Roteiro Cultural em Lisboa- 4 de Fevereiro

No  dia 4 de Fevereiro a Alagamares promoveu uma visita a 3 espaços museológicos na cidade de Lisboa: Museu do Aljube, Museu do Chiado e Igreja de S. Roque (Igreja e Museu).

 

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O Museu do Aljube – Resistência e Liberdade é dedicado à memória do combate à ditadura e da resistência em prol da liberdade e da democracia. É um museu municipal que pretende preencher uma lacuna no tecido museológico português, projetando a valorização dessa memória na construção de uma cidadania responsável e assumindo a luta contra a amnésia desculpabilizante e, quantas vezes, cúmplice da ditadura que enfrentámos entre 1926 e 1974.

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Seguiu-se um convívio num restaurante da baixa lisboeta

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Pela tarde foi efectuada uma visita ao Museu do Chiado, e em particular à exposição temporária sobre a obra de Amadeo de Souza Cardoso ali patente.

 

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O dia terminou com uma visita guiada à igreja e museu de S. Roque

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A Igreja foi construída no sítio da antiga ermida manuelina, na segunda metade do século XVI, sendo seu arquiteto Afonso Álvares, mestre-de-obras de D. João III.

Porém, quem terminou a sua construção foi o arquiteto Filipo Terzi, responsável pela cobertura e pela antiga fachada maneirista. A construção desta igreja, teve como objetivo essencial, a ação catequética da Companhia de Jesus, em conformidade com as orientações emanadas por esta Ordem religiosa.

De formato retangular, a igreja é composta por uma só nave, uma capela-mor pouco profunda, e oito capelas laterais, sendo este modelo tradicionalmente designado por “Igreja-salão”.

Na parte superior das paredes laterais, intercalando com os janelões, um conjunto de pinturas, de grandes dimensões, representa episódios da vida de Santo Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus, obra do pintor seiscentista Domingos da Cunha, “o Cabrinha”.

De grande simplicidade arquitetónica, este templo grandioso foi construído em consonância com as recomendações litúrgicas do Concílio de Trento, sendo representativo do processo de renovação da fé católica pós-tridentina.

Caracterizada como um monumento ímpar no contexto da arquitetura jesuítica, esta igreja serviu de modelo a outras posteriormente edificadas pela Ordem inaciana, em Portugal, no Brasil e no extremo Oriente.

Em 1768, nove anos após a expulsão dos jesuítas de Portugal, a Igreja e a Casa Professa de S. Roque foram doadas, por alvará régio de D. José I, à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, com todos os seus bens.

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