Decorreu a sessão dedicada a Mário Dionísio

Promovido pela Alagamares, em parceria com o Chão de Oliva- Casa de Teatro de Sintra, realizou-se em Sintra no dia 19 de novembro uma sessão em colaboração com a Casa da Achada- Centro Mário Dionísio, parceira da Alagamares.

Na primeira parte, decorreu uma conversa com Eduarda Dionísio em torno do diário de Mário Dionísio, Passageiro clandestino, e onde se evocou a sua relação com Sintra, contando com leitura de textos dessa obra

Na segunda parte, o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, com base no conto de Mário Dionísio «Assobiando à vontade», incluído no seu livro O dia cinzento realizou aquilo que designou como “leitura (mal) encenada”, mas que se traduziu num grande momento cultural e de interpretação daquele texto.

Mário Dionísio foi crítico, escritor, professor e pintor e teve uma ação cívica e cultural marcante no século XX português.

Licenciou-se em Filologia Românica em 1940, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e foi professor do ensino secundário e docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, depois da revolução do 25 de Abril, tendo sido opositor ao Estado Novo.

Foi autor de uma obra literária autónoma (poesia, conto, romance); fez crítica literária e de artes plásticas; realizou conferências, interveio em debates; colaborou em diversas publicações periódicas, entre as quais a Seara Nova, Vértice ou o Mundo Literário.

Além da atividade como pintor (desde 1941), foi um dos principais impulsionadores das Exposições Gerais de Artes Plásticas; integrou o júri da II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, e foi autor de inúmeros textos, de diversa ordem, das simples críticas até à publicação de referência que é A Paleta e o Mundo.

Enquanto artista plástico usou os pseudónimos de Leandro Gil e José Alfredo Chaves. Participou em diversas exposições coletivas, nomeadamente nas Exposições Gerais de Artes Plásticas de 1947, 48, 49, 50, 51 e 53. Realizou a sua primeira exposição individual de pintura em 1989.

Em setembro de 2009 abriu ao público a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, fundada em Lisboa em setembro do ano anterior por mais de meia centena de familiares, amigos, ex-alunos, ex-assistentes, conhecedores e estudiosos da sua obra para a salvaguarda e divulgação do seu espólio. A instituição possui ainda a biblioteca privada da mulher de Mário Dionísio, a professora Maria Letícia Clemente da Silva, e a Alagamares tem todo o prazer em ser parceira desta associação.

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