O baú do Caínhas-Os hotéis da Vila Velha

Sem qualquer tipo de pesquisa, eu falo daquilo que vi,ou ouvi contar. E, em jeito de conversa de café, vou falando daquilo que me lembro. Pode haver até alguma falta de rigor com datas, nomes, e outras falhas, que espero me desculpem, pois não tenho pretensões nenhumas, não quero ser comparável com ninguém, vejam as minhas estórias, como isso mesmo, “estórias” da minha juventude, apenas e só. Obrigado! 
Nas décadas de cinquenta e sessenta, os Hotéis na Vila de Sintra, eram apenas três, o CENTRAL da família Raio, o NUNES da família Lopes Alves, e o NETTO que tinha à frente, uma Senhora de Sintra, originária de Nafarros, muito alta, bonita e elegante, não me lembro bem do nome, estou com a mania que era Manuela. 
 A 7 de Agosto de 1951, Schiappa de Carvalho e Glenville Américo Marques são encarregues do projecto de adaptar Seteais a um hotel. A 29 de Setembro de 1955, é inaugurado o Hotel de Seteais, com a presença do ministro da Presidência, Marcelo Caetano. (in Conhecer Sintra). 
Muitos dos que se fizeram bons profissionais na indústria hoteleira, e foram para o Hotel Seteais, aprenderam nos hotéis da Vila Velha, foram para lá quando abriu, tendo chegado a lugares de destaque, casos do Luís, que chegou a cozinheiro chefe, e do Bonifácio, que se iniciou como pasteleiro na Piriquita, e chegou a chefe pasteleiro dos Seteais. Reformou-se, e abriu a sua pastelaria na Rua das Padarias, fatalmente aquela doença que não perdoa, levou-o precocemente. 
Todos os Hotéis eram diferentes, tanto na oferta ao cliente, como no modo de gestão. Comecemos pelo CENTRAL, até porque o nome diz tudo. 
O HOTEL CENTRAL

Esta unidade hoteleira, estava à frente no seu tempo para o Turismo que vinha visitar Sintra, e tinha protocolos com várias agências de viagens, que lhe metiam pela porta dentro diariamente ou perto disso, vários autocarros com turistas para almoçar, dentro da capacidade do Hotel em receber condignamente esses turistas. A camionagem da Capristanos, a determinada altura investiu nos autocarros de turismo de luxo, que sobretudo faziam o circuito, Lisboa, Sintra, Cascais, Lisboa, trabalhavam com Agências, e era ali que vinham desembocar. Porquê? – Porque a Sra. Dona Laura Raio, era mesmo uma Senhora com todas as letras, e sabia muito do metier, falava inglês como qualquer Ministro de sua Majestade, tinha estudado em Inglaterra, era a alma daquela casa, estava bem relacionada no meio, muito conceituada, tinha muitos bons contactos, porque não se via aquele tipo de negócio nos outros hotéis. 
As suas origens estão em Galamares (Saraivas), lá tinham uma quinta, de onde vinham muitos produtos, desde a uva para o vinho, que era feito nas adegas por debaixo do Hotel, até produtos hortícolas, e fruta. 
Todas estas coisas que vinham de Galamares, eram transportadas numa carroça puxada por um macho, e o seu carroceiro foi um homem que serviu aquela casa até morrer, morava na quinta, em Galamares, tinha um filho chamado Rui, mais velho que eu, mas que ainda apanhei na Instrução Primária. 
Uma vez o Rui apareceu na Escola (hoje Piriquita 2, era nosso professor o Sr. Rovisco de Andrade), com uma régua de 50 centímetros em pinho, mais grossa que um dedo, e com 5 furos, a chamada menina dos cinco olhos, lá vem o Rui com a régua parece que estou a vê-lo: 

– Sou “pressor”, trago-lhe aqui esta régua para lhe oferecer! 
-Ai trazes? Então vais já ser o primeiro a estreá-la. 
Bumba, cinco réguadas em cada mão. Eu assisti a isto tudo, devia eu andar na primeira ou segunda classe, ele na quarta classe. Todos os dias lá vinha o pai do Rui com a carroça fazer serviço ao Hotel, na Rua da Pendôa, parava em frente a taberna do João Magalhães, perto da Adega e armazém. No tempo da vindima, o desgraçado do macho, fazia por vezes três viagens diárias de Galamares para Sintra, e volta, de sol a sol, com uma dorna cheia de uvas, brancas e tintas, mas mais tintas. Se o carroceiro se distraía, lá ia o pessoal deitar a mão e tirar um ou dois cachos de uva. A taberna do Sr. João Magalhães também conhecida pelo “Vintesinho”, foi desativada para passar a ser, já depois de 1965 (por aí) a garagem do patrão Raio, que até essa altura guardava os carros nos baixios do prédio do Sr. Vicente Soares, junto à Praça Velha, prédio que é hoje do meu amigo António Loureiro. Essa garagem foi também durante muito tempo garagem do Senhor José Américo, casado com a D. Rosa (pais do Zé Manuel Brandão, e da Fernandinha Brandão), famíliares da D. Laura Raio. O Senhor José Américo era embarcadiço, assim era o termo dessa época, para designar alguém tripulante da marinha mercante, estava muito tempo fora, e o Sr. José Américo, tinha um Mercedes (matateu) de matricula AF-18-10, cuja missão que lhe estava destinada, era, quando ele chegasse a Lisboa, o ir buscar ao navio, porque quando se desembarcava, o dispenseiro tinha que se desfazer de muitos produtos que se estragavam, por isso eram vendidos ao desbarato, tipo feijão, batata, arroz, e então havia sempre alguém designado para ir buscar o Sr. José Américo no “Matateu”. 

O “Matateu”

Porque é que vem para aqui chamado, o Matateu/carro? – Porque o meu amigo José Manuel Brandão, seu filho, sacava a chave do carro e no Verão lá ia o Matateu carregado de malta para os bailes na Ericeira, no Parque de Santa Marta. O único que tinha carta de condução, era o António Luís do Couto, já falecido, neto do Sr. Luís do Couto, era um grande maluco. O carro estava ali parado meses, para o tirar tínhamos que o trazer de empurrão, fazer pouco barulho, para não incomodar a família Soares, e também porque o carro não tinha bateria e não pegava, já estaria mesmo “nas lonas” e sem recuperação. Virava-se o Matateu para a Estrada do Macieira, e lá se punha a pegar de empurrão. Para a bateria carregar se tivesse recuperação, tinha que levar uma carga valente, no mínimo um dia. Não se enxergava um palmo à frente do nariz, mas lá íamos nós à sorte e à aventura. Chegámos a ir oito dentro do Matateu, não se via nada, e os outros carros também não nos viam a nós, o Tó Luís, punha o carro no meio da estrada, de Sintra até à Ericeira, e ouvíamos do bom e do melhor, curtas e compridas, saíam todas. Nunca houve acidentes, só porque nunca calhou. 
Outra clientela que procurava muito o Central, eram os recém casados, pareciam que tinham escrito na cara (casados de fresco), elas muito branquinhas, depois de uma noite mais mal dormida, muitas vinham ali pela primeira vez saber o que era aquela nova realidade. Os tempos eram outros, e embora não fosse a generalidade, casar virgem ainda era tradição. Eles todos de fatinho de segundo dia, todos engravatados, sapatinho novo, e meios coxos da trabalheira a que tinham sido sujeitos na noitada. Um fartote, para quem vê, com olhos malandros. Sintra foi, é, e sempre será a Capital do Romantismo, era um destino procurado, para jovens recém casados, e não só jovens. Não estando ao alcance de todas as bolsas, o Hotel Central era muito mais em conta que a maioria da concorrência dos hotéis da linha de Cascais, e de Lisboa. Não quero dizer com isto que este tipo de clientes fossem exclusivos do Central, o Neto e o Nunes também teriam naturalmente, só que como estavam mais lá para o canto, o “quadrilhum”, não se apercebia tanto. O patrão novo, ou seja o António de Jesus Raio Jr. não mexia uma palha, enquanto os pais foram vivos, foi sempre um bon vivant, dedicou-se sempre muito ao hóquei, foi um exímio executante, considerado naquele tempo o melhor do mundo, fez parte da equipa portuguesa que alcançou pela primeira vez esse título (em baixo)

Em cima Sidónio Serpa, Futebol Benfica, Emídio Pinto, Paço D’Arcos, Edgar Bragança Soares, H.C. Sintra, Jesus Correia, Paço d’Arcos, António Raio, H. C. Sintra, e Correia dos Santos, Paço d’Arcos. 

António Raio

                                                 
Era um Senhor, culto, educado, brincalhão, e amigo do seu amigo. Passei muitas horas a ouvi-lo contar as suas histórias. Os mais velhos que eu, chamavam-lhe o Dr. Helénio Herrera, nome de um treinador chileno que veio treinar o Benfica e que tinha estado em Itália a treinar o Inter de Milão, porque o António Raio além de bom executante de hóquei, foi selecionador nacional, e poucas vezes terá perdido. 
Para fechar o capítulo do Central, dizer que tinha a vantagem sobre os outros hotéis de ter aquela excelente esplanada, como ainda hoje tem, e que ao principio se diferenciava da do Café Paris, porque as suas cadeiras eram de vime, muito confortáveis, depois mudaram para ferro, visto terem menor manutenção, e mais durabilidade.  
O HOTEL NUNES 

Estava situado, parcialmente, onde é hoje o Hotel Tivoli, este foi ocupar toda a área do Hotel Nunes mais o jardim que o envolvia, e até todo o casario do Beco do Forno, até à Rua da Pendôa, tendo apanhado a propriedades da D. Maria do Máximo, e todas as outras até ao Passeio dos Velhos. Seria talvez o Hotel mais pequeno, lembro-me ainda da mãe do Henrique, uma senhora já com idade avançada, e por morte desta o Hotel ficou sobre as ordens deste seu filho, que tinha um irmão cujo nome agora não me recordo, mas recordo o nome do filho, António Lopes Alves, que era mais velho que eu e andava também no Externato Académico de Sintra, era o mais graduado da Mocidade Portuguesa, e aos Sábados à tarde lá tínhamos nós aquele petisco de estar ali a fazer ordem unida (marchar), das três às cinco. 
Por morte da senhora, o negócio foi caindo, eles não estavam muito para ali virados, montaram um negócio em Mem Martins, café e bomba de gasolina, o Mira Serra, e o Hotel assim que puderam, viram-se livres dele. O Henrique tinha um daqueles namoros eternos com uma senhora que era ecónoma do Hospital da Santa Casa da Misericórdia, a D. Jeninha, não sei se são vivos ainda. Deste hotel, pouco ou nada tenho para contar, a não ser que foi um local que acolheu uns irmãos que vinham do Norte, primeiro veio para cá o mais velho, e foi mandando vir os mais novos, dali partiram para as suas vidas, sempre ligados à hotelaria. O mais velho, o António, ainda tem uma propriedade no Linhó, é viúvo da sua querida de sempre, a D. Alzira, uma senhora baixinha, bonita, que era empregada doméstica, mesmo ali ao lado, na casa da família Almeida e Brito. Para melhor informação, sobre este hotel, vale muito a pena consultar o blogue Rio das Maçãs, do meu amigo Pedro Macieira, que tem tudo escrito, e baseado em estudos, que eu não faço. Eu é mais, tipo quadrilheiro da Vila, e estar à coca com os acontecimentos da época, que ainda me recordo. 

O HOTEL NETO

Este hotel, para quem não o conheceu na sua pujança, e só o viu em ruínas, há-de pensar que aquilo era um pardieiro. Nada disso. Era uma unidade hoteleira com categoria, tinha uma boa restauração, um jardim atrás, que dá para a Rua de trás do Paço, tinha um bom salão de festas, cheguei a lá ir tocar várias vezes, sobretudo com o Conjunto Avelino Gil, não sei se alguma vez lá fui tocar com os Diamantes Negros. 
Este hotel era o preferido pela Federação Portuguesa de Futebol, e pelos clubes, Sporting e Benfica, mais o Sporting, já que era para cá que normalmente vinham nos anos cinquenta. Com esta clientela do futebol há várias peripécias. Quem leu o que escrevi sobre a Torre do Relógio, terá lido que aquele relógio já ouviu muita coisa! Uma dessas coisas foi uma “acusação” como lá foi dito, de um guarda redes do Sporting, que estagiou aqui com a equipa, num ano em que o Sporting tinha que ganhar ou pelo menos não perder no último jogo para ser campeão, esse jogo era com o Benfica na Luz, o Sporting perdeu e ele foi o “coveiro” dessa derrota, depois desculpou-se que ia mal dormido porque as badaladas do relógio não o deixavam dormir.
A Selecção Nacional também vinha para cá. Nomes como Carlos Gomes, Vasques, Travassos, Albano, Martins, Caldeira, Juca, e outros do Sporting, do Porto, Monteiro da Costa, Virgílio, Acúrsio (gr). Hernâni, do Benfica, Costa Pereira, Jacinto, Ângelo, Águas, José Augusto, Santana, Coluna e Cavém, ainda não havia o Eusébio, (esse nunca cá veio). Do Belenenses, os manos Matateu e Vicente, do Lusitano de Évora, havia um que era muito bom e foi selecionado várias vezes, chamava-se José Pedro. Atenção que o Lusitano de Évora era clube de primeira divisão e bom, o Sporting era raro lá passar, mesmo com os violinos. 
O jogador mais castiço, e uma das estrelas da companhia era o Matateu, que teve a pouca sorte de nascer cedo de mais, (hoje não havia dinheiro para lhe pagar), desde que ele soubesse gerir a carreira, ou tivesse quem o orientasse. 

Matateu

Matateu era alcunha, porque o nome dele era Sebastião Lucas da Fonseca, se calhar os puristas hoje não deixavam o homem ter essa alcunha, era considerado racismo, quando veio de Moçambique para cá já trazia a alcunha, e não havia essas mariquices. Tudo se dava bem. Ainda o vi jogar algumas vezes, jogou até tarde, a última vez que o vi, foi na seleção nacional, num Portugal-Argentina, no Estádio Nacional, em 1961, tinha o Benfica acabado de ser campeão Europeu, e praticamente era o Benfica reforçado com o Matateu e mais um ou outro, os nossos levaram um baile, meu Deus!… “empatámos” esse jogo salvo erro 6-0, com os argentinos a dançar o tango quase a passo e os nossos a cheirar a bola. 
Nesse dia o Matateu foi pai, e nesse jogo, foi de longe o melhor dos portugueses, quiçá o melhor em campo, e deu o nome à sua filha de Argentina. O Matateu, era um homem que tinha uma certa dependência do álcool, no Belenenses, sei de pessoa muito ligada ao clube, que ele tinha ordem de no intervalo beber uma cervejinha fresca, mas, já se sabe que nestas coisas de estágios, ainda por cima da seleção, há sempre rigor, com o que se come e bebe, então o Matateu para não estar à mercê desses rigores do estágio da seleção, estava combinado com o Chico Romina, que era o barbeiro junto à mercearia do seu irmão António Batista/(Tonecas), e tinha lá sempre vinho para o Matateu, este ia lá fazer a barba, e de caminho bebia o seu copinho, ou copinhos. 
Era simpático o Sr. Matateu, passava pelos miúdos, sorria, e dava uma festa na cabeça. Tenho um episódio na primeira pessoa, com o Acúrsio Carrelo, guarda redes do Porto e da Selecção.  Uma vez que veio para cá estagiar com a seleção, eu e o meu amigo Augusto Pimenta de Sousa andávamos muito aos caracóis, levávamos para casa dele, e depois a mãe cozinhava aquilo para nós comermos, com os irmãos mais velhos incluídos. A miudagem andava sempre de volta dos craques. Um dia falámos nos caracóis, e o Acúrsio prometeu-nos uma bola de futebol se nós lhe arranjássemos uma caracolada, a caracolada foi para o Acúrsio e mais dois ou três, a bola é que nunca mais veio. Andámos a apanhar caracóis de empreitada, a D. Maria a fazê-los como só ela sabia fazer, e a bola ainda hoje estamos à espera dela. Dali já não pode vir, porque o homem já morreu. 
O Hotel Neto tinha umas figuras típicas, o Zézinho do Hotel, irmão da dona, assim mais ou menos como o menino frágil, mas uma boa esponja, um tipo fixe , alinhava com aquela malta velha, ia também aos passeios do Escalhabardo, mas ao fim do dia quem o queria ver era acampado na Taberna do Acácio. Havia lá um outro, criado de mesa, mas fazia parte da família, um galego, o Xé Maria, caçador e pescador, tinha um cão pequeno tipo fox terrier, um dia foi abordado pelo guarda da caça:

Boa tarde! Boa tarde, xô guarda. Então o Sr. tem aí os seus documentos? -Tenho xim xenhor, tudo xertinho! –Então mostre lá a sua licença de caça.Oh xô guarda, está aqui a ouvir a gente. Procura, remexe, tira daqui e dali, até que aparece uma licença de caça com mais de cinco anos, caducada. -Isto está caducado! Ai está? Eu tenho xempre tanto cuidado, olhe escapou. A licença de uso e porte de arma’ Xó um bocadinho, a mesma fita, tudo caducado. O senhor vai ser autuado, não tem nada em dia. -Ai xim xõ guarda, olhe que eu xô muito cuidadoxo com estas coisas isto paxoume. Pois sim, está-se a ver. Então e a licença do cão,e as vacinas? -Oh Xô guarda, essa tá mesmo aqui, tudo xertinho.-Então mostre cá. O mesmo teatro, quando apresenta os papéis do cão, tudo caducado. Lá vai o Xé Maria, para o posto. A minha mãe trabalhou no Hotel Netto, aí conheceu o Caínhas Pai, lá juntaram os trapinhos, no tempo da Segunda Grande Guerra, eu nasci em 1947, ainda havia o racionamento, e vim ao mundo para aumentar a família, e assim haver mais margem para produtos alimentares. 
O Hotel Neto depois passou para um senhor de Torres Vedras, o nome varreu-se-me. Foi ainda uns anos bons diretor do Hockey Clube de Sintra, tinha esposa e filha, muito bonitas, qualquer delas, a filha ainda andou a estudar no Externato Académico de Sintra. O negócio começou a decair, e com a perspetiva da construção do Tivoli, ele vendeu o recheio, (ainda lhe comprei uma cama de ferro muito bonita), e saíram de Sintra, perdi-lhes o rasto, era boa gente. 
Não sou do tempo do Hotel Costa, esteve sempre fechado, até ir para lá o Turismo, tinha lá um casal de caseiros, com a sua filha, a Nazaré. O pai amanhava umas hortas na Mata do Carago, donde vinham todos os produtos hortícolas, criavam galinhas e coelhos e um porquinho, para se governarem, Deviam passar um frio de morrer dentro daquele “mausoléu” sem aquecimento, e até duvido que tivessem luz.. 
As minhas origens, estão ligadas por parte do meu pai também a um Hotel, pois a minha avó paterna, veio da região do Cadaval (Rocha Forte), região hoje da Pera Rocha, trabalhar para o então designado Grande Hotel Vítor, aí conheceu o meu avô Zé Caetano dos Santos (Zé Borralho), e fizeram uma prole de oito filhos. É obra, bolas!… 
Hoje em Sintra está-se mais bem servido de hotéis, a oferta é boa, a procura também foi, mas o micróbio deu cabo disto tudo. 
Sintra, 24 de Julho de 2020 
Carlos José Paulo dos Santos

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