo no Casal de Santa Margarida que terá sido anexado ao anterior e terá sido criado um pátio inferior e um gradeamento para a rua.

A propriedade Mont Fleuri e terrenos adjacentes tornam-se propriedade do município, por doação de Pedro Gomes da Silva, que foi vereador eleito da Câmara Municipal de Sintra presidida por José Bento Costa. Foi um grande benemérito de Sintra, nomeadamente da Misericórdia e do Hospital.

Janeiro
10-Fundado o Grupo Desportivo União Colarense
28- Naufraga no Cabo da Roca o pesqueiro de Setúbal “Dois Unidos
Carlos Almeida inicia o negócio de queijadas (hoje conhecidas como da Casa do Preto).


Março

16-Escritura da doação da Quinta do Mont Fleuri à CMS, bem como móveis, loiças e ainda cerca de 300 contos


O Conde de Sucena salda dívida contraída com Mário Godinho dos Campos, com dinheiro conseguido através de empréstimo da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, sobre hipoteca da propriedade de Seteais.


Abril


30-Conclusão das obras da nave e fachada principal da Igreja da Misericórdia. A acta da Comissão de Iniciativa de Turismo revela a deliberação para que se proceda ao pagamento das obras ao empreiteiro José Parente Rocha e aos pintores Manuel Nunes Garcia e Alfredo José Marques.

Maio

2-Morre o republicano e antigo vereador Pedro Gomes da Silva


Junho


2-Pelo DL 22617 a capela de S. Lázaro, em S. Pedro, é classificada como imóvel de interesse público

 
6-Fundado o agrupamento 93 dos escoteiros
24-Fundada a Sociedade Recreativa de Albarraque 

Julho
1- Fundada a União Columbófila de Sintra

Agosto
8- Augusto Joaquim da Silva presidente do Sintrense 

Setembro
3-Inauguração da capela de Nossa senhora da Natividade, no Algueirão 

O Palácio da Pena é visitado por 56240 turistas, que originam proventos de 84.360$00,25% destinados à Misericórdia de Sintra.

Novembro

7- Lançado o filme A Canção de Lisboa, com cenas filmadas em Sintra.

Dezembro
6- Morre na sua casa do Algueirão o actor Chaby Pinheiro (foto abaixo)


O grande actor Chaby Pinheiro nasceu a 12 de Janeiro de 1873, em Lisboa, e faleceu no Algueirão a 6 de Dezembro de 1933, passam hoje precisamente 80 anos.Homem culto e de grande inteligência, começou desde cedo a privar com a intelectualidade do seu tempo, com figuras como Fialho de Almeida, Rafael Bordalo Pinheiro e Júlio Dantas entre outros.

Desdobrou-se nas áreas da representação, encenação, da declamação e ensino (foi professor do Conservatório Nacional).

Iniciou a sua carreira artística na companhia Rosas & Brasão em Outubro de 1896, fazendo parte do elenco da peça”O Tio Milhões”no Teatro Nacional D.Maria II, destacando-se em peças como Teresa Raquin, Sua Alteza ou A Maluquinha de Arroios (em 1916)

Em Dezembro de 1933, estando a convalescer na sua casa no Algueirão, o seu barbeiro, seu amigo pessoal e que pertencia à direcção do Clube de Mem Martins, pediu-lhe para recitar numa festa que nessa altura decorreu. E na verdade, tal aconteceu, e no dia da festa lá estava Chaby Pinheiro. Recebido pela assistência, quando se iniciava para recitar, foi acometido por  sintomas de uma congestão cerebral, que o viria a vitimar três dias depois.

1934


Janeiro
7-Sai o primeiro número do Jornal de Sintra, de periodicidade semanal


14-Suicídio do Dr. Brandão de Vasconcelos, eminente médico ligado a Colares e à sua lavoura.

 Médico e agricultor, dirigente associativo e politico o Dr.António Brandão de Vasconcelos, nasceu na Beira Alta em 1866, falecendo tragicamente no seu palacete de Colares no dia 14 de Janeiro de 1934. Com grande prestígio local e nacional, fundador da Adega Regional, e Sindicato Agrícola colarenses, não admira que o seu funeral tenha sido acompanhado por milhares de pessoas, a pé até Colares, donde partiu um extenso cortejo automóvel em direcção ao cemitério dos prazeres em Lisboa onde está sepultado. Brandão de Vasconcelos fez parte da Assembleia Constituinte de 1911, e foi posteriormente membro do Senado da República.

21-O antigo primeiro ministro britânico Lloyd George visita Sintra

É presidente da Câmara o Dr. Álvaro de Vasconcelos e Luís do Couto regedor de S. Martinho. 

Fevereiro
3- O Conde de Sucena apresenta à câmara a remissão do foro e o pedido de ajardinamento do campo de Seteais
19- Carlos Bleck sai de Sintra para um raid aéreo que o haveria de levar a Goa

22-3 pilotos, entre os quais o tenente-coronel Brito Paes, morrem num acidente de aviação em Coutinho Afonso.

Romântico inveterado e pioneiro do risco, tirou o brevet de piloto e esteve umbilicalmente ligado aos primeiros passos da aviação militar em Portugal. Em 1922, sem autorização do ministro da Guerra, partiu a bordo do decrépito “Cavaleiro Negro” e tentou um voo directo à Madeira, orientado unicamente por uma bússola, mas o nevoeiro fê-lo cair ao mar, de onde foi resgatado por uma embarcação britânica.

Os seus superiores censuraram-no por desobediência e louvaram-no por bravura. Cada vez mais afoito, seguiu-se a viagem até Macau no “Pátria” um Breguet 16 Bn2, a partida oficial de Vila Nova de Milfontes foi a 7 de Abril de 1924, juntamente com Sarmento Beires e mais tarde Manuel Gouveia, chegando ao destino a 20 de Junho 1924.

Brito Paes morreu a 22 de Fevereiro de 1934, da forma irónica, depois de ultrapassar e sobreviver às maiores aventuras da época, António Brito Paes não resistiu a um embate de aviões Morane, em Coutinho Afonso, no Algueirão, provocado por encandeamento solar.


Março
Regressa a Galamares Guilherme Oram, administrador da casa Monserrate, depois de haver sido operado pelo Dr. Reinaldo dos Santos.

Abril
5- Acta da Câmara aprovando o pedido do Conde de Sucena, que, em crise financeira e sob pressão da população, acaba por desistir do projecto de ajardinamento do Campo de Seteais.
Grande campanha de obras de conservação e restauro na Igreja de São Martinho, descascamento dos paramentos exteriores e substituição de rebocos, substituição da cobertura, retirada de ornatos arquitectónicos mal posicionados na caixa murária, e confiados à guarda da igreja. Custo da obra 30.000$00, metade pago pelos fiéis, outra metade pelo fundo de desemprego.
Realizam-se concursos hípicos no Campo de Seteais.
O Palácio de Seteais continua hipotecado em favor da Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, em virtude de empréstimos sucessivos concedidos ao Conde de Sucena;


5-Após muita pressão da população e da imprensa, o conde de Sucena desiste do projecto de ajardinar Seteais, violando a carta de aforamento dada ao Marquês de Marialva de 1801.Um ainda jovem Zé Alfredo, sob o nome Zé da Vila Velha perora sobre o assunto, escrevendo mesmo versos alusivos.

5 de Abril de 1934 marca uma etapa na luta pela defesa do património em Sintra, noutros tempos e conjunturas.Efectivamente, a 3 de Fevereiro desse ano  o Conde de Sucena, proprietário do Palácio de Seteais (mas só do Palácio) apresentara à câmara a remissão do foro e o pedido de ajardinamento do campo de Seteais, aforado desde 1801 mas de pública fruição no que aos espaços exteriores respeitava. A ideia era “privatizar” os jardins, usados desde sempre como caminho público e até campo de treinos do Exército, e dotá-lo de uma cerca, que, na prática, constituiria um aproveitamento exclusivo por parte do conde daquilo que desde sempre a todos pertencia. O tema causou indignação  nessa época, tendo o Jornal de Sintra pela pena de José Alfredo da Costa Azevedo, na altura um jovem colaborador assinando artigos com o pseudónimo de Zé da Vila, inflamado a opinião, em crónicas e versos dedicados ao tema e apelando mesmo a que tocasse a rebate o sino da Torre da Vila caso os propósitos de Sucena fossem por diante. Após muita pressão da população e da imprensa, o conde de Sucena acabou por desistir do projecto de ajardinar Seteais a 5 de Abril seguinte, acabando por respeitar a carta de aforamento concedida ao Marquês de Marialva em 1801, numa clara vitória popular em que o Jornal de Sintra tomou uma posição em prol das grandes causas, reflectindo o sentir das populações.


Junho
24- Criação do grupo 93 da Associação dos Escoteiros Portugueses. 

Raul e Fortunato de Carvalho são nomeados banheiros da Praia Grande
É dado o nº205 ao telefone dos táxis de Sintra
Assassinado um preso na Colónia Penal do Linhó, morto e enfiado num forno de tijolo.
A vida cultural é marcada pelas récitas e bailes da Sociedade União Sintrense, Tuna Operária de Sintra, Os Aliados, o 1º Dezembro (mais conhecidos como os Papo-Secos) etc, numa cadência de vida rural e onde a acção da Adega Regional de Colares, de Alberto Totta, ou a Sintra Atlântico, de Camilo Farinhas, fazem a diferença. 

Alberto Totta
Criada uma associação de luta contra a tuberculose, (o Preventório) presidida pela condessa de Mangualde, que ingloriamente tenta instalar um posto sanitário na Quinta do Vinagre.


Setembro
19- Pelo DL 24500 é publicado o Estatuto da Região de Colares (vinhos)

Outubro
4- Incêndio no Palácio de Queluz.


Confrangia ver, de longe, o aspecto do palácio a arder, Todo o corpo central do edifício era uma fogueira imensa, de onde alterosas chamas se elevavam ameaçadoras e terríveis. A alguns quilómetros de distância, distinguia-se bem o braseiro enorme, as labaredas alterosas que pareciam atingir o céu. Era, a um tempo, belo e trágico o espectáculo impressionante do fogo a devorar inclemente e impiedoso tanta riqueza e tanta arte amontoada durante dois séculos de Historia”. (Diário de Notícias 5.10.34)

Dezembro
28-Morre Constança Gomes Periquita, fundadora das queijadas da Periquita.Nascida em 8 de Agosto de 1846, foi casada com Amaro dos Santos(aos 16 anos) e Joaquim Gomes

Realizam-se os filmes O Palácio de Queluz (Metro Goldwin-Mayer) Sintra, a Encantadora (Lisboa Filme) e Um Domingo em Queluz (Castello Lopes)


1935 


O general Joaquim Travassos Valdez é dono da Quinta de Santo António, em Galamares
W. A. Lowett promove o ajardinamento das estações da linha de Sintra

Janeiro

11-Manuel Soares Barreto é presidente do Sport União Sintrense

Março
4-Morte do pintor e escultor Artur Anjos Teixeira.

Artur Gaspar dos Anjos Teixeira nasceu a 18 de Julho de 1880. Filho de um Arquitecto e sobrinho de Escultores, desde muito cedo demonstrou os seus dotes de grande artista, não só na Escultura, como também a nível do Desenho, da Aguarela, da Caricatura, da Ilustração e da Música.

Em 1907, decide entrar para a Escola de Belas-Artes de Lisboa, onde se torna pupilo do Escultor Simões de Almeida.

Terminada a sua formação, vai trabalhar no Atelier de Escultura de Costa Mota. Concorre, mais tarde, a uma Bolsa de Estudos do `Legado Valmor` para Paris. Na capital francesa, e à semelhança de outros artistas seus contemporâneos, notabiliza-se com diversos trabalhos, que merecem, desde logo, grandes elogios da crítica e dos meios de comunicação.

Com o estalar da I Grande Guerra, em 1914, regressa a Portugal, fixando residência em Mem-Martins. Após o reconhecimento artístico em França, o Estado Português encomenda-lhe a “Estátua da República” que se encontra, ainda hoje, na Sala de Deputados do Palácio de São Bento.

Também atribuída a este fecundo período português, 1914-1934, temos a execução dos seus trabalhos mais representativos, sobretudo os de cariz monumental: “Monumento a Carvalho Araújo” (Vila Real, 1925); “Monumento ao Soldado de Infantaria 19” (Cascais, 1922); “Imagem de São Patrício” (Museu de Escultura Comparada, Mafra, 1922); “Monumento aos Soldados Mortos na I Grande Guerra” (Viseu, 1927); “Busto de Egas Moniz”, (Penafiel, 1927): “Busto de Adriano Coelho” (Jardim Zoológico, 1934); e “Monumento a Camilo Castelo Branco”, de grande pureza estética e força dramática, o qual ganhou o 1º Prémio de Escultura, em 1934.

Motivo comum a toda a sua obra, de magistral observador, é a figura humana, que o leva, inclusivamente, a humanizar os pedestais e os ambientes em que as pessoas se encontram, nas composições.


Carlos Carvalho, regente agrícola do Parque da Pena(foto) preside à comissão de homenagem a D. Fernando II


Maio
11-Tude Martins de Sousa, director da Colónia Penal Agrícola profere na Assembleia de Sintra uma palestra com o título ” Manteiga de Sintra”

Tude Martins de Sousa (Amieira do Tejo, Nisa, 17 de janeiro de 1874 — Amadora, 16 de julho de 1951)em 1915 foi nomeado director da Colónia Penal Agrícola de Sintra e em 1919 foi nomeado chefe de Serviços Agrícolas da Administração e Inspecção Geral das Prisões;

Junho 
10- Começa a publicar-se o jornal Ecos de Sintra, dirigido por Jacinto Carreiro(foto) com Alfredo Pinto (Sacavém) como redactor principal. Tinha sede na Av. Miguel Bombarda nº5

30- O Sport Lisboa e Benfica estagia no Hotel Netto 

Julho 
7- Exibição do grupo de ginástica Os Sports no Campo da Portela
12- Visita de uma delegação de médicos hidrologistas a Sintra
20- Inaugurada a luz eléctrica na Venda Seca 

O repuxo real é colocado no Jardim da Preta, no Paço da Vila, sem tanque 

Agosto 
 Inaugurada na Pena a lápide de homenagem a D. Fernando II na presença do presidente Carmona (tendo sido servido um lanche no Chalet da Condessa, e executadas peças musicais pela banda da Sociedade União Sintrense)
O Mont Fleuri, de Pedro Gomes da Silva, vai á praça pela quinta vez, pelo valor de 250 contos
4-Inaugurada a luz eléctrica em Montelavar
Carmona instala-se para um período de veraneio no Palácio da Vila e visita a Adega de Colares e Pêro Pinheiro.


O alferes Mesquita Garcia é presidente do Sintrense. 

20-Récita no Sintra Cinema a favor da Associação de Caridade de Sintra 
25-Inaugurado o Posto de Desinfecção de luta anti tuberculosa da Associação de Caridade de Sintra
29- Carmona visita a Adega Regional de Colares

Setembro
No Casino, dirigido por Lafayette Machado, actuam Auzenda de Oliveira e Fernanda Coimbra. 
2- Carmona visita Pero Pinheiro. Concerto de gala no Casino a favor do Hospital de Sintra, Carmona doa 1000 escudos.
14- Casamento de Pedro Anjos Teixeira com Leocádia Baptista Nunes
22-Lançamento da primeira pedra da escola primária da Rinchoa.

Outubro
Criado o Centro de Recreio Popular Cultural Musical de D. Maria 
13-Inaugurada a capela do Sagrado Coração de Jesus no Algueirão, mandada construir pela família Lopes de Miranda

Novembro 
9- O Ecos de Sintra passa a semanal e sai aos sábados
17- Inaugurada a escola primária de Morelinho
As instalações da Pensão Nova Sintra, de Miguel Rebelo, passam para a sua actual localização, antiga sede do Sintra Club.

Dezembro
Inauguram-se as novas instalações da Sociedade União Sintrense, em terrenos cedidos pelo Conde de Sucena, abrilhantada por programa de variedades.
Realce nesse ano para a actividade do Estefânea Jazz, (foto abaixo)fundado em 1930 por José Martins de Oliveira,(foto abaixo) e que foi um dos mais relevantes agrupamentos musicais de Sintra nesse período.

21-O escritor  Cristopher Isherwood  instala-se em Sintra, vivendo uns tempos na Vila Alecrim do Norte em S.Pedro
Nascem neste ano em Sintra 865 pessoas, morrem 744 e casam 255 casais.
Os Bombeiros de Sintra acudiram em 1935 a 136 chamadas, das quais 22 foram por incêndios.
O regulamento de columbofilia do Sport União Sintrense menciona que o registo de pombos e borrachos só pode ocorrer às “6ª feiras, das 21h às 23h”.

Realizam-se os filmes Monserrate (Ulyssea Filme) Postais de Portugal (F. Carneiro Mendes) Portugal Vinícola, Colares (Lisboa Filme) Praia das Maçãs (Aquilino Mendes) Praia das Maçãs e Azenhas do Mar (Sociedade Universal de Superfilmes) Vila de Sintra (Ulyssea Filme)


1936

Luís Reis Santos escreve Os Três Painéis Quinhentistas da Igreja de S. Martinho de Sintra. Porto: Empresa Industrial Gráfica

Tude M. de Sousa escreve Colónia Penal Agrícola de Sintra. Lisboa: Oficina Gráfica da Cadeia Penitenciária

Abre o Colégio Nacional, na Estephanea, Largo Afonso de Albuquerque


Janeiro
4-A Sociedade de Belas Artes homenageia Artur Anjos Teixeira


8- Domingos Veloso Lima presidente do Sintrense
10-Fundado o Sport União Colarense
Os jornais da época reagem ao exorbitante preço do aluguer dos telefones (30 escudos).
Participação do Rancho de Colares, organizado pela Adega Regional, e sob o impulso de Alberto Tota, na Festa Vindimária de Lisboa. 

Fevereiro
Edgard Lima é notário da comarca de Sintra
Alberto Amaral da Silva é regedor de Rio de Mouro
3-Os aviões Lisboa-Londres começam a sair da Granja do Marquês, num percurso de 8 horas. Os passageiros vinham de Lisboa em carros da companhia Crilly Airway e seguiam em Fokker’s trimotores tipo F12, com 2 pilotos, 1 telegrafista, mecânico e 14 lugares. 
O Ecos de Sintra noticia que o jogo de futebol Portugal-Áustria  será transmitido da sede da Sociedade União Sintrense “pelo magnífico aparelho Widwrst radio, gentilmente cedido pelo seu representante em Portugal, o senhor Paulo Raio, activo industrial desta vila” 

A Casa de Queijadas do Gregório


Abril
26- Leal da Câmara faz uma conferência na Câmara de Sintra sobre arte gentílica nas colónias portuguesas 

Maio
10-Entrega junto ao busto do Dr. Carlos França, na Vila, da bandeira da Associação de Caridade de Sintra por um grupo de meninas alunas da professora Maria do Carmo Pina.


28-O decreto-lei n.º 26.643 (Organização Prisional) fixa, no interior do sistema prisional português, a definição de Cadeia Comarcã e as bases para a concepção do seu correspondente edificado.

Julho
Sir Herbert Cook , já bastante doente, continua sem vender a quinta de Monserrate. Lady Cook e seu filho Francis vêm a Portugal passar alguns dias no Palácio de Monserrate, onde oferecem uma recepção simples ao Presidente da Câmara, Dr. Álvaro de Vasconcelos e ao Provedor da Misericórdia, Dr. Florentino Vieira.

Outubro

25- Inaugura-se a luz eléctrica em São Marcos


Novembro
21-Falece o grande médico e benemérito Desidério Cambournac, cujo funeral constitui grandiosa mostra de pesar, iniciando uma comissão encabeçada pelo médico e poeta Nunes Claro diligências para a edificação de um busto em sua homenagem. 

A CMS adquire o Palácio Valenças, por 36 contos.

Dezembro 
8- Um grupo de senhoras de Sintra promove uma recolha de bens para enviar através do Rádio Clube Português para os falangistas espanhóis
21- Escritura de aquisição da nova sede da Sociedade União Sintrense (a actual) a Ramiro Leão, por cinquenta mil escudos.

Realizam-se os filmes Azenhas do Mar (A.C.) Bocage (Leitão de Barros, Sociedade Universal de Superfilmes) Festas de Colares (Manuel Luís Vieira, Secretariado da Propaganda Nacional)

Em 1936 decorre igualmente a primeira Rampa da Pena

“Organizada pela Comissão de Iniciativa de Sintra, com a colaboração técnica do Automóvel Clube de Portugal foram disputadas as corridas da I Rampa da Pena, tendo afluído grande número de concorentes nas duas catergorias (sport e corrida).

As provas decorreram com regularidade, havendo no entanto, a lamentar o desastre sucedido ao sr. Henry Rugenori que, chocando com um poste, fracturou um braço.

As quatro gravuras que publicamos representam fases dessa prova audaciosa.

A taça “Comissão de Iniciativa” coube a Eduardo Ferreirinha, vencedor absoluto da categoria “Corrida” e da I Rampa da Pena”.

O vencedor absoluto da categoria “Sport” foi Diogo Passanha que ganhou a taça “Câmara Municipal de Sintra”.


1937


Faz furor em Sintra a Orquestra Jazz Os Liberais 

É proprietário da Quinta do Espingardeiro Nuno Jara Albuquerque de Orey, que leva a cabo uma significativa campanha de obras.
Obras na Capela de S. Lázaro, em S.Pedro

Janeiro 
5- Morre Fernando Formigal de Morais, primeiro presidente da Câmara de Sintra depois da implantação da República
31-Inauguração da nova sede da Sociedade União Sintrense, na R. Maria Eugénia Navarro

 A actual Sociedade União Sintrense, cujo primeiro nome era Real Sociedade União Sintrense, foi fundada no dia 8 de Maio de 1877 pelos ilustres sintrenses Silva Rosa, José Simões, Joaquim Barreto e Domingos dos Santos Silva, e coincidiu com as festas de Nossa Senhora do Cabo, que antigamente eram conhecidas como a Festa dos Solteiros.

A primeira sede da União Sintrense foi numa dependência do antigo matadouro municipal, que funcionou até cerca de 1847 no local onde é hoje o Palácio de Valenças, construído no fim do século XIX por Cinatti, e o primeiro regente da banda foi José Maria de Sousa, que era funcionário de uma escola agrícola em Coimbra, e em 1897 era Carlos António de Abreu contra mestre de banda marcial.

Em 1897 a sede da Filarmónica foi transferida para um barracão na rua Gil Vicente, junto da Igreja de São Martinho, e na esquina para as escadinhas de Briamante, onde funcionava também o Teatro Gil Vicente.

Naquela data a Sociedade orgulhava-se de ter como sócios o Marquês da Praia e Monforte, proprietário da Quinta defronte a Seteais, os Viscondes de Monserrate, o Visconde de Monsanto, o Conde de Fontalva, António Mazziotti, proprietário da Quinta Mazziotti em Colares, e ainda Andrelina dos Santos, proprietária da Quinta da Brasileira na Vila Velha, e o próprio Rei D. Carlos.

Em 1877 a direcção da Sociedade era composta por Joaquim Maria de Oliveira Cunha, primeiro comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra, que foi sempre reconduzido no cargo de presidente até 1897.O secretário era Carlos Augusto Ferreira e o tesoureiro Alfredo Pedro dos Mártires, barbeiro de profissão, que tinha a oficina onde é hoje a pastelaria Piriquita.

A terceira sede da Velha colectividade foi no largo da Caracota, na casa que tem hoje o nº 1. Depois, em data incerta, mudou-se para uma dependência do quartel de Infantaria, na Rua de Meca, quase defronte ao desaparecido Hotel Nunes, hoje Tivoli. Esta antiga sede foi demolida após 1910, bem como os quartéis de Cavalaria e Infantaria que rodeavam o Palácio da Vila até à Calçada do Pelourinho.

A quinta sede foi na dependência do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários, que funcionava no antigo Museu do Brinquedo, na rua Visconde de Monserrate. Nesta sede, onde anteriormente também funcionaram os Paços do Concelho, ficava também a Associação de Socorros Mútuos. Nesta quinta sede da colectividade, embora sem palco. davam-se vários espectáculos de Ilusionismo e Teatro.

Mais tarde teve nova sua sede em baixo do Mercado da Vila Velha, construído em 1894, onde já possuía um amplo palco e sala, de tal modo que foi compartimentada, montando-se um bar e gabinete para a Direcção. Pela sétima e última vez a Sociedade foi transferida para o local onde antes funcionou o Cineteatro Garrett, na rua Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro, no edifício onde ainda hoje está instalada.

As instalações foram compradas ao comerciante de Lisboa Ramiro Leão no dia 21 de Dezembro de 1936, pela quantia de 50.000$00.Era presidente Carlos Araújo, secretário José Azevedo, tesoureiro Silvino da Conceição, e vogais Joaquim de Almeida e António Nunes. Comprado com bastantes estragos, devido a um prolongado encerramento, foi recuperado devido a um grande número de associados que voluntariamente lá trabalharam até altas horas da madrugada.

Fevereiro
1- O dr. Silva Carvalho abre consultório na Vila
20- Comício anticomunista nos Bombeiros Voluntários de Colares

Abril 
4- Desfile da Legião Portuguesa até Seteais

 O Presidente Carmona com legionários de Sintra
Inauguração do campo de jogos Conde de Sucena, em S. Pedro

Concluída a electrificação do Algueirão Velho.

Maio
4-Manuel Soares Barreto presidente do Sintrense
Inauguração do quartel dos Bombeiros Voluntários de Queluz

Junho
19-Morte do político republicano José Bento da Costa, pai do escritor Francisco Costa. 

Reeditada a suite “Nevoeiros de Sintra”, de Fernando Saragga Leal, com audição na Emissora Nacional, e regida pelo maestro Frederico de Freitas.

O Rancho de Colares desfila em Lisboa


Julho
4- Inaugurado o Parque Municipal (hoje Parque da Liberdade, na altura Dr. Oliveira Salazar)) pelo presidente Carmona, que na ocasião igualmente visita a Adega Regional de Colares, para fazer entrega do “Cacho Dourado” ao rancho de Colares, que vencera a Festa Vindimária de Lisboa.


22- Decorre em Sintra o I Congresso da Imprensa Regionalista. 
22- Fundação do Mem Martins Sport Clube
Por essa altura o capitão António Gonçalves Ferrão comanda o Terço de Sintra da Legião Portuguesa

Reunião da União Nacional em Sintra

Hogan Teves dirige o Casino de Sintra, famoso pelos seus chás dançantes.

Agosto 
8-Inauguração do Esplanada Bar no Parque da Liberdade
28-Festas de Nossa Senhora do Cabo, em S. Pedro, com a presença do presidente Carmona.


Instalação do rádio farol no Cabo da Roca.


Setembro
8- A fadista Ercília Costa, a “Santa do Fado”, e muitos anos residente em Agualva, actua no Casino de Sintra. 

Outubro 
14-É inaugurado o Café Elite, de Gabriel Correia
António Faria abre uma relojoaria em Sintra.

17- A propriedade do Mont Fleuri é licitada pela filha de Alfredo da Silva, Amélia Dias d’Oliveira da Silva Melo, por 181 contos, (mais um do que a base da hasta pública). Posta em praça a mata, a mesma Amélia Dias d’Oliveira da Silva Melo, tendo conhecimento que a Câmara Municipal tinha interesse em ficar com a mesma, para gozo publico e para utilização da saibreira que ali existia e embora lhe interessasse a sua aquisição da mesma para garantia das nascentes e caixa de divisão de aguas que seu pai ali possuía em comum com outros indivíduos,  acordou com a Câmara adquirir em comum a referida mata, reservando para si uma área na proporção de uma sexta parte, (compreendendo o local das nascentes e pia divisória, como demarcado em planta) e ficando as restantes cinco sextas partes de posse da Câmara.


23- É inaugurada na Quinta da Gandarinha, pelo presidente Carmona, a primeira Escola Profissional Doméstica, criação da Associação Católica Internacional para Obras de Protecção às Raparigas. 

Novembro
20-Fortes inundações, morrendo na enxurrada o bombeiro da corporação do Cacém Mário Lopo

Dezembro
1- Morre William Lawrence Oram, muitos anos administrador da Casa Monserrate.
26- A Rádio Condes, de Lisboa, dedica uma emissão a Sintra, promovida pelo jornal Ecos de Sintra,o que haveria de se repetir mais vezes em 1938. 
Inauguração do Dispensário de Sintra.
Fundação por José Ferreira de Sousa do grupo de teatro Pérola da Adraga

Bento de Jesus Caraça e um grupo de antifascistas na Praia da Adraga, 1937

Fundado o Rancho Folclórico de S. Pedro, com direção do ator António Nascimento

Realizam-se os filmes Azenhas do Mar (Armando de Miranda) Praia das Maçãs (Aquilino Mendes) Ramalhão (Aquilino Mendes) O Ramalhão (Castello Lopes) A Revolução de Maio (António Lopes Ribeiro, Secretariado da Propaganda Nacional) Uma Excursão em Lisboa e Arredores

Em 1937 Walter e Ida Kingsbury vêm habitar Monserrate, a pedido dos Cook


1938


César de Sá realiza os documentários Sintra, a Maravilha Verde (Lisboa Filme) e Colares e o Mar (lisboa Filme). Realizam-se ainda Flagrantes de Colares (Manuel Luís Vieira) Instantâneos de Sintra e Arredores (Manuel Luís Vieira) e O V Congresso Internacional da Vinha e do Vinho (Adolfo Coelho, Campanha da Produção Agrícola)

O Colégio Académico de Sintra passa a Externato Académico

Funciona no Colégio Nacional o Centro Escolar da Mocidade Portuguesa
T.S. Elliott visita Sintra (em baixo, ladeado à direita, na fila do meio, por Fernanda de Castro e António Ferro)

Janeiro
9-Álvaro de Vasconcelos deixa a presidência da Câmara, entrando o capitão João Sousa Soares para presidente, e o capitão Américo Santos para administrador do Concelho.Almeida Rino é presidente da União Nacional local

Francisco Spínola, Sousa Brito,José Soares e Ferreira Lima são vereadores neste período.17- Inaugurada uma loja da Singer na Av. Heliodoro Salgado.
24- No campo da Portela realiza-se um jogo de futebol entre barbeiros e chauffeurs, com vitória destes por 3-2.
30- António Nascimento encena “Cama, mesa e roupa lavada” na Sociedade União Sintrense.
31- Falangistas espanhóis visitam Sintra por ocasião do 14º encontro de futebol Portugal-Espanha. 

 Turistas alemães em Sintra

Fevereiro
Stefan Zweig visita Sintra e encontra-se com Ferreira de Castro
17- Noite de fados no café Elite
28- Inauguração da luz eléctrica na Eugaria.

Março
10- Concerto de violino de Celso Diaz, acompanhado por António Melo ao piano, no casino de Sintra, a favor do terço da Legião Portuguesa de Sintra(foto)

Terço Independente nº 34 da Legião Portuguesa-Sintra

20-Sintrense-1º de Dezembro 2-2

Maio

8-Realiza-se em Sintra o julgamento do bacalhau, festa com tradições
22- Vai à cena na SUS “O Conde Barão” 

Julho
3-Visita Sintra a trupe de jazz Remartinez da Rádio Condes 

Agosto 
14-Inaugurada a estação do Banzão da Sintra-Atlântico, designada de “Colares Central”


A imagem da Senhora do Cabo sai de S. Pedro para Belas.

Praia da Adraga, 1938


Encerramento do Casino de Sintra.

Outubro
21- A União Nacional, dirigida por Almeida Rino, realiza uma sessão de esclarecimento no Sintra Cinema 

Dezembro
13- O Ecos de Sintra informa que “foram roubados 60 escudos da Câmara, tendo os larápios entrado pela porta de aferição das balanças”. 

31-Animada passagem de ano no Café Elite, de Manuel Lorenzo.

31-João da Silva Marques publica no Jornal de Sintra Os Bodos de Sintra e o seu termo


1939


António Caetano dos Santos é presidente da Sociedade União Sintrense
Inaugurado o mercado da Agualva

Criado o Centro Escolar da Mocidade Portuguesa feminina na Escola Académica, no Roseiral

A imprensa demonstra repúdio pelo facto de o dia de S. Pedro poder vir a ser o dia do feriado municipal em Sintra, proposto por Alberto Tota, das Azenhas do Mar. 

Principais figuras sintrenses da época

Reconstrução das muralhas do Castelo dos Mouros com alvenaria argamassada; restauração completa da porta lateral da capela.
Reconstituição da porta lateral da Igreja de São Pedro de Penaferrim pelos Serviços Florestais
Demolição de edifícios no Paço Real que impediam a completa visualização da fachada principal e destruição da balaustrada para arranjo do terreiro com escadaria.
A propriedade do Palácio de Seteais é penhorada a favor da Fazenda Nacional.
A Villa Sassetti é habitada ocasionalmente por estes dias por Calouste Sarkis Gulbenkian para passar umas temporadas de repouso em segredo ou na companhia de amigos.

Fevereiro
5- O presidente Carmona inaugura a escola primária da Rinchoa.

Março
11-Nasce o jornal “O Concelho de Sintra”, órgão da União Nacional de Sintra, dirigido por Câncio Martins. 

26- Inauguração do posto escolar da Azóia.
28- Duplo assassinato na ribeira da Ursa. Valentim Rodrigues, de Almoçageme, mata a tiros de caçadeira Custódio Figueiredo e António Alberto Santos, de 27 e 31 anos. O criminoso é apanhado dois dias depois.


Maio
12- Morre em Londres Herbert Cook, 3º visconde de Monserrate. 
15-Baile na S.U. Colarense com a Orquestra Jazz de Lisboa e o Passarão, rei do assobio, componente da Orquestra Aldrabófona.

A Escola Conde Ferreira

Por essa altura, no nº2 da Avenida Alda, vende-se gelo feito com água de Sintra, “para usos especiais e doenças”. 

Junho
12-Morre na Quinta da Vigia o 9º visconde de Asseca Salvador Correia de Sá e Benevides Velasco da Câmara

Agosto
5- A orquestra de saxofones da Sociedade União Sintrense exibe-se no salão de Galamares, sob regência de Joaquim dos Santos Tavares. 

14- Inauguração do ringue de patinagem do Parque da Liberdade.
Decorre a 8ª Volta a Portugal, na qual participam 2 corredores sintrenses: Nunes de Almeida e Alberto Amaral. Venceu a Volta desse ano Joaquim Fernandes.


16- Morre em Sintra o general Correia Barreto, o primeiro ministro da Guerra depois do 5 de Outubro. 

António Xavier Correia Barreto nasceu no dia 5 de Fevereiro de 1853 em Lisboa. Com 17 anos integrou voluntariamente o Regimento de Infantaria, tendo permanecido como soldado entre 1870 e 1874, altura em que foi promovido a alferes-aluno da Arma de Artilharia. Prosseguiu os estudos na Escola Politécnica, onde foi aluno de António Augusto de Aguiar, a quem dedicou o seu manual de Química, Elementos de Química Moderna em 1874. Veio a pedir transferência para a Escola do Exército, para concluir o Curso da Arma de Artilharia.

Em 1885, publicou um estudo sobre pólvora com tanto rigor e qualidade que ficou encarregado de orientar a produção de munições com pólvora e sem fumo. A pólvora ficou conhecida por “pólvora Barreto”. Nomeado director de uma fábrica de pólvora, veio a integrar mais tarde o Conselho de Administração Militar e para o Depósito Central de Fardamentos. Conhecido pelas suas ideias republicanas, foi convidado pelo almirante Cândido dos Reis para a comissão organizadora da revolução de 1910. Após a revolução, foi nomeado Ministro de Guerra do Governo Provisório logo a 5 de Outubro, cargo que exerceu até 1911, e também entre 1912 e 1913. Em 1913 foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa, por sinal, tal como o proprietário de outra casa nesta mesma rua de Sintra, o antigo presidente Jorge Sampaio. Promovido a general em 1914, candidatou-se à Presidência da República em 1915, e em 1919, mas nunca foi eleito. A 16 de Fevereiro de 1920 foi eleito senador e Presidente do Senado cargo que ocupou até 1926.

Nesta casa de Sintra foi homenageado pela Banda da Sociedade União Sintrense, depois de os revoltosos monárquicos de Monsanto terem sido repelidos, e ovacionado pelos populares, em 1919.

26- Henrique Capucho, canteiro de Montelavar, entrega pessoalmente a Salazar uma efígie deste, de sua autoria.
Instalação da Base Aérea nº1 na Quinta Regional de Sintra

Setembro 
7- Homenagem no Linhó ao ciclista António Bartolomeu
17-Abertura ao público do Palácio Valenças, após remodelação do interior, para instalação dos serviços da Biblioteca Municipal, Arquivo Histórico e Museu Municipal. 


Parada das actividades recreativas do concelho
Por essa altura, a Tuna Operária de Sintra é animada por peças de teatro encenadas por António Nascimento. 
No Colarense  vai `a cena “O exame do meu menino”

Novembro
16- Inaugurado o posto escolar de Ranholas, por influência e apoio de Sampaio Baptista. 

Brasão de Sintra, 1939


1940

Francisco Costa e J. Martins da Silva Marques escrevem Bibliografia Sintrense, Ensaio. Sintra: Câmara Municipal de Sintra

José Pedro Machado escreve Sintra Muçulmana, Vista de Olhos Sobre a sua Toponímia Arábica. Sintra: Imprensa Mediniana

José de Oliveira Boléo escreve Sintra e seu Têrmo (Estudo Geográfico).

Realiza-se o filme Monserrate e os seus jardins (A.C.. Filmes Albuquerque)

Uma viagem de comboio até Sintra em 1940


Criação em S. Pedro  do grupo Dramático Mons Lunae, de Mário Almeida Ribeiro.

Francis Ferdinand Maurice Cook, filho de Herbert Cook, vende a propriedade à Sociedade da Quinta da Penha Verde, Lda, da família Rau. 
Leal da Câmara compra a Quinta Grande, na Rinchoa e aí abre o Casino da Rinchoa , que durará até 1945
Restauro dos azulejos da Fonte dos Azulejos na Penha Verde.
A Câmara Municipal delibera a construção de um novo Pelourinho, esculpido por José da Fonseca.
A Quinta da Capela é alugada a Landsberg, e depois a Marc, que a recuperam depois de longos anos de falta de manutenção e ruína.
A capela-mor da antiga igreja do Convento da Trindade funciona como arrecadação de lenha. 

Chegada a Portugal de refugiados holandeses que eram encaminhados para a Praia das Maçãs. Eram maioritariamente judeus, em busca de um porto de abrigo, mas havia também gente nova e aventureira com vontade de participar no esforço de guerra, na luta contra o nazismo. Estes resistentes – que ficaram conhecidos por navegadores para Inglaterra (Englandvaarders) -, ainda em número considerável (cerca de 1700, dos quais só sobreviverão perto de 900), chegam a Portugal depois de viagens atribuladas e geralmente de forma ilegal”.

Casal Mindelo antes da sua demolição no ano de 2000 ( foto publicada no “O passado e o presente de Rui Carmo/Nuno Gaspar)

“Em 1941, com os hotéis a rebentarem pelas costuras, o barão van Harinxma thoe Sloet aluga uma grande moradia entre a Praia das Maçãs e Azenhas do Mar, o Casal Mindelo. Sobre a casa que tinha capacidade para 60 pessoas, escreverá Sloet: “Tinha muitos quartos e na garagem, tal como numa outra garagem alugada, podia ter muitas camas, umas ao lado das outras.”

Durante a II Guerra Mundial, a comunidade britânica rapidamente se organizou para apoiar a pátria. Em Cintra, Lady Carrick montou um centro de oração, e amigos portugueses ofereceram as suas panelas de alumínio para o fundo Spitfire, e as senhoras começaram a tricotar meias e a fazer ligaduras, as quais eram depois enroladas por umas 24 dobadoiras feitas na carpintaria de Monserrate segundo um desenho fornecido pela Embaixada.

Como muitos outros britânicos a residir em Portugal, Walter Kingsbury, que vivia em Monserrate, é chamado para trabalhar no Passeport Control Office (PCO), que, além de desempenhar um papel importante na receção de cidadãos britânicos, estava secretamente ligado aos serviços de contraespionagem.

Depois da ocupação simultânea do Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos, em maio de 1940 e da capitulação da França, um mês depois, a situação da Grã-Bretanha tornou-se quase insustentável, já que ficara sozinha perante o colosso alemão. As informações de que se preparava um avanço germânico, através da Espanha, para tomar Gibraltar e, eventualmente, invadir Portugal no âmbito da chamada ‘Operação Félix’, levaram a embaixada britânica, em Lisboa a aconselhar os seus cidadãos sem cargos específicos a partirem. Seriam mesmo elaboradas listas com nomes de pessoas que ficavam mas que deveriam ser imediatamente evacuadas em caso de invasão.

Luís Marques, diretor do jornal ‘Anglo-Portuguese News’ — o porta voz de Churchill em Lisboa como Goebbels lhe chamou — e a sua mulher, Susan Lowndes, que trabalhava também para a embaixada e que eram amigos íntimos dos Kingsbury estavam nessa lista. Walter, provavelmente também estaria. Por esta razão, Ida foi então despachada para o Canadá com a nannie e as crianças”, donde só regressaria em 1942. Segundo Ida Kingsbury, Monserrate tornou-se, durante a sua ausência uma espécie de “casa de hóspedes para todos os que o desejassem. O chefe do P.C.O., Ralph Jarvis e a mulher, Boofy, e Fiona Gore, bem como vários jornalistas, incluindo Douglas Brown e Martin Moore do ‘Daily Telegraph’, e famílias foram alguns dos que aproveitaram bem essa hospitalidade. Joseph Luns, antigo secretário-geral da NATO e ministro holandês dos Negócios Estrangeiros e a mulher eram hóspedes frequentes. Outra que ficou anos e acabou por ficar alguns anos foi a senhora Scheidius, que fugira com a filha Binnie, o genro e Maritche Harinxma, chefe da missão neerlandesa em Bruxelas aquando da invasão alemã”.(Margarida Magalhães Ramalho)

Só depois de ler este relato começam a fazer sentido as referências à festa dada pelos Harinxmas em Monserrate e a carta escrita da Quinta da Bela Vista. A baronesa Marie Harinxma thoe Slooten e o marido chegaram como muitos outros membros de corpos diplomáticos, em fuga, em julho de 1940. Ficaram instalados alguns dias em Monserrate onde deram a tal receção. Sabemos dessa festa pelo diário de H. N. Boom, funcionário diplomático que viera com eles de Bruxelas. “Justamente naquela tarde havia uma receção em casa do chefe de missão, o barão van Harinxma thoe Slooten, que tinha conseguido ficar num lindo palacete mourisco com um parque em Monserrate perto de Sintra. Ali voltámos a encontrar velhos conhecidos.” Os Harinxmas acabariam por ficar em Portugal, até 1943, mudando-se para a anexa Quinta da Bela Vista

Janeiro
31- Criado o posto escolar do Mucifal

Fevereiro
9- Depois da sua constituição, por Mário Almeida Ribeiro, apresenta-se nos “Aliados” , em S. Pedro, o grupo de teatro Mons Lunae, com a peça “Maldito Côco”. 

Estrada Lisboa-Sintra
D. Duarte Nuno adquire a Quinta do Espingardeiro, em S. Pedro.
A Misericórdia de Sintra contesta a instalação de uma bomba de gasolina junto da igreja da Misericórdia, na Vila Velha.

Março
Jaime Silva apresenta o regressado Orfeão de Sintra. 

Abril

13-Os amadores de Lourel representam no quintal da família Baeta, junto ao Casino, neste sábado de Aleluia,uma paródia dedicada ao julgamento do bacalhau.
21- Na SUS  estreia “Recompensa” pelo Grupo Cénico Por Bem
27-Festa da Escola Académica de Sintra na SUS

Maio
Decorrem obras na quinta do Monte Sereno, em Santa Eufémia, para abrir no local uma pousada, e as obras são visitadas por António Ferro. 

22-Cipriano Santos começa a colaborar com o Ecos de Sintra.
26- Apresentado o novo estandarte da Sociedade União Sintrense, por ocasião das festas do Centenário.

Junho
Inaugurada a nova sede da Sociedade Recreativa de Pêro Pinheiro, inspirada por Joaquim Brás Jorge.


2- Implantação da réplica do pelourinho manuelino, esculpido por José da Fonseca, no Largo Dr. Gregório de Almeida. Construção, no mesmo largo do edifício neo-renascentista projectado por Norte Júnior


2 – Enquanto em Guimarães, no início do ano centenário, Carmona ergue o estandarte nacional, na serra de Sintra, a Banda da Sociedade União Sintrense executa o Hino Nacional, na presença do Terço Independente nº 34 da Legião Portuguesa, de Sintra, comandado pelo capitão Américo Santos. Escreve O Ecos de Sintra de 10 de Junho: “das muralhas seculares que rendilharam a serra, o escoteiro José Vasconcelos Correia transmitia ao senhor capitão Américo Santos uma patriótica mensagem”. 

2- Inaugurado o campo de futebol do Colarense na Quinta do Cosme
19- 50 anos dos Bombeiros Voluntários de Sintra
22- Inaugurado o quartel dos Bombeiros de Sintra na Vila Velha
A actriz americana Madeleine Carroll, passa férias em Sintra, no Hotel Central. Madeleine Carroll entrou em filmes como Os 39 Degraus, de Hitchcock, e A Night in Lisbon

Julho
18- O Secretariado da Propaganda Nacional oferece um garden-party à delegação do Brasil às comemorações do centenário de 1940, nos jardins de Monserrate. 

A festa, que foi muito concorrida, era oferecida pelo presidente do Conselho ao embaixador especial brasileiro que veio a Lisboa por ocasião da Exposição do Mundo Português.

Quem a organizou e esteve presente foi o diretor do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), António Ferro. Durante a garden party atuaram os bailarinos de renome internacional Alexandre Sakharo e a mulher, Clotilde von der Planitz, acompanhados pela orquestra sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro de Freitas Branco. Depois, aproveitando o palco montado no final do relvado para o ballet, houve festa dançante ao som de uma orquestra de jazz band.

25- Morre Carlos de Oliveira Carvalho, antigo administrador florestal do Parque da Pena
31- Inauguração do parque infantil e biblioteca em Queluz, perto do jardim Conde Almeida Araújo.

Agosto

17-O Terço independente nº 34 da Legião Portuguesa em Sintra realiza manobras e um acampamento na Tapada das Mercês


30-Fundação do Hóquei Clube de Sintra


Setembro
3-O Orfeão de Sintra apresenta-se no Sintra Cinema, com a presença da poetisa Oliva Guerra e do vereador Ferreira Lima, entre outros.
29- Abre a Biblioteca, situada no Palácio Valenças, onde se instala a Camiliana oferecida por Rodrigo Simões Costa.
29-A caminho da inauguração, morre Raul Aboim, Visconde da Idanha, grande filantropo e amigo de Sintra. 

Novembro

2- A Câmara Municipal de Sintra presidida pelo Capitão João de Sousa Soares delibera aprovar o projeto do Monumento aos mortos da Grande Guerra a construir no Largo Afonso de Albuquerque

25- Inaugurada a nova aparelhagem do Sintra Cinema, “uma moderna Caster-Ibéria, do melhor que existe no mercado…”.(Nota: este Sintra Cinema não é o que foi construído a partir de 1945 na Portela de Sintra, mas um anterior, com cinema às 5ªa feiras e domingos)


28- Inaugurado o mausoléu e busto do Dr. Desidério Cambournac, eminente médico em Sintra, da autoria de Pedro Anjos Teixeira


João Martins da Silva Marques publica “Bibliografia Sintrense”. 

Neste ano é fundado em Fontanelas o Sax Jazz Flor d’Aldeia

Dezembro

1-Excursão de Sintra à Exposição do Mundo Português, encabeçada por autoridades civis e militares.Participam 1700 pessoas, que se deslocam em 3 comboios especiais diretos à gare de Belém.

7- É inaugurado o chafariz e lavadouro de Janas

É inaugurado o cruzeiro do Cabo da Roca



Durante o ano de 1940 a Câmara de Sintra gastou 1.242.23$92 escudos.

Oliva Guerra publica o Roteiro Lírico de Sintra


1941 

Francisco Gonçalves publica O antigo pelourinho de Sintra, in Arquivo do Concelho de Sintra, nº 1


Janeiro
31-No Sintra Cinema, apresentam-se com lotações esgotadas “Pinóquio” de Walt Disney e “Um Dia nas Corridas” com os irmãos Marx. 


Josephine Baker visita Sintra

Fevereiro
15- Ciclone violento varre Sintra.

Março
O Palácio da Pena é fechado, por causa dos estragos causados pelo ciclone de 15 de Fevereiro.
15- Sai o último número de O Concelho de Sintra.


19- Baile das Camélias, a jovem Maria Almira Medina recita “Camélias de Sintra”, e canta “várias canções em americano…”. Abrilhanta a festa, o agrupamento musical Os Caprichosos. 

Em fins de 1940 e princípios de 1941 constituíram-se em comissão Augusta de Carvalho, Beatriz Silvestre, Henrique Lima Simões e Rodrigo dos Santos Soares, e foi dela que nasceu a Noite das Camélias, com o patrocínio do Jornal de Sintra, e que desde então todos os anos se realiza no dia 19 de Março, dia de S. José.

Abril
6-É inaugurado o chafariz de Camarões
10-Abre restaurado o Palácio de Queluz
23-Homenagem a Eduardo Ferreira Pinto Basto na Quinta da Fonteireira
27-Bailarico Saloio nos Papo-Secos, em S. Pedro 

Maio
Criado o grupo coreográfico (rancho) da Tuna Operária de Sintra


Criada a secção de Sintra do Grémio do Comércio dos Concelhos de Oeiras, Cascais e Sintra. 

8-Fundada a Conferência Masculina de S. Vicente de Paulo da paróquia de Santa Maria e S. Miguel
25-Vai à cena nos Aliados, em S. Pedro, a peça “O Senhor Roubado”

Junho
Sai o primeiro número do “Arquivo do Concelho de Sintra”, dirigido pelo padre José de Oliveira Boléo.
Para descanso das populações, são repostas as carreiras diárias para S. Pedro, que haviam sido suprimidas meses antes. 
Por esta altura Sintra tem 44.186 habitantes (22179 homens e 22007 mulheres)

24-Primeiro espetáculo da Orquestra de Os Aliados, sendo madrinha a cantora Maria Clara
A seu pedido, o capitão João Soares é exonerado de presidente da Câmara, sendo nomeado para o substituir o coronel Ciríaco da Cunha Júnior. 

O capitão Américo Santos é nomeado vice-presidente.
Por esta altura Sintra tem 44186 habitantes, sendo 22179 homens e 22007 mulheres.

Julho
28-Joaquim Esteves funda o Clube Atlético do Cacém 

Agosto
14-Abre a sala de etnografia no Palácio Valenças com a coleção de Cunha e Costa

Setembro
6-Reatadas as festas em honra de Nossa Senhora da Praia das Maçãs

Outubro

5-Criado o Grémio da Lavoura de Sintra, sendo o coronel Círiaco Cunha seu primeiro presidente
19-Eleições legislativas, com vitória do partido único, a União Nacional. 
31- Hóquei de Sintra 3- Sporting 3

Novembro
25-São designados novos vereadores, continuando Mário Ferreira Lima, Manuel Pessanha e Rui Horta.


Inaugurado o monumento ao Soldado Desconhecido na Correnteza, da autoria de José da Fonseca.


O monumento é edificado gratuitamente por canteiros locais em pedra mármore oferecida por empresas de Pero Pinheiro e Cabriz (sendo bojardadas a fino a imagem e a grosso a estrutura) com o intuito de evocar e homenagear os militares sintrenses mortos e sobreviventes que combateram na Primeira Guerra Mundial conforme expressamente identificado na legenda esculpida na base da sua face dianteira: «1916-1918 – AOS HERÓICOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA». É fundamentalmente constituído de uma coluna com quase dez metros de altura e composta de onze meios colunelos adossados e ostentando ao alto onze escudetes ogivais carregados de barras ou contrabandas inscritas com os nomes das Freguesias sintrenses então existentes (Santa Maria, São Martinho, Colares, São João das Lampas, Terrugem, Montelavar, Almargem, Belas, Queluz, Rio de Mouro e São Pedro) em legendas maiúsculas e representando assim a coesão do Município.

No topo dessa mesma coluna, encontra-se uma esfera armilar manuelina representando o mundo colonial português, segundo a ideologia nacionalista do regime político do Estado Novo) e, na sua face dianteira situa-se o escudo nacional em alto relevo (vendo-se apenas a bordadura de castelos), emoldurando uma estátua de soldado à escala natural em posição de sentinela (e assim de simbólica defesa patriótica das Armas de Portugal), contemplando o Castelo dos Mouros (palco medieval da reconquista militar definitiva de Sintra), trajando fardamento militar de campanha invernal (composto de capote, capacete inglês, botas e polainas) e segurando espingarda armada de baioneta (já quebrada antes de 1990, bem como a aba do capacete) – cujo rosto e mãos se diz serem de um jovem sintrense anónimo. A coluna e a estátua assentam sobre uma base com a forma de uma cruz pátea grega orbicular com cerca de dois metros de diâmetro e cujos braços constituem canteiros florais envasados com cerca de cinquenta centímetros de altura, aludindo à insígnia militar da Cruz de Guerra da República Portuguesa criada em 1916 para premiar atos e feitos de bravura praticados em campanha, e ao emblema heráldico da Liga dos Combatentes da Grande Guerra (fundada em 1921-1924).

O projeto do monumento deve-se ao escultor José da Fonseca (Coimbra, 20.12.1884 – Sintra, 13.12.1956), autor de diversa obra presente em espaços públicos e coleções privadas, tendo trabalhado na construção da Quinta da Regaleira em Sintra, que conduziu à sua transferência definitiva para Sintra.

As Irmãs Terceiras Dominicanas adquirem a Quinta do Ramalhão e instalam lá o Colégio de S. José.


Inauguração da capela do Mucifal, dedicada a Nossa Senhora das Dores

Realiza-se o filme “Ameaça!” de João Maria Bordalo Pinheiro


1942

Carlos das Neves Tavares escreve Alguns Líquenes Interessantes da Região de Sintra

João Afonso Corte Real escreve Estelas Indianas em Sintra: No Quarto Centenário da sua Existência em Portugal. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia


Guilherme Lourenço Pinheiro é presidente do Hóckey Clube de Sintra
Alberto Bragança presidente da SUS.

A firma Águas de Sintra Lda. explora ilegalmente a água da Fonte da Sabuga.

Queluz


Verificando-se venda de carne nos talhos a pessoas de fora do Concelho, a Câmara determina que a venda de carne a pessoas de fora só possa ocorrer depois das 15h, excepto aos sábados. 

Refugiados no Hotel Netto

Fevereiro
É criado o Instituto de Sintra, impulsionado por Sebastião Pessanha, Francisco Costa, Afonso Dornelas e Mário Ferreira Lima, entre outros.

Abril
Morre o capitão Mário Pimentel, vereador no tempo de Craveiro Lopes.
Jacinto Carreiro preside à comissão concelhia da União Nacional. 

Maio
3- Apresentação na Sociedade União Primeiro de Dezembro da nova orquestra-jazz 1º de Dezembro.
9 – É inaugurado em Pêro Pinheiro o Sindicato Nacional dos Operários das Indústrias dos Mármores e Cantarias do Distrito de Lisboa.

Junho
24- Fundado o Progresso Clube, do Algueirão

Julho
A CMS determina que a partir de 1943 o feriado municipal seja a 14 de Agosto.

Agosto 
13-Emitido o alvará que autoriza a empresa Águas de Sintra Lda a funcionar
15- Fundação da União Recreativa e Desportiva de Fontanelas e Gouveia

22- Falece em Sintra, na Quinta da Ribafria,  Alfredo da Silva.

Com pequeno lote de ações deixado pelo progenitor, graças a rara intuição negocial conseguiu conquistar posição de controlo na Companhia União Fabril (CUF) , fundada em 1865 pelo visconde da Junqueira, José Dias Leite de Sampaio, renovou e refundou a empresa que seria nome emblemático de conglomerado empresarial.

Alfredo da Silva adorava Sintra, dizia só ali podia dormir tranquilamente. No ocaso da vida fazia o trajeto dos escritórios da Companhia até à estação do Rossio de automóvel, donde seguia depois de comboio até Sintra. Da estação ao Palácio dos Ribafrias, utilizava igualmente o carro.

Mandou construir a colónia de férias para os filhos dos empregados do grupo CUF , em Almoçageme , freguesia de Colares. O funeral realizou-se no Cemitério do Alto de São João em Lisboa.


Setembro
20- É inaugurada na Rinchôa a Exposição Regional Saloia.

Outubro
10- Morte do jornalista e político Ribeiro de Carvalho.

Nasceu em Arnal, Leiria a 7 de Abril de 1880 e frequentou o seminário de Leiria, que abandonou para seguir o jornalismo. Aos 17 anos publicou o seu primeiro livro de poesia, “Livro de um sonhador”. Funcionário público [chefe da secretaria da Inspecção das Escolas de Lisboa], jornalista, poeta e romancista, fez parte do Partido Republicano Português (P. Democrático), e ainda, do Partido Evolucionista, do Partido Nacionalista, Partido Liberal e da Acção Republicana. Foi sempre deputado pelo círculo de Leiria, exceptuando o período de 1918 (Sidonismo) e em 1925, onde surge como candidato independente, ano em que preside ao Senado de Sintra. Em 1926, após o 28 de Maio, vai para a ilha da Madeira, regressando em 1930 para ocupar o lugar de director do jornal República.

Foi membro activo da Carbonária portuguesa. Esteve presente na proclamação da República, feita na Câmara Municipal de Lisboa, fundando pouco depois o Centro Radical Português. Em 1911 foi iniciado na maçonaria, no triângulo nº143 de Erra (concelho de Coruche) com o nome simbólico de Liberto. Transita depois para a Loja Evolutiva (de Coruche) e, mais tarde, em 1929, para a Loja Acácia, de Lisboa e, depois, para a Loja Cândido dos Reis, também de Lisboa.

Membro da Academia das Ciências, participou na comissão organizadora da edificação do monumento a António José de Almeida, dirigiu a Biblioteca de Educação Moderna, foi sócio da Sociedade Nacional Tipografia a que pertencia o jornal O Século (1921-22).

Colaborou em diversos periódicos e dirigiu o jornal República entre 1920-24 e 30-42.

Dezembro
Abre na Estefânea, ao lado do Café Elite, o cabeleireiro Sestello.


1943

Manuel Soares Barreto, presidente do Sintrense

É reorganizado o Corpo Ativo de Voluntários dos Bombeiros de Almoçageme
 
Janeiro
15-É fundado o Sporting Clube de Vila Verde

Fevereiro
24- Estreia no Sintra Cinema o filme de Manoel de Oliveira Aniki Bobó.

Março
18-Berta Cardoso actua na Sociedade União Sintrense.

Abril
É constituído o Grémio do Comércio do Concelho de Sintra, presidido por Afonso do Nascimento. 

Junho

14- Morre Emílio Paula Campos, um dos impulsionadores da Comissão de Melhoramentos das Azenhas do Mar

Paula Campos cursou escultura na Academia de Belas-Artes, tendo-se diplomado com 20 valores o que lhe permitiu concorrer, por exemplo, ao concurso para o monumento ao Marquês de Pombal, onde obteve o 3ª prémio. Entretanto, passou a dedicar a sua actividade à pintura, nomeadamente como aguarelista.

Foi professor na Escola de Arte Aplicada António Arroio. Expôs muito pouco, tendo no entanto, sido realizada uma exposição de trabalhos seus na Sociedade Nacional de Belas-Artes, organizada por outros artistas.

À pintura e ao desenho, porém, depressa haveria de dedicar a sua atividade, sobretudo na difícil modalidade de aguarela, onde sabia tratar todos os temas – paisagem, composição, retratos – com invulgar superioridade e bem vincada personalidade.

27-No Progresso Clube do Algueirão vai à cena Rosas de Todo o Ano e é feita uma homenagem ao actor Alves da Cunha

Agosto
18-Classificados como imóveis de interesse público a Quinta da Ribafria(foto) e as quintas do Marquês de Belas e do Senhor da Serra, pelo decreto 32973


Setembro
14- I Exposição de Artistas Sintrenses, com a participação de José Alfredo Costa Azevedo, Consiglieri Martins, Maria Almira Medina, Roque Gameiro, etc


Outubro

15- Domingos Veloso Lima presidente do Sintrense
Francisco Costa edita A Garça e a Serpente


1944

Octávio da Veiga Ferreira e José Camarate França escrevem Ex-Voto Pré-Romano Inédito no Museu Regional de Sintra.

G. Zbyszewski, A. Viana, e Octávio da Veiga Ferreira escrevem Nota sobre a Gruta da Ponte da Laje, Oeiras, e a “tholos” de Monge, Sintra. Coimbra: Associação Portuguesa para o Progresso das Ciências

Fevereiro
9- Francisco Costa preside à Comissão Municipal de Turismo.
16- Os apeadeiros de Algueirão e Rio de Mouro passam a estações.
25- Grande nevão em Sintra. 

Março
7- Cai em Corroios um avião da Base de Sintra, morrendo o cabo José Silva.
22- A estátua de D. Maria I é colocada frente ao Palácio de Queluz.

Maio
2- Um avião da Base de Sintra cai em Carnaxide, morrendo um sargento.
18- Nasce o Clube Desportivo de Belas, por influência de Filipe Gameiro Pereira
19- Na Base de Sintra, chocam 2 aparelhos a 300m do solo, provocando 2 mortos. 

Antiga fábrica das queijadas Mathilde

Outubro
O presidente da Câmara, coronel Ciríaco, sai, ficando o capitão Américo Santos interino até Maio de 1945.

Dezembro
1-I Concurso Nacional de Pesca Desportiva no rio de Colares

Neste ano, Georg e Vera Leisner elaboram uma nova planta da Anta da Agualva registando uma realidade semelhante à dos finais do século XIX, mas assumindo a existência de uma colina tumular significativa.


1945   

Forma-se na Fábrica de Queijadas Piriquita o Rancho Folclórico de S. Martinho

M. Costa Ramalho escreve Sintra. Lisboa: Edição de Autor
Exibido o documentário Neve em Sintra (Raúl Faria da Fonseca, Cinelândia)
Abre na Vila o Café Paris 
Abre na Rinchoa o Cine-Casino da Rinchoa 

Janeiro
20-Inauguração da sede do Sport União Sintrense na R. Heliodoro Salgado, em Sintra.

Fevereiro
28- Ernesto Nobre é presidente do Sintrense

Março
26-O castanheiro Castanea Sativa L., na Quinta do Castanheiro, em S. Martinho, é classificado como de interesse concelhio

Abril
4- O grande actor Manuel Santos Carvalho actua na Sociedade União Sintrense.

Maio
5- Criada a Orquestra Beira Mar, nas Azenhas do Mar
Visita a Portugal e a Sintra da última rainha de Portugal, D. Amélia. 

O engenheiro Carlos Santos(foto abaixo), deputado e vice-presidente da Câmara de Lisboa, é nomeado presidente da Câmara de Sintra. 

Junho
Eleição da rainha de Sintra em vestidos de chita, vencendo Maria Ester Campos Cardoso.


7-Inauguração pelo presidente Carmona da nova sede da Banda dos Bombeiros Voluntários de Colares. 

A tomada de posse do edificio por parte da CGD aconteceu em 28 de Agosto de 1948, sómente 3 anos após a inauguração…

Agosto
Salazar oferece no Palácio da Vila um almoço à delegação do Brasil que veio discutir o acordo ortográfico, chefiada por Pedro Cálmon

Setembro
III Exposição de Artistas Sintrenses, organizada pelo Jornal de Sintra
É demolido o Hotel Tapie na Praia das Maçãs, para se construir o Atlântico Hotel, mais tarde o “Casino”( hoje a discoteca Maçãs Club)
Construído o Cineteatro Carlos Manuel, no terreno adjacente ao antigo Casino de Sintra.


Reabertura do Casino, com um novo enquadramento urbano, pela construção do Cineteatro Carlos Manuel da autoria do arquitecto Norte Júnior.Adquire-o Marques de Sousa, industrial de sabões.
Abre o Museu Paula Campos (privado) nas Azenhas do Mar

O Sintrense é 1º na sua série da 3ª Divisão Regional (época 44-45)

RECOLHA DE FERNANDO MORAIS GOMES

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2 thoughts on “Cronologia de Sintra-De 1926 ao fim da II Grande Guerra (1926-1945)”

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