Menino da Mátria, poema de Paulo Brito e Abreu

MENINO DA MÁTRIA

( avoco, para a Musa minha, o Arcano do Sol )

Quando o sono chega, alfim,

Vem a Bela, e canta a noite…

Morfeu dono do jasmim,

Sê princesa de cetim,

Ninho sê, onde me acoite.

Vem a Bela, ó Mãe serena,

Qual avena vem cantando,

Vem cantando a cantilena

Minha Musa bem Camena

Até quando? Até quando?

Dorme, dorme, filho meu,

Que é já tarde e vem a Lua…

Imagina que és Orfeu

E a menina do Romeu

É só tua, é só tua.

E descansa a criancinha

Que no sono é todo o homem…

Têm o leito por bainha

E a Lua por madrinha

As crianças que já dormem.

Mas cautela, que o herói

Desta história, é uma quimera…

Pois o tempo a vis corrói

O homem diz ( como isso dói! ):

– Minha Mãe, que foi, que foi?

– É que foi-se a Primavera.

Tomar, 05/ 09/ 1994

MENS AGITAT MOLEM

POETA, JORNALISTA, BIBLISTA E ALFARRABISTA

PAULO JORGE BRITO E ABREU

Paulo Jorge Brito e Abreu nasceu em Lisboa, a 27/ 05/ 1960. Ex-aluno do Colégio Militar. Tem vários livros publicados. Escreveu, a 3 de Julho de 1980, o «Cântico Jovem Para a Tua Rebelião» e escreveu, a 5 de Fevereiro do ano 2007, o «Cavaleiro do Templo». Acima de tudo, Psicodramista, ele é Poeta, Cantor, Pensador e Artista plástico, ele é Tarólogo, Numerólogo e o Logoterapeuta.

Imagem de destaque: Maternidade, de Almada Negreiros
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