Um poema de Ofélia Cabaço

Se castigo é dor,
Eis-me destroçada
Como árvore arqueada
P´lo vento que não é justo,
Movida pela certeza
De por ninguém ser amada,
Por tudo isto,
Não desejo falsidade,
Nem fingido amor
Quero antes, em dificuldade
Viver uma doce tranquilidade
No meu coração sentir brancas noites,
E, olhar a Lua, além, encantadora,
Por entre noites incandescentes
Precedentes auroras sonhadoras,
Se castigo é dor,
Sou lápide e ardor…


Ofélia Cabaço
Maio 2020

Ofélia Cabaço é natural de S. Miguel Açores, vive atualmente em Sintra e estuda Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Tem 63 anos, trabalhou em secretariado, gosta de jardinar e cozinhar. Admira a simplicidade nas coisas e acima de tudo aprecia a sinceridade nas pessoas. Ama a Natureza, as Crianças e o Silêncio. É irreverente e algumas vezes rezingona no que diz respeito à Injustiça. É uma mulher de afetos e gosta de pensar a Vida e o Mundo.

Ilusoriamente, anseia, por um Mundo melhor.

Aos doze anos de idade recebeu o primeiro prémio de poesia lírica, nos Jogos Florais de Luís de Camões, então, aluna da Escola Industrial e Comercial de Ponta Delgada, participou em revistas e jornais da sua escola. Escreveu O Aroma da Criptoméria em 2012, Folhas ao Vento em 2013, e o Gatinho Jacinto em 2015. Tem participado em várias Antologias de Poesia.

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