Sintra em Dezembro- Eventos e Sugestões

Dezembro em Sintra é marcado pelo lento mexer da Cultura, em salas com lotação reduzida ou comunicando pelos meios virtuais que hoje permitem chegar a muitos públicos e geografias.

Dia 6 de Dezembro, entre as15h e as19h, com inscrições limitadas, pode optar pelo curso online As Runas-Nove Mundos, Nove Meses- Uma Viagem aos Arquétipos Rúnicos e da Mitologia Nórdica (1ª Sessão: Midgard – Ação), promovido pela Casa do Fauno, com Marco Dinis Santos.

Também no dia 6 de dezembro a Orquestra Municipal de Sintra – D. Fernando II sobe ao palco do Centro Cultural Olga de Cadaval, pelas 11h00, com um programa inteiramente dedicado ao 25º aniversário da elevação de Sintra a Património Mundial. Em destaque, a estreia moderna da versão para orquestra da ode sinfónica “Serra de Sintra” de Carlos Adolpho Sauvinet, escrita em finais do século XIX, e ainda “Uma Caçada na Corte”, poema sinfónico de Alfredo Keil, compositor intimamente ligado a Sintra, lugar onde residiu.  A Orquestra Municipal de Sintra será dirigida pelo maestro Cesário Costa, diretor artístico e maestro titular da orquestra, e a entrada é gratuita, sendo obrigatório efetuar reserva.

O Centro Cultural Olga Cadaval recebe igualmente no dia 17 de dezembro pelas 21h00, “Património’s”, uma homenagem das companhias de teatro do concelho, aos 25 anos da elevação de Sintra a património mundial, espetáculo inserido na programação cultural da Câmara Municipal de Sintra. Entrada gratuita, mas com reserva.

No dia 20 de dezembro pelas 16h, a Orquestra Municipal de Sintra oferecerá um concerto gratuito no Centro Cultural Olga de Cadaval, com um programa onde serão interpretadas músicas de O Quebra Nozes e O Lago dos Cisnes.

Entre outros eventos deste mês, sugerimos o espetáculo “Era uma vez no Natal”, pela bYfurcação Teatro – Teatro de Objectos. Nessa história, é mostrado o outro lado das personagens conhecidas dos livros, tendo como protagonista a Capuchinho Vermelho, que faz uns bolinhos deliciosos, o Lobo Mau, que afinal não é assim tão mau, e outras personagens bem conhecidas, que ganham vida a partir da manipulação de objetos. É um espetáculo de marionetas divertido e repleto de música. Texto e encenação de Paulo Cintrão, interpretação de Ana Lúcia Magalhães, Paulo Cintrão e Ricardo Karitsis, música original de Nuno Cintrão.  Figurinos e Cenografia: Byfurcação Teatro,  Imagem e Design Gráfico: José Frutuoso |Produção: Byfurcação Teatro.Classificação: M/3. Duração: 50m

Informações e reservas: bYfurcação | 93 810 96 44 |

producao@byfurcacao.pt

Entretanto, deixamos algumas informações sobre projetos dos nossos parceiros e aderentes na Rede Cultural de Sintra, em estruturação.

Salomé Pais Matos, harpista, por exemplo, encontra-se a recolher fundos destina-se à edição do CD “harpaXXI.pt” (masterização, licenciamento, reprodução, impressão, divulgação, etc.), projeto que comporta diversas obras de música portuguesa do século XXI.

“harpaXXI.pt” teve origem no desafio que a harpista apresentou a vários compositores. A ideia surgiu da necessidade de promover a escrita portuguesa para harpa a solo com finalidade performativa, mas igualmente pedagógica. De tal, resultou um programa que apresenta uma elevada diversidade de ambientes, fruto da liberdade de criação, sobre o tema “Portugal”, e da interação entre compositor e instrumentista.

O futuro CD contará com as seguintes obras: “Prelúdio ao Rio”, de Vasco Abranches; “Lugar suspenso”, de Mariana Vieira; “4 Canções do Cante Alentejano”, de José Martins; “Prelúdio à deriva”, de João Antunes; “Jogos e Danças”, de Diogo Vida; “Tece-se a trama, Cante Tejo Alfama”, de Daniel Schvetz.

Até 15 de Dezembro (prazo alargado) Salomé Pais Matos vai procurar reunir fundos para poder transformar “harpaXXI.pt” em realidade. Todas as doações a partir de 15€ darão lugar à oferta de um CD, enviado por correio. Para tal, basta contactarem-na com os detalhes da morada.

Mais informação em https://www.salomematosharpa.com/c%C3%B3pia-harpaxxi-pt

Relativamente a outros eventos, a RJ ANIMA começa na próxima semana e até ao final do ano a partilhar vídeos de contos de Natal dos Associados Contadores de Histórias RJ ANIMA.

Adriano Reis, membro da Rede Cultural e da associação, e em dupla com Braima Galissá, estará no dia 18 no Auditória de  Igreja de São Vicente, pelas 19:00 em Évora, dia 19 na Casa da Cultura de Mora, pelas 15:00 do Alentejo e dia 20, das 10:00 – 13:00 na Livraria Salta Folhinhas, Porto, com sessões de autógrafos das brochuras (TONAYA – O Pedreiro do El Dorado & RUTXÊLA Stórias de LÁ).

EFEMÉRIDE

A 17 de dezembro passam 250 anos do batizado de Ludwig Van Beethoven, data das celebrações, uma vez que se ignora a data do seu nascimento.

Beethoven nasceu em Bona, atual Renânia do Norte (Alemanha) duma família de origem flamenga, cujo sobrenome significava horta de beterrabas e no qual a partícula van não indicava nobreza alguma. Em 1792, com 21 anos de idade, mudou-se para Viena, onde, fora algumas viagens, permaneceu para o resto da vida. Foi aluno de Joseph Haydn, e Antonio Salieri e Albrechtsberger, maestro de capela na Catedral de Santo Estêvão. Começou então a publicar as suas obras de que se destacam a Opus 1 (coleção de três trios para piano, violino e violoncelo) e as três sonatas para piano Op. 2 (1794-1795).

Foi em Viena que lhe foi diagnosticado, por volta de 1796, aos 26 anos de idade, a congestão dos centros auditivos internos (que mais tarde o deixou surdo).

O seu verdadeiro génio só foi realmente realçado com a publicação das suas Op. 7 e Op. 10, entre 1796 e 1798: a Quarta Sonata para Piano, em Mi Maior, e as Quinta em Dó Menor, Sexta em Fá Maior e Sétima em Ré Maior Sonatas para Piano.

Entre 1802 e 1804 compõs a Sinfonia nº 3 em Mi bemol Maior, Op.55, (Eróica), considerada o início do período Romântico na música erudita. Nos anos seguintes compôs a Sonata para Piano nº 21 em Dó maior, Op.53,(Waldstein), entre 1803 e 1804; a Sonata para Piano nº 23 em Fá menor, Op.57,(Appassionata), entre 1804 e 1805; o Concerto para Piano nº 4 em Sol Maior, Op.58, em 1806; os Três Quartetos de Cordas, Op.59, intitulados de Razumovsky, em 1806; a Sinfonia nº 4 em Si bemol Maior, Op.60, também em 1806; o Concerto para Violino em Ré Maior, Op.61, entre 1806 e 1807; a Sinfonia nº 5 em Dó Menor, Op.67, entre 1807 e 1808; a Sinfonia nº 6 em Fá maior, Op.68,(Pastoral), também entre 1807 e 1808; a Ópera Fidélio, cuja versão definitiva data de 1814.

A partir de 1818, surgem então a Sonata nº 29 em Si bemol Maior, Op.106, intitulada de Hammerklavier, entre 1817 e 1818; a Sonata nº 30 em Mi Maior, Op.109 (1820); a Sonata nº 31 em Lá bemol Maior, Op.110 (1820-1821); a Sonata nº 32 em Dó Menor, Op.111 (1820-1822); as Variações Diabelli, Op.120 (1819. 1823), a Missa Solemnis, Op.123 (1818-1822).

O culminar destes anos foi a Sinfonia nº 9 em Ré Menor, Op.125 (1822-1824), para muitos a sua obra-prima, em que pela primeira vez foi inserido um coral numa sinfonia. O texto foi uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, “Ode à Alegria”, feita pelo próprio Ludwig van Beethoven. Os anos finais de Ludwig foram dedicados quase exclusivamente à composição de Quartetos para Cordas.

De 1816 até 1827, ano da sua morte, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. Ao morrer, a 26 de março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia, assim como projetava escrever um Requiem. Ao contrário de Mozart, que foi enterrado anonimamente numa vala comum, 20.000 pessoas participaram no funeral de Beethoven, em 29 de março de 1827.

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