Teolinda Gersão em tertúlia da Alagamares-21 de Fevereiro

Dia 21 de Fevereiro a Alagamares inicia mais um ciclo de encontros com escritores, doravante de periodicidade bimensal, e para início terá como convidada a escritora Teolinda Gersão, com vasta obra publicada nos últimos trinta anos. Falarão igualmente sobre a sua obra os escritores e críticos literários Annabela Rita e Miguel Real.

Este evento insere-se nas comemorações dos 80 anos de Teolinda Gersão e 40 anos de vida literária.

Na Casa de Teatro de Sintra (numa parceria com o Chão de Oliva) dia 21 de Fevereiro, 6ª feira, pelas 18h30m. Entrada Livre.

TEOLINDA GERSÃO frequentou o Liceu Nacional Infanta Dona Maria, atual Escola Secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra. Estudou Germanística e Anglística na Universidade de Coimbra, Universidade de Tuebingen e na Universidade de Berlim, foi leitora de português na Universidade Técnica de Berlim, docente na Faculdade de Letras de Lisboa e posteriormente professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde ensinou literatura alemã e literatura comparada até 1995. A partir dessa data, decidiu reformar-se mais cedo e passou a dedicar-se exclusivamente à literatura. Começou por publicar ficção aos 41 anos.

Além da permanência de três anos na Alemanha, viveu dois anos em São Paulo (reflexos dessa estada surgem em alguns textos de Os Guarda-Chuvas Cintilantes, 1984), e conheceu Moçambique, cuja capital, então Lourenço Marques, é o lugar onde decorre o romance de 1997 A Árvore das Palavras.

Escritora residente na Universidade da Califórnia em Berkeley em fevereiro e março de 2004, esteve presente na Feira do Livro de Frankfurt em 1997 e 1999 e, entre outros prémios literários, recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores pelo seu romance A Casa da Cabeça de Cavalo (1995), os Prémios de Ficção do Pen Clube pelos livros O Silêncio (1981) e O Cavalo de Sol (1989) e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco por Histórias de Ver e Andar (2002).

Obras publicadas:

Silêncio (1995); Paisagem com Mulher e Mar ao Fundo (1969); História do Homem na Gaiola e do Pássaro Encarnado (1982); Os Guarda-Chuvas Cintilantes (1997); O Cavalo de Sol (1984); A Casa da Cabeça de Cavalo (1996); A Árvore das Palavras (1997); Os Teclados (1999); Os Anjos (2000); Histórias de Ver e Andar (2002); O Mensageiro e Outras Histórias com Anjos (2003); A mulher que prendeu a chuva (2007); A cidade de Ulisses (2011) (Prémio António Quadros); As Águas Livres (2013); Passagens (2014); Prantos, Amores e Outros Desvarios (2016); Atrás da Porta e outras Histórias (2019).

 

ANNABELA RITA é doutorada em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea e Agregada em Literatura. Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Diretora do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias), Presidente da APT (Associação Portuguesa de Tradutores) e Administradora do OLP (Observatório da Língua Portuguesa). É, ainda, membro de outras instituições científicas e culturais nacionais e estrangeiras. Autora de diversos livros, nomeadamente: Eça de Queirós Cronista. Do Distrito de Évora (1867) às Farpas (1871-72) (1998), Labirinto Sensível (2003), No Fundo dos Espelhos (2003-07), Breves & Longas no País das Maravilhas (2004), Emergências Estéticas (2006), Itinerário (2009). Coordenou, também, dentre outras obras: Teolinda Gersão: Retratos Provisórios (2006), De tempos a tempos. Júlio Conrado (2008), Homem de Palavra. Padre Sena Freitas (2008), Rui Nunes. Antologia Crítica e Pessoal (2009).

 

MIGUEL REAL possui uma vasta obra dividida entre o ensaio, a ficção e o drama (neste último género sempre em colaboração com Filomena Oliveira), tendo recebido o Prémio de Revelação nas áreas da Ficção e do Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Ler/Círculo de Leitores, o Prémio da Associação dos Críticos Literários, o Prémio Literário Fernando Namora, atribuído ao romance A Voz da Terra, também finalista do Prémio de Romance e Novela da APE, e o Prémio SPA Autores pelo romance O Feitiço da Índia. É colaborador permanente do JL, onde faz crítica literária. Na Dom Quixote, publicou os romances As Memórias Secretas da Rainha D. Amélia, A Guerra dos Mascates, O Feitiço da Índia, A Cidade do Fim, O Último Europeu e Cadáveres às Costas, e reeditou A Voz da Terra, tendo ainda publicado os ensaios Nova Teoria do Mal, Nova Teoria da Felicidade, Portugal – Um país parado no meio do caminho, Nova Teoria do Sebastianismo, Nova Teoria do Pecado e Fátima e a Cultura Portuguesa.

Miguel Real é associado da Alagamares e figura assídua no apoio e promoção dos nossos eventos.

 

 

 

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